Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de novembro de 2016

FALTA DIZER...




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CONSUMO CONSCIENTE

"Consumo Consciente é a arte de viver sabendo aquilo que queremos, e quais são nossos valores pessoais e de fato o que necessitamos".



terça-feira, 21 de setembro de 2010

DIA DA ÁRVORE

Querida árvore:

O que seria de mim se você não existisse?

Ainda bem que posso comemorar seu dia. Pois você
está sempre pertinho de mim.

Um abraço no seu tronco pelo seu dia e um
beijo nas suas folhas.

E uma poesia do Drummond.

E uma foto minha com você!


Era uma árvore no passeio
e fosse tempo claro ou feio,
havia uma paz de agasalho
dependurada em cada galho.

E foi vivendo. Viver gasta
músculo e flama de ginasta,
quanto mais uma arvorezinha
meio garota-de-sombrinha.


Carlos Drummond de Andrade, Viola de Bolso

terça-feira, 17 de agosto de 2010

CENA BIODIVERSA



terça-feira, 8 de junho de 2010

OS DEZ MANDAMENTOS, REVISTOS E ATUALIZADOS





O Le Monde Diplomatique Brasil de abril de 2010 publicou um artigo muito interessante. Trata-se da versão atualizada e revista dos dez mandamentos. A visão faz parte dos documentos de discussão dos pesquisadores do grupo Crises e Oportunidades. Porque o planeta merece e precisa. São mandamentos testados e aprovados por diversas regiões do mundo e particularmente fico muito feliz em saber que o mundo não está tão perdido assim, existem cientistas das soluções sem aquelas ilusões políticas. Basta pensar e agir!

CRISE E OPORTUNIDADES

Os Dez Mandamentos, revistos e atualizados

Considerando que a obediência à versão original dos Dez Mandamentos foi apenas aleatória, desta vez o Altíssimo teve a prudência de acrescentar a cada um deles uma nota de explicação, destinada em particular aos impenitentes

por Ladislau Dowbor

O presente artigo faz parte da plataforma de discussão Crises e Oportunidades.1 Participam dele Ignacy Sachs, Carlos Lopes, Ladislau Dowbor e dezenas de outros pesquisadores.

I – Não Comprarás o Estado

Resgatar a dimensão pública do Estado: Como podemos ter mecanismos reguladores que funcionem se é o dinheiro das corporações a regular que elege os reguladores? Se as agências que avaliam risco são pagas por quem cria o risco? Uma das propostas mais evidentes da última crise financeira, e que encontramos mencionada em quase todo o espectro político, é a necessidade de reduzir a capacidade das corporações privadas, ditarem as regras do jogo. A quantidade de leis aprovadas no sentido de reduzir impostos sobre transações financeiras, reduzir a regulação do Banco Central e autorizar os bancos a fazer toda e qualquer operação, somada com o poder dos lobbies financeiros, torna evidente a necessidade de resgatar o poder regulador do Estado; para isso, os políticos devem ser eleitos por pessoas de verdade, e não por pessoas jurídicas que constituem ficções em termos de direitos humanos. Enquanto não tivermos financiamento público das campanhas e políticos que representem os interesses dos cidadãos, prevalecerão os interesses econômicos de curto prazo e a corrupção.

II – Não Farás Contas Erradas

As contas têm de refletir os objetivos que visamos. O PIB (Produto Interno Bruto) indica a intensidade do uso do aparelho produtivo, mas não indica a utilidade do que se produz, para quem, e com que custos para o estoque de bens naturais de que o planeta dispõe. Conta como aumento do PIB um desastre ambiental, o aumento de doenças, o cerceamento de acesso a bens livres. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) já foi um imenso avanço, mas temos de evoluir para uma contabilidade integrada dos resultados efetivos dos nossos esforços, e particularmente da alocação de recursos financeiros em função de um desenvolvimento que não seja apenas economicamente viável, mas também socialmente justo e ambientalmente sustentável. As metodologias existem, aplicadas parcialmente em diversos países, setores ou pesquisas. A adoção, em todas as cidades, de indicadores locais de qualidade de vida tornou-se hoje indispensável para medir o que efetivamente interessa: o desenvolvimento sustentável, o resultado em termos de qualidade de vida da população. Muito mais que o output, trata-se de medir o outcome.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria

Algumas coisas não podem faltar a ninguém. A pobreza crítica é o drama maior, tanto pelo sofrimento que causa em si, como pela articulação com os dramas ambientais, o não acesso ao conhecimento, a deformação do perfil de produção que se desinteressa das neces-
sidades dos que não têm capacidade aquisitiva. A ONU (Organização das Nações Unidas) calculou, no ano 2000, que custaria US$ 300 bilhões tirar da miséria um bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. São custos ridículos quando se considera os trilhões transferidos para grupos econômicos no quadro da última crise financeira. O benefício ético é imenso, pois é inaceitável a morte de 10 milhões de crianças por ano, devido a causas ridículas. O benefício de curto e médio prazo é grande, na medida em que os recursos direcionados à base da pirâmide dinamizam imediatamente a micro e pequena produção, agindo como processo anticíclico, como se tem constatado nas políticas sociais de muitos países. No mais longo prazo, será uma geração de crianças que terá sido alimentada decentemente, o que se transforma em melhor aproveitamento escolar e maior produtividade na vida adulta. A teoria, tão popular, de que o pobre se acomoda se receber ajuda, é simplesmente desmentida pelos fatos: sair da miséria estimula, e o dinheiro é mais útil simplesmente onde é mais necessário.

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão

Universalizar a garantia do emprego é viável. Toda pessoa que queira ganhar o pão da sua família deve poder ter acesso ao trabalho. Num planeta onde há um mundo de coisas a fazer, inclusive para resgatar o meio ambiente, é absurdo o número de pessoas sem acesso a formas organizadas de produzir e gerar renda. Temos os recursos e os conhecimentos técnicos e organizacionais para assegurar, em cada vila ou cidade, acesso a um trabalho decente e socialmente útil. As experiências de Maharashtra, na Índia, demonstraram a sua viabilidade, assim como as numerosas experiências brasileiras, sem falar no New Deal da crise dos anos 1930. São opções onde todos ganham: o município melhora o saneamento básico, a moradia, a manutenção urbana, a policultura alimentar. As famílias passam a viver decentemente; e a sociedade passa a ser melhor estruturada e menos tensionada. Os gastos com seguro desemprego se reduzem. No caso indiano, cada vila ou cidade é obrigada a ter um cadastro de iniciativas intensivas em mão de obra. Dinheiro emprestado ou criado desta forma representa investimento, melhoria de qualidade de vida, e dá excelente retorno. E argumento fundamental: assegura que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Na organização econômica, além do resultado produtivo, é essencial pensar no processo estruturador ou desestruturador gerado. A dimensão de geração de emprego de todas as iniciativas econômicas tem de se tornar central.

V – Não Trabalharás mais de 40 Horas

Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazer coisas mais interessantes na vida. A subutilização da força de trabalho é um problema planetário, ainda que desigual na sua gravidade. No Brasil, o setor informal situa-se na ordem de 50% da PEA (População Economicamente Ativa). Uma imensa parte da nação “se vira” para sobreviver. No lado dos empregos de ponta, as pessoas não vivem, por excesso de carga de trabalho. Não se trata aqui de uma exigência de luxo: são incontáveis os suicídios nas empresas onde a corrida pela eficiência se tornou simplesmente desumana. O estresse profissional está se tornando uma doença planetária, e a questão da qualidade de vida no trabalho passa a ocupar um espaço central. A redistribuição social da carga de trabalho torna-se hoje uma necessidade. As resistências são compreensíveis, mas a realidade é que, com os avanços da tecnologia, os processos produtivos tornam-se cada vez menos intensivos em mão de obra, e reduzir a jornada é uma questão de tempo. A redução da jornada não reduzirá o bem-estar ou a riqueza da população, e sim a deslocará para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer. Não precisamos necessariamente de mais carros e bonecas Barbie, precisamos sim de mais qualidade de vida.

VI – Não Organizarás a tua Vida em Função do Dinheiro

A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim o resgate do bom senso. Neste planeta de 7 bilhões de habitantes, com um aumento anual da ordem de 75 milhões, toda política envolve também uma mudança de comportamento individual e da cultura do consumo. O respeito às normas ambientais, a moderação do consumo, o cuidado no endividamento, o uso inteligente dos meios de transporte, a generalização da reciclagem, a redução do desperdício – há um conjunto de formas de organização do nosso cotidiano que passa por uma mudança de valores e de atitudes frente aos desafios econômicos, sociais e ambientais. Hoje, 95% dos domicílios no Brasil têm televisão, e o uso informativo inteligente deste e de outros meios de comunicação tornou-se fundamental. Frente aos esforços necessários para reequilibrar o planeta, não basta reduzir o martelamento publicitário que apela para o consumismo desenfreado; é preciso generalizar as dimensões informativas dos meios de comunicação. A mídia científica praticamente desapareceu, os noticiários navegam no atrativo da criminalidade, quando precisamos vitalmente de uma população informada sobre os desafios reais que enfrentamos. Grande parte da mudança do comportamento individual depende de ações públicas: as pessoas não deixarão o carro em casa (ou deixarão de tê-lo) se não houver transporte público; não farão reciclagem se não houver sistemas adequados de coleta. Precisamos de uma política pública de mudança do comportamento individual.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros

Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é viável. A alocação final dos recursos financeiros deixou de ser organizada em função dos usos finais de estímulo e orientação de atividades econômicas e sociais, para obedecer às finalidades dos próprios intermediários financeiros. A atividade de crédito é sempre uma atividade pública, seja no quadro das instituições públicas, seja no quadro dos bancos privados que trabalham com dinheiro do público, e que para tanto precisam de uma carta patente que os autoriza a ganhar dinheiro com dinheiro dos outros. A recente crise financeira de 2008 demonstrou com clareza o caos que gera a ausência de mecanismos confiáveis de regulação no setor. O dinheiro não é mais produtivo onde rende mais para o intermediário: devemos buscar a produtividade sistêmica de um recurso que é público. A intermediação financeira é um meio, não um fim. A intermediação especulativa – diferentemente da intermediação de compras e vendas entre produtores e utilizadores finais – apenas gera uma pirâmide especulativa e insegurança, além de desorganizar os mercados e as políticas econômicas.

VIII – Não Tributarás as Ações que mais nos Ajudam

A filosofia do imposto, de quem se cobra e a quem se aloca, precisa ser revista. Uma política tributária equilibrada na cobrança e reorientada na aplicação dos recursos constitui um dos instrumentos fundamentais de que dispomos, sobretudo porque pode ser promovida por mecanismos democráticos. O eixo central não está na redução dos impostos, e sim na cobrança socialmente mais justa e na alocação mais produtiva em termos sociais e ambientais. A taxação das transações especulativas (nacionais ou internacionais) deverá gerar fundos para financiar uma série de políticas essenciais para o reequilíbrio social e ambiental. O imposto sobre grandes fortunas é hoje essencial para reduzir o poder político das dinastias econômicas (10% das famílias do planeta são donas de 90% do patrimônio familiar acumulado no planeta). O imposto sobre heranças é fundamental para dar chance a partilhas mais equilibradas para as sucessivas gerações. É importante lembrar que as grandes fortunas do planeta, em geral, estão vinculadas não a um acréscimo de capacidades produtivas, e sim à aquisição maior de empresas por um só grupo, gerando uma pirâmide cada vez mais instável e menos governável de propriedades cruzadas, impérios onde a grande luta é pelo controle do poder financeiro, político e midiático, e a apropriação de recursos naturais. O sistema tributário tem de ser reformulado no sentido anticíclico, privilegiando atividades produtivas e penalizando as especulativas: no sentido de maior equilíbrio social, ao ser fortemente progressivo; e no sentido de proteção ambiental, ao taxar emissões tóxicas ou geradoras de mudança climática, bem como o uso de recursos naturais não renováveis. O poder redistributivo do Estado é grande, tanto pelas políticas que executa – por exemplo, as políticas de saúde, lazer, saneamento e outras infraestruturas sociais que melhoram o nível de consumo coletivo – como pelas que pode fomentar, como opções energéticas, inclusão digital e assim por diante. A democratização aqui é fundamental. A apropriação dos mecanismos decisórios sobre a alocação de recursos públicos está no centro dos processos de corrupção, envolvendo as grandes bancadas corporativas, por sua vez ancoradas no financiamento privado das campanhas.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento

Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido. A participação efetiva das populações nos processos de desenvolvimento sustentável envolve um denso sistema de acesso público e gratuito à informação necessária. A conectividade planetária que as novas tecnologias permitem constitui uma ampla via de acesso direto. O custo/benefício da inclusão digital generalizada é simplesmente imbatível, pois é um programa que desonera as instâncias administrativas superiores, na medida em que as comunidades com acesso à informação se tornam sujeitos do seu próprio desenvolvimento. A rapidez da apropriação desse tipo de tecnologia, até nas regiões mais pobres, se constata na propagação do celular e das lan houses mais modestas. O impacto produtivo é imenso para os pequenos produtores, que passam a ter acesso direto a diversos mercados, tanto de insumos como de venda, escapando aos diversos sistemas de atravessadores comerciais e financeiros. A inclusão digital generalizada é um destravador potente do conjunto do processo de mudança que hoje se torna indispensável. A criação de redes de núcleos de fomento tecnológico on-line, com ampla capilaridade, pode se inspirar na experiência da Índia, onde foram criados núcleos em praticamente todas as vilas do país. O World Economic and Social Survey 2009 é particularmente eloquente ao defender a flexibilização de patentes no sentido de assegurar ao conjunto da população mundial o acesso às informações indispensáveis para as mudanças tecnológicas exigidas por um desenvolvimento sustentável.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo

Democratizar a comunicação tornou--se essencial. A comunicação é uma das áreas que mais explodiu em termos de peso relativo nas transformações da sociedade. Estamos permanentemente cercados de mensagens. As nossas crianças passam horas submetidas a publicidade ostensiva ou disfarçada. A indústria da comunicação, com sua fantástica concentração internacional e nacional – e a crescente interação entre os dois níveis – gerou uma máquina de fabricar estilos de vida, um consumismo obsessivo que reforça o elitismo, as desigualdades, o desperdício de recursos, como símbolo de sucesso. O espectro eletromagnético em que estas mensagens navegam é público, e o acesso a uma informação inteligente e gratuita para todo o planeta é simplesmente viável. Expandindo gradualmente as inúmeras formas alternativas de mídia, que surgem por toda parte, há como introduzir uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e não pasteurizada, pluralismo em vez de fundamentalismos religiosos ou comerciais.

Sendo o Secretariado do Altíssimo, hoje, bem equipado, os que por acaso tenham dificuldades técnicas poderão se instruir com outros Assessores, em linha direta sob www.criseoportunidade.wordpress.com. Ignacy Sachs, Carlos Lopes e Ladislau Dowbor expressaram aqui opiniões pessoais, e reclamações deverão se dirigir a instâncias superiores

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia, e professor titular da PUC-SP. É autor de A reprodução social e Democracia economômica - um passeio pelas teorias (contato).


1 Crise e Oportunidade

quinta-feira, 27 de maio de 2010

AVATANDO

Era uma vez uma floresta. Sim, era eu disse.
Ela tentava sobreviver após 500 anos de intensa exploração. Começou com seus primeiros habitantes, os índios. Mas estes a usavam de forma sustentável. Mesmo porque a população era pequena e não ameaçava a biodiversidade.

Já foi considerada um paraíso na época que foi descoberta. "Ilha de Vera Cruz", "Ilha de Santa Cruz", diziam os primeiros exploradores europeus.

Parece que estou falando para a atualidade, no ano de 2010 para um deputado que não estudou muito sobre a história do nosso país como ele é hoje. O Sr. Aldo Rebelo que quer mudar o código florestal brasileiro, disse em uma recente entrevista que "os índios já devastavam tudo há 500 anos atrás e que hoje os agricultores não podem usar nada em suas terras porque não é permitido tirar uma arvorezinha sequer".

Como esse senhor pode comparar o que se fazia há 500 anos com agora? Ele não sabe o tamanho da floresta que havia nesta época? Seria o mesmo que querermos voltar no tempo e admitirmos a escravidão, por exemplo. Como nós pobres mortais que queremos o melhor para o mundo podemos ser representados lá no congresso senão por ONGs bem intencionadas que podem barrar ideias retrógadas como essas desse Sr. Deputado?

Temos a sorte de poder contar com o Terceiro Setor para impedir que a minoria ruralista poderosa avance mais o que sobrou do meio ambiente. Por que nosso país conta com agricultura familiar em quase 80%.

Deixe nossa floresta em paz. Deixe o Código Florestal Brasileiro em paz!

Deixe quem quer o planeta equilibrado em paz!

Estude mais sobre os 500 anos do país. Só podemos preservar e escolher o caminho do futuro, conhecendo a nossa própria história.

quinta-feira, 25 de março de 2010

DÊ UM TEMPO!

Falar o quê?



quarta-feira, 17 de março de 2010

MULHERES DA TERRA

Vídeo muito lindo exibido pela RBS/TV no SC em cena do dia 13 de março de 2010. Mostra a força da mulher camponesa, guerreira e que valoriza a sua cultura e o meio ambiente que vivem.

Ainda quero ter por perto um canto onde possa contar com uma vizinhança tranquila, orgânica. Tenho pensado muito sobre a cultura do veneno, dos agrotóxicos. Onde moro usam herbicidas o tempo todo, todos os dias, nas ruas, nas plantações, nos jardins, nos terrenos urbanos para ficarem "limpinhos", estéreis, mortos.

Igualmente também questiono o modus vivendi que acaba nos consumindo, muito mais do que consumimos. Como nos livrarmos, ou ao menos diminuirmos essa imposição que anestesia as pessoas?
O que fazer para ligar novamente as pessoas nas pequenas grandes coisas? Onde não há som alto, desrespeito, poluição e estupidez?

É para lá que desejo ir.

Essa é a toada do vídeo abaixo, feito pela Márcia Paraíso, a mesma que dirigiu o documentário Mundo Selvagem, em que eu e família participamos. Sensível, inteligente, diferente por mostrar que existe visões diferenciadas, raras e que ainda há sonhos para serem sonhados.




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SANTA CATARINA, MARINA SILVA, SUSTENTABILIDADE




Questionar faz bem. Falar também.
Há mais de um século Freud descobriu a cura de vários problemas fazendo com que as pessoas simplesmente "colocassem para fora" o que estavam sentindo. E hoje a psicoterapia é usada para melhorar a performance do cérebro em todas as áreas. O Meio Ambiente não fica de fora.
Dentro de um tema tão abrangente como a Sustentabilidade, que trata do gerenciamento de recursos - humanos, naturais e financeiros - a discussão pelos limites ambientais definidos é a única maneira de salvar o planeta e descobrir o legado para as gerações futuras. Além de comprar menos, ser mais eficiente no uso da energia, viajar menos de carro e de avião, economizar, fazer investimentos éticos, devemos protestar! O protesto é o carro chefe para mudar o mundo.

Assisti uma entrevista com a Marina Silva (recém coligada ao Partido Verde) no Programa do Jô e foi muito esclarecedora com a "sustentabilidade" no Meio Ambiente. Poucas vezes ouvi definições tão sábias sobre Meio Ambiente como as dela. Como ela disse, Meio Ambiente não é um tema à parte. Deve andar junto com todas as áreas. Ficar batendo no Meio Ambiente como faz o atual modelo econômico é não só andar para trás, é deixar o colapso econômico tomar conta. Porque economia deve andar junto com o equilíbrio ambiental. Crescimento é necessário, mas vai enfrentar sérios problemas se for desordenado, se não houver poíticas públicas que definam até onde se pode ir.

Os países ricos deveriam assumir essa liderança. Mas eles não têm traquejo para isso. Países como o Brasil podem tornar-se uma potência Ambiental. E Marina Silva pode colocar o nosso país no Primeiro Mundo Ambiental.
Ainda pode. Ainda dá tempo de mudar alguma coisa. Não é tarefa simples, não é mágica. É trabalho. Países como a Rússia e a África estão mostrando como o colapso no sistema social traz perdas para o bem-estar humano.
Por isso a necessidade de se criar um sitema econômico robusto e sustentável em termos ecológicos.

Atualmente de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) já estamos acima do limite das emissões de carbono e deveríamos reduzir 80% em relação ao ano de 1990 para prevenirmos a interferência no clima mundial. Santa Catarina, assim como o Sul do país vêm amargando tragédias sequenciais desde o "Furacão Catarina".
Recentemente três tornados devastaram cidades como Guaraciaba no oeste catarinense. Logo em seguida muita chuva ameaça novamente o vale do Itajaí e o sul do estado. Lá na Amazônia poderá haver seca.
Parece que a chuva da Amazônia veio toda para o sul e a previsão é que seja assim até o final da primavera. Parece que Santa Catarina vai ter que caminhar para tecnologia se quiser sobreviver aos fenômenos climáticos intensos, além de uma política ambiental eficiente.
Assim como o Japão convive com os terremotos, temos que ter construções que suportem vendavais, tornados, furacões etc. Apesar disso, ainda somos um estado maravilhoso com natureza exuberante e um povo guerreiro. Resta colocar tudo isso e o governante certo para trilhar o caminho do futuro.

O futuro, claro, como sempre está nas nossas mãos!
E queremos deixar para os nossos filhos e netos propostas que façam o meio ambiente tornar-se sustentável. E fazer valer nossas ações!


Foto: RPPN Rio das Lontras


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O CÉU NÃO É O LIMITE



A população mundial já beira os sete bilhões de habitantes. E com isso, está cada vez mais difícil encontrar um lugar que ainda não tenha sofrido ação do ser humano.

Preocupados com a situação, os integrantes do site Mother Nature Network criaram uma lista com os “15 lugares mais tóxicos do planeta”. E o Brasil, mesmo com tanto verde, figura na lista com o desmatamento em Rondônia.

Em primeiro lugar no ranking está o rio Citarum, na Indonésia. Nas margens desse rio – um dos mais poluídos do mundo – vivem cerca de cinco milhões de pessoas e sua água, repleta de tudo quanto é tipo de lixo, é destinada para o consumo humano e para irrigar as plantações de arroz próximas.

Entre os lugares que também compõem a lista está Chernobyl, na Ucrânia, e o rio indiano Yamuna – um dos principais afluentes do Ganges e destino final de 58% do lixo da cidade de Delhi.

Mas, se você acredita que a nossa sujeira pára por aqui, errou feio! O céu deixou de ser o limite e junto às explorações espaciais, deixamos um rastro de entulho. Só na órbita terrestre existem cerca de seis mil satélites e, desse total, apenas 800 estariam ativos. E o restante... é lixo.

Veja as fotos dos lugares mais sujos do planeta aqui

Fonte: Blog Planeta Sustentável - Revista Superinteressante.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MEIO AMBIENTE VIROU MOEDA DE TROCA

Quando pensei um dia em ter uma área protegida transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), uma Unidade de Conservação protegida em caráter perpétuo, tive grande inspiração da Maria Tereza Jorge Pádua, que mostrou um caminho de possibilidades magníficas para a colaboração com o Meio Ambiente. Hoje os desafios são muitos. No seu artigo no O ECO ela diz muita coisa que já pensei em escrever aqui e conversei por aí. Vale a reflexão e o desafio futuro é o Meio Ambiente se encontrar no seu perdido caminho.


QUAL O LIMITE DA DECEPÇÃO?
Maria Tereza Jorge Pádua, no O ECO

As modificações draconianas das normas ambientais, em especial aquelas concernentes ao Código Florestal em vigor no país, ou seja, Lei 4771 de 1965, já se banalizaram a tal ponto que sequer as organizações ambientais mais ferozes estão se mobilizando. É muito preocupante se assistir à derrocada do setor ambiental, sem que a população seja bem informada pela mídia, a ponto de reagir. As próprias autoridades constituídas para cuidarem do meio ambiente propõem constantemente resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e modificações da legislação em vigor abrindo as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as Reservas Legais, para não falar de uma corriqueira mudança de categorias de unidades de conservação das mais restritas para as menos restritas.

Tudo vem mudando celeremente em prejuízo claro para a conservação da natureza. Desde que escrevo para Oeco venho constatando e escrevendo sobre as políticas tendenciosas que nossos governantes têm adotado. Meio ambiente virou moeda de troca. As resoluções do CONAMA mais parecem ser dispositivos de ministérios envolvidos profundamente com o Programa de Aceleração do Crescimento, o famoso PAC. Ademais, o próprio CONAMA tem perdido gradativamente as suas atribuições e poderes e é cada dia mais fraco e indeciso. Pior ainda, este governo exerce ameaças constantes e públicas contra o mecanismo de licenciamento ambiental, contra os ambientalistas e até contra os funcionários públicos que cumprem seu dever de exigir trabalho sério das empreiteiras que constroem as obras do governo.

Se pode tudo. Aceitar as “pequenas” centrais hidroelétricas (PCHs) de “baixo impacto ambiental” sem estudos de impacto ambiental, nem relatório de impacto ambiental. E assim as PCHs proliferaram nos rios do Brasil, sem se ter uma visão do que está acontecendo nas bacias ou micro bacias hidrográficas, sem que a sociedade perceba que a maioria provoca sim, grandes impactos ambientais. Comem cachoeiras magníficas, matas ciliares, até capões de araucárias, se interfere no fluxo natural de enchentes e vazantes na planície pantaneira com a maior desfaçatez, se destrói o potencial pesqueiro e se alteram as condições vitais para a fauna. Basta como exemplo, conhecer-se a proposta de PCHs no rio Silveira no Estado do Rio Grande do Sul, que, se autorizadas, afetarão o magnífico Cachoeirão dos Rodrigues e talvez o melhor resquício de mata de araucárias com samambaiaçus gigantes e o fenômeno dos rios que correm paralelos, um deles exatamente o rio Silveira. Para este rio a PCH não tem nada de “pequena”. É, simplesmente, o fim do rio e do enorme potencial turístico da região.

Nas APPs se permite até sistemas agroflorestais sustentáveis, embora se tenha demonstrado até a exaustão que estes sistemas, quando cortam árvores ao invés de plantá-las, são mais que tudo, formas de se provocar mais desmatamentos. Se pode quase tudo nas APPs urbanas, até parques infantis, parques urbanos e ciclovias. Agora também se propõe, e o ministro de meio ambiente parece estar de acordo, que as APPs sejam incluídas nas reservas legais previstas para cada propriedade rural. Mais se propõe que alguns plantios de frutas, ou seja, o uso da permacultura seja considerado factível na Reserva Legal.

Mudam-se constantemente, seja no nível federal ou estadual, categorias de unidades de conservação como Parques Nacionais, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas em outras menos restritivas que compõem “um mosaico”, como se o uso do termo salvasse a biodiversidade e /ou os recursos naturais que deveriam ser protegidos para benefício da sociedade. Chega-se ao desplante de chamar as áreas protegidas de “terras congeladas”, como se não tivessem nenhuma utilidade ou objetivo, como se fossem criaturas indesejáveis propostas por lunáticos.

Com tudo isso acontecendo pretende-se, ao mesmo tempo, evitar os desbarrancamentos, as erosões, a sedimentação, as enchentes, as mudanças climáticas, como em um passe de mágica. Claro que o clima também provoca esses fenômenos, mas o uso abusivo do solo, o não se cumprir medidas outrora previstas na legislação, modificada de forma tão irresponsável, acelera as destruições, os desabamentos, as mortes. Por motivos políticos as autoridades constituídas deixam “os pobres” se estabelecerem em áreas de risco, muitas vezes em plenas APPs, que deveriam estar no mínimo cobertas por vegetação natural. Aí quando há mortes a culpa é do clima. E, aproveitando-se da permissividade, os ricos também pulam na ocasião de instalarem residências na beira de rios e nas ladeiras com vista privilegiada.

As áreas protegidas nunca foram tão mal cuidadas ou faladas. Basta que grupos insignificantes de índios, ou quilombolas, ou “populações tradicionais”, bem assessorados por anarquistas, proponham qualquer direito sobre elas, que, sem estudos mais sérios e como que por esmola se dilaceram as unidades de conservação. Dão milhares de hectares, creio que porque nem têm noção do que é um hectare e porque são terras de ninguém e as autoridades do poder público encarregado de administrá-las para o bem comum não as quer na verdade, não lhes importa. Chegou-se ao absurdo de 19 famílias de quilombolas reivindicarem, com o beneplácito das autoridades, mais de 900.000 hectares do Parque Nacional do Jaú, no estado do Amazonas. Há países no mundo que não possuem este tamanho.

A última novidade do CONAMA foi quase aprovar uma minuta de resolução preparada pelo Ministério do Meio Ambiente, ou com sua anuência, e com o beneplácito de ONGs chapa branca diminuindo ou modificando o dispositivo legal ora em vigor que considera restingas APPs. Claro que agora não para agradar os “pobres”, mas os ricos do setor imobiliário que evidentemente querem ocupar as praias e a orla com seus hotéis e resorts de luxo, se possível com campos de golfe, também.

E o que estão fazendo as autoridades federais para interferirem no Código Florestal de Santa Catarina que é flagrantemente contra a disposição da legislação federal? Parece brincadeira se desmatar mais o estado que tanto vem sofrendo com os desastres ditos “naturais”. Digam à população, que se todos tivessem obedecido ao Código Florestal o desastre teria sido muito menor, menos triste, menos prejudicial.

Qual é o limite de irresponsabilidade dos nossos governantes com relação à área ambiental? Já apequenaram o IBAMA, que chegou a ser um órgão respeitado no passado. Já criaram o monstrengo do ICMBio. Já diminuíram o CONAMA. Já compraram a maioria das pequenas ONGs, que hoje são “chapas brancas”. Já fizeram dos órgãos ambientais plataformas para candidaturas de deputados e senadores. Quando vão parar? Qual é o limite que a sociedade desinformada ou mal informada vai aceitar?


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O QUE UMA USINA HIDRELÉTRICA PODE TIRAR



Mar de florestas impenetráveis. Manto verde cobrindo as montanhas. Extensas florestas que guardam segredos nas suas cataratas. Paisagem livre de complexos hoteleiros e condomínios luxuosos. Praias de areias brancas e fartos pássaros, mar de morada para muitos peixes. Mundo singular. Insólita biodiversidade. Lagos misteriosos. Foi o que Cristóvão Colombo viu. Nós nunca veremos dessa maneira. Nosso modo de ver a paisagem totalmente modificada muda até a maneira de achar alguma bonita.
Se pudéssemos todos ver o que Cristóvão Colombo viu, claro que nossa percepção do mundo seria diferente.
Pedro Álvarez Cabral descobriu o Brasil, na América do Sul. Viu além de Colombo, que chegou só até a América Central.
Se pudéssemos encontrar um planeta igualzinho o nosso para começar tudo de novo, como iríamos nos comportar?
Será que nós faríamos diferente? Será que mereceríamos ver tudo novo de novo?
Não encontramos outro planeta como o nosso. Não temos tempo para perder, então o negócio é cuidar desse mesmo planeta.

Outro dia assistindo o globo repórter sobre a Amazônia - mais especificamente sobre uma certa usina no Rio Madeira - a reportagem mostrou a cagada que estão fazendo com as populações ribeirinhas. Estão tirando o "sustento" (falam tanto em sustentabilidade) de famílias que levam sua vida simples, com sua pesca, suas casas perto de tudo que lhes dá sentido na vida, seu trabalho, para "casas" novas, bairro novo, promessa de vida nova. Morte para aqueles que muitos antes de se ouvir falar da tal sustentabilidade já a praticavam com o sentido amplo do que isso significa. Sem dizer os índios que vivem naquela floresta que nunca tiveram contato com um "ser" que vai "sumir" com aquele imenso rio. Logo com seus peixes e toda uma história.

O Brasil ganhará energia. Perderá gênios da Floresta. Em quinhentos anos de história já perdeu infinitos diamantes. Diamantina que o diga.

E quando não tiver mais floresta, exemplos de biodiversidade, sustentabilidade para mostrar ao mundo? Algum turista vai pagar para ver boizinhos pastanto, secas, plantações de pínus, prédios, canaviais etc?

Não. Ninguém vai querer saber de um país que matou a sua galinha dos ovos de ouro.

Foto: Web.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS



Cientistas não acreditam em decisão rápida sobre mudanças climáticas
Luana Lourenço - Agência Brasil - 10/08/2009


Além do Protocolo de Quioto

Autor de um dos capítulos do Protocolo de Quioto, justamente o que trata da redução de emissões de gases de efeito estufa para os países industrializados, o físico Luiz Gylvan Meira Filho, ex-vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), acredita que o novo acordo climático global terá que ser bem mais ambicioso que o protocolo e que o processo de negociação desse mecanismo irá muito além da próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca).

O Protocolo de Quioto determina a redução em 5% das emissões dos países desenvolvidos entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. Segundo Meira, o acordo é "pífio" do ponto de vista do volume da redução e o regime climático que o complementará tem necessariamente que ser mais rígido. "É uma questão de números. Quioto disse 'vamos reduzir 5%', o que é preciso fazer agora é reduzir 60%", compara.

"É preciso fazer algo muito mais ambicioso, é verdade que em um prazo mais longo, mas quantitativamente muito diferente. Isso vai levar algum tempo, não vai ficar decidido em Copenhague", acrescentou Meira, atualmente ligado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

Apenas o primeiro passo

A avaliação de que a reunião de Copenhague será o primeiro e não o passo definitivo para a costura do novo acordo climático global também é compartilhada pelo físico e professor da USP Paulo Artaxo. "Não existe uma solução fácil. Sabemos o caminho, que é reduzir as emissões. Isso está sendo negociado lentamente, porque a complexidade do tema é muito grande", afirmou.

A quatro meses do encontro de Copenhague, ainda faltam posições mais precisas dos países sobre o que pretendem fazer para evitar o aquecimento perigoso do planeta, avalia Artaxo. Ele criticou a falta de clareza dos líderes das maiores economias mundiais, que durante encontro em junho concordaram que um aumento de temperatura em 2 graus centígrados é o máximo tolerável, mas não sinalizaram o que farão para alcançar esse objetivo.

"É muito fácil dizer isso sem dizer como fazer e, principalmente, quem vai pagar por isso. Essa discussão restante vai acontecer na COP-15 [Conferência das Partes sobre o Clima, a reunião em Copenhague] e nos próximos 50 anos", avalia.

Teto para os gases de efeito estufa

Mais que concordar com o limite de aquecimento do planeta em 2° C, os países têm que definir um teto para a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, segundo o climatologista e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre.

"Esse número hoje é de 450 partes por milhão (ppm) [40% maior que antes da Revolução Industrial]. Os países ricos provavelmente vão defender um número maior, mas a ciência não aprova isso", disse o pesquisador, que é membro do IPCC.

Sem definições líquidas

Nobre diz estar "moderadamente otimista" em relação aos resultados da reunião de Copenhague, porque, segundo ele, o desafio é muito grande. "Acredito que de lá não sairão definições líquidas, certas, prontas. Vai demorar mais um pouco, mais umas duas COPs", avalia.

A perspectiva de mudança da posição norte-americana em relação às mudanças climáticas - sob o comando de Barack Obama - é um bom sinal, segundo o pesquisador. Os Estados Unidos, único país rico a não ratificar o Protocolo de Quioto, deverão ter um peso definitivo para o sucesso de um novo acordo. "O Obama mostrou liderança. Mostrou uma postura completamente diferente de um ano atrás [gestão George W. Bush]. Mas esse é um processo em etapas", pondera.

Foto: Rio Itajaí - seca 2006

terça-feira, 28 de julho de 2009

PASSARINHO? QUE SOM É ESSE?


Esse som assim é o joão-de-barro.


No inverno aqui é quase sempre assim: uma massa de ar polar chega da Argentina e deixa as temperaturas negativas no sul. Desta vez o frio intenso chega até o Acre. Depois, um ciclone extratropical provoca chuvas e ventos de até 60 km por hora. E assim vamos levando "o tempo".

Acho muito engraçados os turistas querendo ver "a neve", que diga-se de passagem quase nunca vêm. Ficam apenas com a geada e uma sensação térmica de -20°. Freezzer. Outro dia, um desses turistas do Rio de Janeiro que vieram passar frio na serra, disse que estava muito frio por lá e que se fizesse essa temperatura no Rio certamente ninguém aguentaria, mas que achavam tudo muito lindo! Vai entender...


Eu costumo dizer assim do tempo: hoje está bonito - de tão feio! A coisa mais sensata a fazer é esquentar-se de qualquer maneira. E esperar o verão chegar para daí sim visitar a Serra-do-Rio-do-Rastro. Sem neve. Cidade vazia. Todo mundo nos balneários (litorâneos). Porque a "manada" vaitodaparaomesmolugar.

Eu vou onde não têm manada. É claro que não vou dizer para onde. Só dei uma dica "fora de estrada". Não quero nenhuma manada me seguindo... Deus me livre, cruz credo!


Dia desses assistindo um programa no discovery channel (sim, porque tv também tem coisas boas), um bando de gnus tentava atravessar um rio da África. Tinha um lugar mais perto e baixo para irem, mas o primeiro "despencou" de um alto barranco ao lado e o trajeto do rio aumentou. Não é que todos seguiram aquele gnu atrapalhado?

Ah, teve um que pensou diferente.

Sempre têm um que pensa diferente, graças a Deus, para felicidade da espécie!

Outro dia uma senhora na minha cidade que sabe do meu cuidado com o meio ambiente fez uma observação: "engraçado como não se vê mais girafas e elefantes nas matas, só no zoológico né"? Disse a ela que esses animais não são da fauna brasileira, que são do continente Africano. Ela insistiu: "tinha sim, eu já vi". Pensei: só uma mudança radical de cultura para a educação ambiental atingir seu objetivo.


Sabe aquele tipo de gente que acha ser o porta-voz de uma espécie animal, arranja um "ghost writer" que escreve por ele na internet da vida, posa como um "deus ecológico" e odeia a humanidade? Você já deve ter ouvido falar de um desses "messias". Ele diz que vida de ambientalista é muito difícil. É mesmo. Assim como a vida dos lixeiros, dos garis, do pescador, do padeiro, da dona de casa. Quer vida fácil? Vai ser Senador, compre uma ilha, ponha a família para trabalhar por doze mil reais de salário e coloque nos atos secretos.

Fotos: Arquivo pessoal. Personalizado. Paisagem com Sol, com dia branco, com João-de-barro, com Chris, Tom & Fê.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PIRIGUELA



Piriguela pode ser qualquer coisa. Novo, velho, usado, ousado, carinhoso, misterioso, sorridente para não dizer feliz, calado quando lhe convém, com bastante trabalho para fazer, sem vontade de escrever nada, triste por não comer jabuticaba no inverno, feliz por comer tangerina, sonolento com novas coisas, preguiçoso com as velhas, pragmático apenas com a rotina, observador de poeiras, de formato das nuvens, de pôr-do-sol.

Piriguela pode ser dor-de-cabeça, de cotovelo e até de barriga.

Piriguela pode ser aquele que pensa em salvar o planeta protegendo os animais que nele vivem.

Pode ser esse mesmo odiando as pessoas do planeta.

Pode ser a solução sustentável do mundo capitalista do desperdício.

Pode ser o "HAMMER" que era do Romário.

Pode ser quem pensa pequeno gastando água e energia elétrica a tôa.

Pode ser o medo de não ser.

Pode ser música.

Pode ser preguiça de dizer.

Pode ser, enfim, um nome com infinitas formas de expressão.

Pode ser tudo, mas jamais pense nesse palavrão.

Desenho: Fernandinha quando tinha 6 anos e desenhou o "Piriguela". Hoje ela tem 12.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

CADÊ A CASINHA DO JOÃO-DE-BARRO?

Em 2006, morando no mesmo local que hoje, cliquei a casinha de um amigo meu. Não era um amigo qualquer. Era um João-de-barro.


Singela morada localizada no terreno atrás de minha casa, era feita de barro e sustentada por um pé de pínus.


Todos os dias meu amigo vinha degustar minhocas e insetos no meu gramado e no final da tarte brindava o dia com sua música magnífica.


Os anos se passaram e meu amigo joão-de-barro teve vários filhos e netos... mas olhe bem para a foto: arrancaram a sua casinha. E porquê?


Sei que o restante da família ainda anda por aqui, embora tenha que se esconder em lugares cada vez mais longe e de mais difícil acesso.


Aqui ele anda no quintal de casa à procura de minhocas... e tenta sobreviver nesse ecossistema cada vez mais suprimido!

domingo, 7 de junho de 2009

GOOD-BYE, GM!

Crise Mundial?
Talvez estejamos inaugurando a nova era.
Veja o interessante texto abaixo e saiba porque a crise pode ser uma saída para o mundo sustentável:



Good-bye, GM!


por Michael Moore,


traduzido daqui

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim. Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria? É com triste ironia que a empresa que inventou a "obsolescência programada" - a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro - tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os "inferiores" carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para "melhorar" sua produtividade a curto prazo. No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos. Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego. Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei - quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima. Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada? Já que a GM será "reorganizada" pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme "Roger & Eu", onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:


1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados. Estamos agora em um tipo diferente de guerra - uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar. As coisas que chamamos de "carros" podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas "coisas" irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta. A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão "chupando até o caroço". E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações. Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina. Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.


2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.


3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.


4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.


5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.


6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos - isso não é verdade)


7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.


8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.


9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir. Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo. Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente - e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway.

10. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente - e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística - devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste. Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos. Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as "Flint - Michigans" deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.



Yours,

Michael Moore

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE 05/06/2009

Já "pisoteamos" tanto a nossa casa... Conseguimos chegar até aos inimagináveis lugares... Até quando nosso planeta vai aguentar tudo isso?

O documentário HOME, NOSSA CASA, NOSSO PLANETA - que estreia hoje, 05 de junho para comemorar o DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, vai mostrar lugares fabulosos e outros nem tanto que existem no nosso planeta. Veja o trailer abaixo e encha seus olhos com "quero um pouco mais de minha casa":



PS: Querido planeta, espero que nós consigamos reverter os males terríveis que lhe acometemos. Nós podemos reverter esse quadro. YES, WE CAN!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MATA ATLÂNTICA, PARABÉNS!



Nos dias 22, 23 e 24 de maio, a Fundação SOS MATA ATLÂNTICA promoveu no parque do Ibirapuera em São Paulo o evento VIVA A MATA para comemorar o dia da MATA ATLÂNTICA. Ela está fazendo aniversário hoje.

Muitos anos de vida para esta linda floresta ao mesmo tempo tão castigada, tão destruída.

Viva a pitanga, a goiaba, a jabuticaba, o caju... e todos os bichos que nela vivem!

VIVA ESTA BELA MATA!

Foto: Arquivo pessoal.