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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

FRIO NO SUL DO BRASIL

Urubici - SC 04/08/2010

Nasci e cresci na bela e Santa Catarina. Bela porque sua natureza surpreende aos milhares de turistas daqui do Brasil e do mundo inteiro que vem conhecê-la. Surpreendente porque muitos acham que aqui pode ser Rússia, Suíça, Itália ou qualquer outro local deste planeta que faça tanto frio e neve quanto a região mais fria do Brasil - Santa Catarina.


Urupema - SC 04/08/2010

Parem de dizer que aqui é outro lugar. Aqui é Brasil sim. Veja  mais fotos aqui!

Uma terra de mil jeitos. Jeitos de natureza e jeitos humanos. Situada ao Sul do Brasil, entre os estados do Paraná e Rio Grande do Sul, Santa Catarina recusa definições. Este pequeno estado brasileiro, com pouco mais de 6 milhões de habitantes, reúne em seus singelos 95,4 mil km² uma diversidade tal de cenários e gentes que deslumbram os que aqui visitam. Praias de areia branca, matas tropicais e serras nevadas. Pescadores açorianos, agricultores italianos e industriais alemães. Uma terra de belos e definitivos contrastes, e por isto mesmo tão fascinante.

Urubici, a 1.820 metros de altitude, é a cidade mais fria do estado, e lá a temperatura chega aos zero graus no auge do inverno. São Joaquim - segundo produtor regional de maçã - recebe maior incidência de neve e, por conseqüência, o maior número de visitantes da região. Lages, mais para o oeste, foi passagem dos tropeiros que ligavam o Rio Grande do Sul a São Paulo e ainda hoje por lá predominam a cultura campeira, o pinhão, o churrasco e o chimarrão.

Estou a 70km do litoral no início desta bela serra. Passou uma semana até criar coragem de escrever esta.  No momento o termômetro marca 14° dentro de casa. Isso é um alento. Quando fizer 18° estarei feliz porque vou ficar com menos casacos...



Pesquisa feita no site de SC.

domingo, 1 de novembro de 2009

VÍDEO RECORDISTA DE ACESSOS NO CLICRBS E NO YOUTUBE

O vídeo abaixo é um dos mais acessados no país. Luís Carlos Prates falou o que muita gente gostaria de dizer...




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SANTA CATARINA, MARINA SILVA, SUSTENTABILIDADE




Questionar faz bem. Falar também.
Há mais de um século Freud descobriu a cura de vários problemas fazendo com que as pessoas simplesmente "colocassem para fora" o que estavam sentindo. E hoje a psicoterapia é usada para melhorar a performance do cérebro em todas as áreas. O Meio Ambiente não fica de fora.
Dentro de um tema tão abrangente como a Sustentabilidade, que trata do gerenciamento de recursos - humanos, naturais e financeiros - a discussão pelos limites ambientais definidos é a única maneira de salvar o planeta e descobrir o legado para as gerações futuras. Além de comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e de avião, economizar, fazer investimentos éticos, devemos protestar! O protesto é o carro chefe para mudar o mundo.

Assisti uma entrevista com a Marina Silva (recém coligada ao Partido Verde) no Programa do Jô e foi muito esclarecedora com a "sustentabilidade" no Meio Ambiente. Poucas vezes ouvi definições tão sábias sobre Meio Ambiente como as dela. Como ela disse, Meio Ambiente não é um tema à parte. Deve andar junto com todas as áreas. Ficar batendo no Meio Ambiente como faz o atual modelo econômico é não só andar para trás, é deixar o colapso econômico tomar conta. Porque economia deve andar junto com o equilíbrio ambiental. Crescimento é necessário, mas vai enfrentar sérios problemas se for desordenado, se não houver poíticas públicas que definam até onde se pode ir.

Os países ricos deveriam assumir essa liderança. Mas eles não têm traquejo para isso. Países como o Brasil podem tornar-se uma potência Ambiental. E Marina Silva pode colocar o nosso país no Primeiro Mundo Ambiental.
Ainda pode. Ainda dá tempo de mudar alguma coisa. Não é tarefa simples, não é mágica. É trabalho. Países como a Rússia e a África estão mostrando como o colapso no sistema social traz perdas para o bem-estar humano.
Por isso a necessidade de se criar um sitema econômico robusto e sustentável em termos ecológicos.

Atualmente de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) já estamos acima do limite das emissões de carbono e deveríamos reduzir 80% em relação ao ano de 1990 para prevenirmos a interferência no clima mundial. Santa Catarina, assim como o Sul do país vêm amargando tragédias sequenciais desde o "Furacão Catarina".
Recentemente três tornados devastaram cidades como Guaraciaba no oeste catarinense. Logo em seguida muita chuva ameaça novamente o vale do Itajaí e o sul do estado. Lá na Amazônia poderá haver seca.
Parece que a chuva da Amazônia veio toda para o sul e a previsão é que seja assim até o final da primavera. Parece que Santa Catarina vai ter que caminhar para tecnologia se quiser sobreviver aos fenômenos climáticos intensos, além de uma política ambiental eficiente.
Assim como o Japão convive com os terremotos, temos que ter construções que suportem vendavais, tornados, furacões etc. Apesar disso, ainda somos um estado maravilhoso com natureza exuberante e um povo guerreiro. Resta colocar tudo isso e o governante certo para trilhar o caminho do futuro.

O futuro, claro, como sempre está nas nossas mãos!
E queremos deixar para os nossos filhos e netos propostas que façam o meio ambiente tornar-se sustentável. E fazer valer nossas ações!


Foto: RPPN Rio das Lontras


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MEIO AMBIENTE VIROU MOEDA DE TROCA

Quando pensei um dia em ter uma área protegida transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma Unidade de Conservação protegida em caráter perpétuo, tive grande inspiração da Maria Tereza Jorge Pádua, que mostrou um caminho de possibilidades magníficas para a colaboração com o Meio Ambiente. Hoje os desafios são muitos. No seu artigo no O ECO ela diz muita coisa que já pensei em escrever aqui e conversei por aí. Vale a reflexão e o desafio futuro é o Meio Ambiente se encontrar no seu perdido caminho.


QUAL O LIMITE DA DECEPÇÃO?
Maria Tereza Jorge Pádua, no O ECO

As modificações draconianas das normas ambientais, em especial aquelas concernentes ao Código Florestal em vigor no país, ou seja, Lei 4771 de 1965, já se banalizaram a tal ponto que sequer as organizações ambientais mais ferozes estão se mobilizando. É muito preocupante se assistir à derrocada do setor ambiental, sem que a população seja bem informada pela mídia, a ponto de reagir. As próprias autoridades constituídas para cuidarem do meio ambiente propõem constantemente resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e modificações da legislação em vigor abrindo as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as Reservas Legais, para não falar de uma corriqueira mudança de categorias de unidades de conservação das mais restritas para as menos restritas.

Tudo vem mudando celeremente em prejuízo claro para a conservação da natureza. Desde que escrevo para Oeco venho constatando e escrevendo sobre as políticas tendenciosas que nossos governantes têm adotado. Meio ambiente virou moeda de troca. As resoluções do CONAMA mais parecem ser dispositivos de ministérios envolvidos profundamente com o Programa de Aceleração do Crescimento, o famoso PAC. Ademais, o próprio CONAMA tem perdido gradativamente as suas atribuições e poderes e é cada dia mais fraco e indeciso. Pior ainda, este governo exerce ameaças constantes e públicas contra o mecanismo de licenciamento ambiental, contra os ambientalistas e até contra os funcionários públicos que cumprem seu dever de exigir trabalho sério das empreiteiras que constroem as obras do governo.

Se pode tudo. Aceitar as “pequenas” centrais hidroelétricas (PCHs) de “baixo impacto ambiental” sem estudos de impacto ambiental, nem relatório de impacto ambiental. E assim as PCHs proliferaram nos rios do Brasil, sem se ter uma visão do que está acontecendo nas bacias ou micro bacias hidrográficas, sem que a sociedade perceba que a maioria provoca sim, grandes impactos ambientais. Comem cachoeiras magníficas, matas ciliares, até capões de araucárias, se interfere no fluxo natural de enchentes e vazantes na planície pantaneira com a maior desfaçatez, se destrói o potencial pesqueiro e se alteram as condições vitais para a fauna. Basta como exemplo, conhecer-se a proposta de PCHs no rio Silveira no Estado do Rio Grande do Sul, que, se autorizadas, afetarão o magnífico Cachoeirão dos Rodrigues e talvez o melhor resquício de mata de araucárias com samambaiaçus gigantes e o fenômeno dos rios que correm paralelos, um deles exatamente o rio Silveira. Para este rio a PCH não tem nada de “pequena”. É, simplesmente, o fim do rio e do enorme potencial turístico da região.

Nas APPs se permite até sistemas agroflorestais sustentáveis, embora se tenha demonstrado até a exaustão que estes sistemas, quando cortam árvores ao invés de plantá-las, são mais que tudo, formas de se provocar mais desmatamentos. Se pode quase tudo nas APPs urbanas, até parques infantis, parques urbanos e ciclovias. Agora também se propõe, e o ministro de meio ambiente parece estar de acordo, que as APPs sejam incluídas nas reservas legais previstas para cada propriedade rural. Mais se propõe que alguns plantios de frutas, ou seja, o uso da permacultura seja considerado factível na Reserva Legal.

Mudam-se constantemente, seja no nível federal ou estadual, categorias de unidades de conservação como Parques Nacionais, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas em outras menos restritivas que compõem “um mosaico”, como se o uso do termo salvasse a biodiversidade e /ou os recursos naturais que deveriam ser protegidos para benefício da sociedade. Chega-se ao desplante de chamar as áreas protegidas de “terras congeladas”, como se não tivessem nenhuma utilidade ou objetivo, como se fossem criaturas indesejáveis propostas por lunáticos.

Com tudo isso acontecendo pretende-se, ao mesmo tempo, evitar os desbarrancamentos, as erosões, a sedimentação, as enchentes, as mudanças climáticas, como em um passe de mágica. Claro que o clima também provoca esses fenômenos, mas o uso abusivo do solo, o não se cumprir medidas outrora previstas na legislação, modificada de forma tão irresponsável, acelera as destruições, os desabamentos, as mortes. Por motivos políticos as autoridades constituídas deixam “os pobres” se estabelecerem em áreas de risco, muitas vezes em plenas APPs, que deveriam estar no mínimo cobertas por vegetação natural. Aí quando há mortes a culpa é do clima. E, aproveitando-se da permissividade, os ricos também pulam na ocasião de instalarem residências na beira de rios e nas ladeiras com vista privilegiada.

As áreas protegidas nunca foram tão mal cuidadas ou faladas. Basta que grupos insignificantes de índios, ou quilombolas, ou “populações tradicionais”, bem assessorados por anarquistas, proponham qualquer direito sobre elas, que, sem estudos mais sérios e como que por esmola se dilaceram as unidades de conservação. Dão milhares de hectares, creio que porque nem têm noção do que é um hectare e porque são terras de ninguém e as autoridades do poder público encarregado de administrá-las para o bem comum não as quer na verdade, não lhes importa. Chegou-se ao absurdo de 19 famílias de quilombolas reivindicarem, com o beneplácito das autoridades, mais de 900.000 hectares do Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas. Há países no mundo que não possuem este tamanho.

A última novidade do CONAMA foi quase aprovar uma minuta de resolução preparada pelo Ministério do Meio Ambiente, ou com sua anuência, e com o beneplácito de ONGs chapa branca diminuindo ou modificando o dispositivo legal ora em vigor que considera restingas APPs. Claro que agora não para agradar os “pobres”, mas os ricos do setor imobiliário que evidentemente querem ocupar as praias e a orla com seus hotéis e resorts de luxo, se possível com campos de golfe, também.

E o que estão fazendo as autoridades federais para interferirem no Código Florestal de Santa Catarina que é flagrantemente contra a disposição da legislação federal? Parece brincadeira se desmatar mais o estado que tanto vem sofrendo com os desastres ditos “naturais”. Digam à população, que se todos tivessem obedecido ao Código Florestal o desastre teria sido muito menor, menos triste, menos prejudicial.

Qual é o limite de irresponsabilidade dos nossos governantes com relação à área ambiental? Já apequenaram o IBAMA, que chegou a ser um órgão respeitado no passado. Já criaram o monstrengo do ICMBio. Já diminuíram o CONAMA. Já compraram a maioria das pequenas ONGs, que hoje são “chapas brancas”. Já fizeram dos órgãos ambientais plataformas para candidaturas de deputados e senadores. Quando vão parar? Qual é o limite que a sociedade desinformada ou mal informada vai aceitar?


terça-feira, 28 de julho de 2009

PASSARINHO? QUE SOM É ESSE?


Esse som assim é o joão-de-barro.


No inverno aqui é quase sempre assim: uma massa de ar polar chega da Argentina e deixa as temperaturas negativas no sul. Desta vez o frio intenso chega até o Acre. Depois, um ciclone extratropical provoca chuvas e ventos de até 60 km por hora. E assim vamos levando "o tempo".

Acho muito engraçados os turistas querendo ver "a neve", que diga-se de passagem quase nunca vêm. Ficam apenas com a geada e uma sensação térmica de -20°. Freezzer. Outro dia, um desses turistas do Rio de Janeiro que vieram passar frio na serra, disse que estava muito frio por lá e que se fizesse essa temperatura no Rio certamente ninguém aguentaria, mas que achavam tudo muito lindo! Vai entender...


Eu costumo dizer assim do tempo: hoje está bonito - de tão feio! A coisa mais sensata a fazer é esquentar-se de qualquer maneira. E esperar o verão chegar para daí sim visitar a Serra-do-Rio-do-Rastro. Sem neve. Cidade vazia. Todo mundo nos balneários (litorâneos). Porque a "manada" vaitodaparaomesmolugar.

Eu vou onde não têm manada. É claro que não vou dizer para onde. Só dei uma dica "fora de estrada". Não quero nenhuma manada me seguindo... Deus me livre, cruz credo!


Dia desses assistindo um programa no discovery channel (sim, porque tv também tem coisas boas), um bando de gnus tentava atravessar um rio da África. Tinha um lugar mais perto e baixo para irem, mas o primeiro "despencou" de um alto barranco ao lado e o trajeto do rio aumentou. Não é que todos seguiram aquele gnu atrapalhado?

Ah, teve um que pensou diferente.

Sempre têm um que pensa diferente, graças a Deus, para felicidade da espécie!

Outro dia uma senhora na minha cidade que sabe do meu cuidado com o meio ambiente fez uma observação: "engraçado como não se vê mais girafas e elefantes nas matas, só no zoológico né"? Disse a ela que esses animais não são da fauna brasileira, que são do continente Africano. Ela insistiu: "tinha sim, eu já vi". Pensei: só uma mudança radical de cultura para a educação ambiental atingir seu objetivo.


Sabe aquele tipo de gente que acha ser o porta-voz de uma espécie animal, arranja um "ghost writer" que escreve por ele na internet da vida, posa como um "deus ecológico" e odeia a humanidade? Você já deve ter ouvido falar de um desses "messias". Ele diz que vida de ambientalista é muito difícil. É mesmo. Assim como a vida dos lixeiros, dos garis, do pescador, do padeiro, da dona de casa. Quer vida fácil? Vai ser Senador, compre uma ilha, ponha a família para trabalhar por doze mil reais de salário e coloque nos atos secretos.

Fotos: Arquivo pessoal. Personalizado. Paisagem com Sol, com dia branco, com João-de-barro, com Chris, Tom & Fê.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SC EM CENA - MUNDO SELVAGEM - RBS TV/PLURAL FILMES



UM BELO DOCUMENTÁRIO DA PLURAL FILMES MOSTRA O "MUNDO SELVAGEM" EM SANTA CATARINA.

SINOPSE:

A especulação imobiliária, o crescimento do agronegócio, a indústria madereira, a pecuária, a criação de pequenas centrais hidrelétricas.
Enquanto a sociedade busca o chamado "progresso" e "desenvolvimento", a vida original das áreas florestais de Santa Catarina vive em processo de rápida degradação. Os animais estão, a cada dia, mais encurralados, vivendo sobre pressão, presenciando a destruição de seus habitats.

Mundo Selvagem revela a vida animal em torno dos centros urbanos e as possibilidades para a coexistência "Homem-Natureza", numa relação de sustentabilidade.

VALE CONFERIR! CLIQUE AQUI E ASSISTA!


sexta-feira, 8 de maio de 2009

AINDA O CÓDIGO AMBIENTAL… DE SC…


…a marcha ré andando junto ao DESENVOLVIMENTO! Veja AQUI postagem anterior onde publiquei um artigo interessante sobre o Código Ambiental.

Santa Catarina caminha para entrar na história como o estado que andou para trás nas questões ambientais - em um paralelo, seria como os estados favoráveis à escravidão na Guerra da Secessão nos EUA. Talvez Santa Catarina precise de uma revolução para impedir tantos ataques ao meio ambiente por um
governo e uma elite retrógrada e burra.

Preciso dizer mais?

Claro.

E preste atenção!

Desenvolver é tornar fortes e complexas determinada cultura. O termo desenvolvimento significa uma mudança social que ocorre nas mais variadas dimensões da cultura: tecnológica, econômica, política, interativa, ideológica, perspectiva mundial e ambiental.

Aqui na terrinha a leitura do “desenvolver” não “sustenta” nem mesmo o que diz o CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO.

E pior. Tem Estado, como o de São Paulo, querendo entrar na onda pirotécnica… para mudar o “código” de lá também.

A Legislação Ambiental Brasileira é considerada uma das melhores do mundo e o Código Florestal Brasileiro está incluído nela.

A vontade de andar para trás deve ser vergonha de olhar no espelho e valorizar aquilo que temos de melhor e faz de nós o diferencial.

Foto: arquivo pessoal

Colaboração: Fernando Teixeira


terça-feira, 21 de abril de 2009

CÓDIGO AMBIENTAL DE SANTA CATARINA

 

A polêmica continua...E não é para menos. A recente aprovação do novo Código Estadual do Meio Ambiente é a princípio inconstitucional. Numa postagem que já publiquei AQUI, falo do assunto de modo irônico. Mas seria cômico se não fosse trágico...

Um tiro certeiro. No pé.

tironope

Veja abaixo num artigo do Promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto publicado no Diário Catarinense em que ele aponta dados extremamentes relevantes, como onde o novo Código viola a própria constituição do Estado de Santa Catarina: 

Código Ambiental de SC, por Affonso Ghizzo Neto*

A “aprovação” do novo Código Estadual do Meio Ambiente catarinense tem gerado muita polêmica, discussões e controvérsias. Há quem diga ser um equívoco supor que nunca poderiam os Estados editar leis contrárias ao ordenamento federal. De outro norte, muitos sustentam a flagrante inconstitucionalidade de diversos dispositivos inseridos no Código. Longe da pretensão de deter a verdade absoluta sobre a matéria, assim como alheio a qualquer questionamento político-partidário e eventuais interesses econômicos envolvidos, parece muito evidente que a questão gira em torno de dois pontos cruciais, facilmente identificáveis: a) a competência legislativa (concorrente) da União e dos Estados para editarem leis pertinentes ao meio ambiente; e b) a possível violação do princípio universal do meio ambiente equilibrado. Examinando os dispositivos do Código Estadual, parece que realmente restam evidenciadas diversas desconformidades com o ordenamento constitucional pátrio, especialmente pela flagrante afronta ao consagrado princípio constitucional do meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, caput da CF e art. 181, da Constituição Catarinense).

Já com relação à questão da competência legislativa, ainda com maior certeza – longe das alegadas dificuldades legais e interpretativas –, a declaração da inconstitucionalidade é medida que se impõe. Ocorre que a competência concorrente da União é para legislar e estabelecer normas gerais sobre o meio ambiente. Já a competência dos Estados é apenas para editar normas complementares às normas gerais editadas pela União. Assim, salvo melhor juízo, parece indiscutível a violação às regras constitucionais de repartição da competência legislativa. É que o novo Código, ao formular normas simultâneas contrárias ao Código Florestal Nacional, acabou por substituir direta e amplamente as normas gerais sobre o meio ambiente, extrapolando a autorização constitucional destinada unicamente à suplementação da legislação federal.

* Promotor de Justiça

Fonte pesquisada: Diário Catarinense

Desenho: Fernanda Teixeira, "pitaquinhos".

sábado, 18 de abril de 2009

MUNDO ANIMAL

Nessa amoreira algo lembra o mapa do Brasil...



E olhando de pertinho parece mais ainda!


São insetos que fizeram sua morada na amoreira que fica nada menos que no quintal de minha casa.


O belo formato lembrando o mapa do Brasil foi uma estratégia para se tornarem maiores e se defenderem dos possíveis predadores.

Mas à noite a amoreira recebe mais visitantes... Como este gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris).



Quem mais por aqui passou?

Certamente essa amoreira terá mais histórias para contar!

FALTA DIZER…

Tem gente boa e ruim em todas as áreas e esferas. Tem coisas boas e ruins no planeta que vivemos, independentemente de “gentes” (boas ou não), não devemos generalizar nada.

Leio no jornal que determinada gente, denominado colunista, dando notícia de uma pessoa que pelo seu trabalho com mídia, estaria roubando “um dinheiro vago” e usando para reformar sua casa. Que é ambientalmente contra tudo e lhe falta talento. Mas não dá nome aos bois.

Quem desdenha quer comprar…

Eu fico impresssionada como a mídia aguenta este sujeito que só joga “aquilo” no ventilador.

Se você é de SC e le jornal, imagino que saiba de quem estou falando. Se você não é daqui, que bom que não leu certas coisas… Só posso crer ser provincianismo demais.

domingo, 5 de abril de 2009

PCH (PEQUENA CENTRAL HIDRELÉTRICA), CÓDIGO AMBIENTAL EM SC, PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO TABULEIRO…

ENCHENTE

CONVERSA COM O DIABO - E COM O ZÉ MANÉ TAMBÉM:

-E aí? Tudo muito bem para o seu lado?

Deve estar, afinal você anda mexendo até NO CÓDIGO AMBIENTAL EM SANTA CATARINA, não é mesmo? Agora aqui na terrinha passa a vigorar construções a partir de 5 metros dos rios. HAHAHA. Sorry. Antes era 30 metros, né? Eu achei graça porque você só colocou no papel aquilo que já estava acontecendo naturalmente, certo? Ah, os outros pontos polêmicos do código também estão sendo apenas formalizados, né? Como você é bonzinho, diabinho! Como você convence fácil as pessoas… Tás querendo que aconteça mais tragédias como aquelas que assolaram esse tão rico estado de SANTA CATARINA em 2008. O pior de tudo, cara, é que você convence tão fácil, que eu fico PERPLEXA… Dessa vez você estava sem grana para oferecer aquelas pobres pessoas… MINTO, você gastou uma grana com o pessoal do governo e colocou gente sua em setores que deveriam impedir essas barbáries… E ELAS ACEITARAM!!! CARACA!!! FIQUEI PASMA!!! Essa é a minha terra. Você está rindo? O quê? Você conseguiu diminuir o PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO TABULEIRO? Ah, as pessoas já moravam dentro dele mesmo, né? Cara, tenho que reconhecer que você é o diabo. Só você mesmo para fazer as pessoas acharem que assim a vida delas vai melhorar. Quem viver, verá… Que em área de APP (Área de Proteção Ambiental), não se pode fazer nada, brother… O barranco despenca, fofo. O rio assoreia e leva a sua casa, querido. E depois ocê vai para a tevê chorar que perdeu tudo, e eu vou ficar com dó no coração de ver tanta TRAGÉDIA. Você, gente boa, acha que o AMBIENTALISTA é “um bicho papão” que não quer que você faça nada. O AMBIENTALISTA não é nenhum mágico, apenas tenta abrir seus olhos encantados com o coisa ruim. Você abraçou o diabo e chamou de irmão. Você vai ficar sem cachoeira também, porque o diabo está enchendo os rios de SANTA CATARINA com as tais Pequenas Centrais Hidrelétricas, as conhecidas PCHs...

Então, diabo? Tás contente, né? Cara, eu acho que eu nunca vou te entender. Você está deixando as ONGs aparvalhadas!!! E também a tal CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE RPPNs? O que foi que você deu a eles, diabo? Tarja preta podre?

Quando eu quis fazer uma RPPN, UMA DAS MUITAS MOTIVAÇÕES era adquirir um “selo” aprovado pelos órgãos ambientais de garantia que aquela área seria perpétua. Digo, mesmo vendendo, deixando para os herdeiros… Os órgãos ambientais precisam de transplante urgente! Tô fazendo parte da piada. Porque o diabo está mexendo nisso também.

Mas chega de papo com você, diabo. Vá pra @#$%& *&% § #$% $!

Eu tô aqui pra falar, mesmo. E qualquer problema, cara, vá se ver com o diabo!

Ah, antes que eu me esqueça, mas antes que tudo se acabe, eu preciso dizer a VERDADE.

Chris Lontra


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

TODAS AS MATAS


MATA
Uma Mata é um conjunto de árvores e todos os seres que nela vivem.
Antes de ser um corredor verde que preserva os recursos naturais utilizados por nós, é VIDA que brota de pequenas sementes.
SEMENTE
Quando nasce, vira um pequeno arbusto ou uma grande árvore que abriga uma infinidade de seres vivos microscópicos e macroscópicos, lar para a vida.
ÁRVORES
O conjunto delas faz a floresta, um verdadeiro filtro da poluição vinda de todos os lugares do planeta.
Tem ÁRVORE que é muito grande.
Tem ÁRVORE que é muito pequena.
Tem ÁRVORE que nem sabemos que existe.
Tem ÁRVORE que é centenária.
Tem ÁRVORE invasora.
Tem ÁRVORES que seguram a enchente dos rios.
Tem ÁRVORES que nascem apenas para que outras maiores cresçam.
Tem ÁRVORES, ÁRVORES e mais ÁRVORES.
E, ainda bem tem bastante gente no mundo que quer protegê-las.
Como um órgão importante do nosso planeta, cada um de nós pode abraçar essa causa.
Uma ÁRVORE pode ser a ponte para o amanhã.
Uma ÁRVORE pode, com sua ajuda, viver para sempre.
Porque uma mata deixa seus descendentes e dessa maneira perpetuará a vida!
Ela nos adotou. Adote você também uma ÁRVORE.


Fotos web e RPPN RIO DAS LONTRAS





O cedro (Cedrela fissilis) desta foto é a maior árvore de Santa Catarina. Possui mais de 300 anos, 28 metros de altura e 3,6 metros de diâmetro. Fica na Reserva Florestal da Epagri/Embrapa no município de Caçador.

domingo, 30 de novembro de 2008

TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA 2008

Desde 1983 - 1984, não acontecia tamanha catástrofe na região do Vale do Itajaí e também na cidade de Itajaí. Em 1855, Hermann Blumenau, fundador da homônima colônia no vale, já descrevia a grande cheia do rio que assolou a região naquela época, elevando o nível do Rio Itajaí-açu à 15 metros em um único dia. Mas a atual tragédia apesar da semelhança com o passado, teve um quesito diferente: morros vieram abaixo com casas e tudo (Morro do Baú na cidade de Ilhota) depois de quatro meses de chuvas sem parar e um absurdo encharcamento do solo. Isso já aconteceu em janeiro deste ano e com um mês chovendo sem parar, houve vários desabamentos na região da grande Florianópolis e Unidades de conservação como a RPPN Rio das Lontras amarga prejuízos com a estrada de acesso até hoje. Foi apenas uma prévia do que viria a acontecer. Cidades como Angelina e São Pedro de Alcântara decretaram estado de emergência já nesta época.

O que estaria acontecendo com o clima da região? Além das construções irregulares em topos de morros e na beira de rios, está claro que 4 meses de chuvas sem parar com intervalo mínimo de um dia de parada nesse período é conseqüência certa do aquecimento global. E infelizmente se nada for feito no planeta iremos observar cada vez mais o aumento de catástrofes como essa.

Em 1983 eu presenciei a grande enchente que houve no Vale do Itajaí, em especial na cidade de Itajaí, minha cidade natal, e a casa dos meus pais tanto daquela vez quanto agora foram um dos poucos lugares que a água não chegou. Mas quase. Do jeito que a coisa vai, sempre batendo recorde atrás de recorde é assustador imaginar uma próxima catástrofe.
O fato é que as mudanças climáticas trazem grandes catástrofes e se junto a isso a ocupação do ser humano continuar sendo em volta de rios e morros, mais a destruição do pouco que sobrou da mata atlântica, (que um dia já cobriu toda Santa Catarina) o cenário que iremos presenciar será aquilo que nem desejamos imaginar.
Muito se fala em reconstruir. Sim, é isso que certamente vai acontecer. Mas vamos reconstruir respeitando o meio ambiente que consequentemente iremos poupar vidas e quem sabe evitar grandes tragédias como essa. E continuar lutando para que passe a "febre" do nosso querido planeta!

Abaixo fotos que dizem mais que mil palavras:







Fotos da web enviadas pelos internautas.

Por que choveu tanto em Santa Catarina?

A combinação de três fenômenos meteorológicos causou o volume recorde de chuvas. Eles podem ser reflexo de alguma alteração no Oceano Pacífico, ainda não detectada pelos especialistas. Como esses fenômenos são naturais e já aconteceram outras vezes, é pouco provável que sejam resultado do aquecimento global.

Revista Época


1 VENTOS

Desde o início de novembro, uma área de alta pressão (anticiclone) originária da região polar está estacionada sobre a costa da Região Sul. Ela tornou mais intensos os ventos que sopravam do oceano para o continente, carregando o ar úmido. Os ventos permaneceram nessa mesma direção durante 20 dias, período maior que o usual (cerca de dez dias) .

2 EVAPORAÇÃO

A quantidade de vapor d’água transportada até o continente também foi maior que o normal. Isso aconteceu porque as águas do litoral estavam entre 0,5ºC e 1ºC mais quentes que o habitual. Isso aumentou a evaporação.

3 NUVENS

Nas nuvens de chuva, o vapor que sobe das camadas inferiores se transforma em cristais de gelo. Eles caem do alto das nuvens e se tornam chuva pesada à medida que se precipitam. Desta vez, a temperatura nas camadas altas da atmosfera estava mais fria. Era de -180C, quando o habitual é -70C. Por isso, a nuvem ficou mais carregada e a chuva foi mais intensa.

Fonte: Pedro S. Dias - Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Eucalipto dos Etílicos & Sedentos

Os integrantes da banda Etílicos e Sedentos

Os Etílicos e Sedentos são uma banda de Brusque-SC e suas músicas são voltadas à crítica social. E o meio ambiente não poderia ficar de fora, já que o ser humano depende desse meio para viver e coexistir.
Atualmente o governo de Santa Catarina vêm divulgando uma campanha muito bem feita no rádio e na tv: "...somos o estado com o maior índice nacional de preservação...", diz a bela mensagem da publicidade oficial. 
Sim, frente a quase total extinção do bioma campeão de biodiversidade, temos ainda um bom naco de mata atlântica sobrevivente, mas a realidade esconde outros fatos extremamente relevantes: O estado de Santa Catarina foi um dos que mais desmataram segundo os últimos dados do atlas dos remanescentes da mata atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica. E o atual levantamento feito pela ong no Planalto Norte revela a região como a que mais destrói a floresta em Santa Catarina. Foram 45 autos de infração emitidos e multas que somadas ultrapassam R$ 2,8 milhões por nada menos que 750 hectares de pura destruição de mata nativa. O principal incentivador dos desmatamentos são o próprio incentivo do governo para o reflorestamento de pínus e eucaliptos, onde empresas e grandes produtores derrubam a vegetação nativa para o plantio dessas árvores exóticas. 
A letra da música Eucalipto, que reproduzo abaixo, faz um importante alerta sobre o que anda acontecendo com o pouco que restou da nossa Mata Atlântica. 

OUÇA AQUI!

"Tem eucalipto, muito eucalipto, desvirginando e secando nosso mato"...

EUCALIPTO

Habitat do extermínio de nativas majestosas
No solo são derrubadas desfigurando nossas matas
A razão tem um declínio por moedas valiosas
A ganância é plantada made in austrália
É veloz no crescimento tem a sede de um gigante
Para-raio dominante!

Tem Eucalipto! Muito Eucalipto!
Desvirginando e secando nosso mato

Reflorestamento! Será doutor? Deserto verde e perfumado
Baixa diversidade abaixa, mono cultura exagerada
A paisagem tem um cinismo organizada em fileiras
Hectares estão surgindo, culpa de quem semeia?
A utilidade é instigante tem queimado na caldeira
Sauna, desinfetante!

Tem Eucalipto! Muito Eucalipto!
Desvirginando e secando nosso mato

Devastação da virgem mata, mata espécies, Mata Atlântica
Plantio errôneo abusado no papel autorizado
Mico Leão não é coala, xokleng não é aborígene
Mananciais agonizantes, ladrão de nutrientes
Imigrante oceânico, estadia indesejada
Celulose, pau de caibro!

Tem Eucalipto! Muito Eucalipto!
Desvirginando e secando nosso mato

* Leia também comentário no blog  RPPN RIO DAS LONTRAS

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cadela baleada por "ação de rotina".



Durante uma operação de rotina em Florianópolis (SC), policiais militares acabaram baleando uma cadela vira-lata na pata direita. O animal foi abandonado no local pela polícia. A confusão aconteceu às 21h30 na noite de terça-feira e a cadela só foi socorrida na manhã de hoje.

Isso não acontece só com animais. Bala perdida virou uma situação banal, infelizmente!


Foto: Hermínio Nunes/Ag. RBS

terça-feira, 27 de maio de 2008

Dia da Mata Atlântica - 27 de maio de 2008

E o que temos para comemorar?

Foi o que perguntei quando fiz uma postagem sobre o Dia Mundial da Terra e como a Mata Atlântica faz parte de um dos hotspots mais ameaçado do planeta, volto a questionar.




Nessa reportagem publicada pelo Jornal Nacional nesta terça-feira, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Inpe divulgaram os novos dados do bioma. A conclusão é que restou 7,26% da cobertura que havia inicialmente no Brasil ou 95.600 mil km² de floresta. A grande destruição do bioma ocorreu durante o ciclo do café mas a degradação continua acontecendo e os estados de Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Santa Catarina foram os campeões de desmatamento entre 2000 e 2005. Em relação aos cinco anos anteriores houve uma redução de 69% no desmatamento, o que é uma boa notícia para essa floresta voltar a crescer e com a nossa ajuda ser reflorestada.

Infelizmente Santa Catarina figura entre os estados que mais desmataram e as cidades de Itaiópolis, Mafra e Santa Cecília foram as que mais perderam cobertura vegetal das 51 cidades mais críticas do país. Os catarinenses perderam 45.530 hectares nesses cinco anos estudados e curiosamente é um dos estados com mais remanescentes de Mata Atlântica, com 37% da cobertura original e acende um sinal de alerta para não perder mais desse Patrimônio.

67% da população brasileira vivem dentro do bioma. Sabe aquele pé de pitanga, pitomba, goiaba, caju, jabuticaba... que têm em muitos quintais? São árvores nativas da Mata Atlântica, assim como muitas outras e que servem de alimento às várias espécies de pássaros e mamíferos, até mesmo nós. Nossa água de cada dia vêm das nascentes que se formam nessa floresta campeã de biodiversidade. Ainda temos muito a aprender com ela, pois com tanta biodiversidade ainda não conhecemos todos os segredos que nela se escondem.

A educação ambiental é primordial para respeitarmos aquilo que está bem debaixo das nossas janelas - o nosso quintal. Viva o seu dia Mata Atlântica, todos os dias!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Páscoa e Farra do Boi



Como todos os anos pelas bandas do litoral de Santa Catarina a Farra do Boi continua acontecendo (tradição trazida pelos descendentes de açorianos há 200 anos). Hoje esta prática está proibida, mas têm cidades onde a farra é um evento normal. Dentro de mangueirões ou nas próprias ruas da cidade e muitas vezes com total "apoio" de autoridades políticas, a lei é desrespeitada. Prova disso acontece em Governador Celso Ramos onde a população se "organiza" fechando suas casas com cercas improvisadas, alugando casas a um preço bem alto para possíveis "turistas" e as delegacias bem próximas fazem vista grossa para o movimento ao redor. Ninguém viu, ninguém sabe... só depois que encontram o animal ensanguentado e muitas vezes já morto de forma cruel, talvez apareça no noticiário. Uma prática inaceitável. Uma brutalidade que está bem longe do que deveria ser a comemoração da Páscoa. O significado desta grotesca tradição é desconhecido mas atribui-se uma conotação símbólica-religiosa da Paixão de Cristo, onde o boi faria o papel de "judas". Mas essa "tradição" fica mais perto mesmo de uma grande barbárie e é um pretexto para se fazer uma festa na comunidade e gerar capital financeiro com a venda de comes e bebes. E o pobre do boi é sacrificado? Que animal fez isso com ele?
Uma banda de Brusque chamada Etílicos & Sedentos lança uma música cuja letra retrata bem o que é essa tal "farra do boi": confira
AQUI.

"...Vejam quantos bois, correndo atrás de um boi..."