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terça-feira, 8 de junho de 2010

OS DEZ MANDAMENTOS, REVISTOS E ATUALIZADOS





O Le Monde Diplomatique Brasil de abril de 2010 publicou um artigo muito interessante. Trata-se da versão atualizada e revista dos dez mandamentos. A visão faz parte dos documentos de discussão dos pesquisadores do grupo Crises e Oportunidades. Porque o planeta merece e precisa. São mandamentos testados e aprovados por diversas regiões do mundo e particularmente fico muito feliz em saber que o mundo não está tão perdido assim, existem cientistas das soluções sem aquelas ilusões políticas. Basta pensar e agir!

CRISE E OPORTUNIDADES

Os Dez Mandamentos, revistos e atualizados

Considerando que a obediência à versão original dos Dez Mandamentos foi apenas aleatória, desta vez o Altíssimo teve a prudência de acrescentar a cada um deles uma nota de explicação, destinada em particular aos impenitentes

por Ladislau Dowbor

O presente artigo faz parte da plataforma de discussão Crises e Oportunidades.1 Participam dele Ignacy Sachs, Carlos Lopes, Ladislau Dowbor e dezenas de outros pesquisadores.

I – Não Comprarás o Estado

Resgatar a dimensão pública do Estado: Como podemos ter mecanismos reguladores que funcionem se é o dinheiro das corporações a regular que elege os reguladores? Se as agências que avaliam risco são pagas por quem cria o risco? Uma das propostas mais evidentes da última crise financeira, e que encontramos mencionada em quase todo o espectro político, é a necessidade de reduzir a capacidade das corporações privadas, ditarem as regras do jogo. A quantidade de leis aprovadas no sentido de reduzir impostos sobre transações financeiras, reduzir a regulação do Banco Central e autorizar os bancos a fazer toda e qualquer operação, somada com o poder dos lobbies financeiros, torna evidente a necessidade de resgatar o poder regulador do Estado; para isso, os políticos devem ser eleitos por pessoas de verdade, e não por pessoas jurídicas que constituem ficções em termos de direitos humanos. Enquanto não tivermos financiamento público das campanhas e políticos que representem os interesses dos cidadãos, prevalecerão os interesses econômicos de curto prazo e a corrupção.

II – Não Farás Contas Erradas

As contas têm de refletir os objetivos que visamos. O PIB (Produto Interno Bruto) indica a intensidade do uso do aparelho produtivo, mas não indica a utilidade do que se produz, para quem, e com que custos para o estoque de bens naturais de que o planeta dispõe. Conta como aumento do PIB um desastre ambiental, o aumento de doenças, o cerceamento de acesso a bens livres. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) já foi um imenso avanço, mas temos de evoluir para uma contabilidade integrada dos resultados efetivos dos nossos esforços, e particularmente da alocação de recursos financeiros em função de um desenvolvimento que não seja apenas economicamente viável, mas também socialmente justo e ambientalmente sustentável. As metodologias existem, aplicadas parcialmente em diversos países, setores ou pesquisas. A adoção, em todas as cidades, de indicadores locais de qualidade de vida tornou-se hoje indispensável para medir o que efetivamente interessa: o desenvolvimento sustentável, o resultado em termos de qualidade de vida da população. Muito mais que o output, trata-se de medir o outcome.

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria

Algumas coisas não podem faltar a ninguém. A pobreza crítica é o drama maior, tanto pelo sofrimento que causa em si, como pela articulação com os dramas ambientais, o não acesso ao conhecimento, a deformação do perfil de produção que se desinteressa das neces-
sidades dos que não têm capacidade aquisitiva. A ONU (Organização das Nações Unidas) calculou, no ano 2000, que custaria US$ 300 bilhões tirar da miséria um bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. São custos ridículos quando se considera os trilhões transferidos para grupos econômicos no quadro da última crise financeira. O benefício ético é imenso, pois é inaceitável a morte de 10 milhões de crianças por ano, devido a causas ridículas. O benefício de curto e médio prazo é grande, na medida em que os recursos direcionados à base da pirâmide dinamizam imediatamente a micro e pequena produção, agindo como processo anticíclico, como se tem constatado nas políticas sociais de muitos países. No mais longo prazo, será uma geração de crianças que terá sido alimentada decentemente, o que se transforma em melhor aproveitamento escolar e maior produtividade na vida adulta. A teoria, tão popular, de que o pobre se acomoda se receber ajuda, é simplesmente desmentida pelos fatos: sair da miséria estimula, e o dinheiro é mais útil simplesmente onde é mais necessário.

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão

Universalizar a garantia do emprego é viável. Toda pessoa que queira ganhar o pão da sua família deve poder ter acesso ao trabalho. Num planeta onde há um mundo de coisas a fazer, inclusive para resgatar o meio ambiente, é absurdo o número de pessoas sem acesso a formas organizadas de produzir e gerar renda. Temos os recursos e os conhecimentos técnicos e organizacionais para assegurar, em cada vila ou cidade, acesso a um trabalho decente e socialmente útil. As experiências de Maharashtra, na Índia, demonstraram a sua viabilidade, assim como as numerosas experiências brasileiras, sem falar no New Deal da crise dos anos 1930. São opções onde todos ganham: o município melhora o saneamento básico, a moradia, a manutenção urbana, a policultura alimentar. As famílias passam a viver decentemente; e a sociedade passa a ser melhor estruturada e menos tensionada. Os gastos com seguro desemprego se reduzem. No caso indiano, cada vila ou cidade é obrigada a ter um cadastro de iniciativas intensivas em mão de obra. Dinheiro emprestado ou criado desta forma representa investimento, melhoria de qualidade de vida, e dá excelente retorno. E argumento fundamental: assegura que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Na organização econômica, além do resultado produtivo, é essencial pensar no processo estruturador ou desestruturador gerado. A dimensão de geração de emprego de todas as iniciativas econômicas tem de se tornar central.

V – Não Trabalharás mais de 40 Horas

Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazer coisas mais interessantes na vida. A subutilização da força de trabalho é um problema planetário, ainda que desigual na sua gravidade. No Brasil, o setor informal situa-se na ordem de 50% da PEA (População Economicamente Ativa). Uma imensa parte da nação “se vira” para sobreviver. No lado dos empregos de ponta, as pessoas não vivem, por excesso de carga de trabalho. Não se trata aqui de uma exigência de luxo: são incontáveis os suicídios nas empresas onde a corrida pela eficiência se tornou simplesmente desumana. O estresse profissional está se tornando uma doença planetária, e a questão da qualidade de vida no trabalho passa a ocupar um espaço central. A redistribuição social da carga de trabalho torna-se hoje uma necessidade. As resistências são compreensíveis, mas a realidade é que, com os avanços da tecnologia, os processos produtivos tornam-se cada vez menos intensivos em mão de obra, e reduzir a jornada é uma questão de tempo. A redução da jornada não reduzirá o bem-estar ou a riqueza da população, e sim a deslocará para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer. Não precisamos necessariamente de mais carros e bonecas Barbie, precisamos sim de mais qualidade de vida.

VI – Não Organizarás a tua Vida em Função do Dinheiro

A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim o resgate do bom senso. Neste planeta de 7 bilhões de habitantes, com um aumento anual da ordem de 75 milhões, toda política envolve também uma mudança de comportamento individual e da cultura do consumo. O respeito às normas ambientais, a moderação do consumo, o cuidado no endividamento, o uso inteligente dos meios de transporte, a generalização da reciclagem, a redução do desperdício – há um conjunto de formas de organização do nosso cotidiano que passa por uma mudança de valores e de atitudes frente aos desafios econômicos, sociais e ambientais. Hoje, 95% dos domicílios no Brasil têm televisão, e o uso informativo inteligente deste e de outros meios de comunicação tornou-se fundamental. Frente aos esforços necessários para reequilibrar o planeta, não basta reduzir o martelamento publicitário que apela para o consumismo desenfreado; é preciso generalizar as dimensões informativas dos meios de comunicação. A mídia científica praticamente desapareceu, os noticiários navegam no atrativo da criminalidade, quando precisamos vitalmente de uma população informada sobre os desafios reais que enfrentamos. Grande parte da mudança do comportamento individual depende de ações públicas: as pessoas não deixarão o carro em casa (ou deixarão de tê-lo) se não houver transporte público; não farão reciclagem se não houver sistemas adequados de coleta. Precisamos de uma política pública de mudança do comportamento individual.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros

Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é viável. A alocação final dos recursos financeiros deixou de ser organizada em função dos usos finais de estímulo e orientação de atividades econômicas e sociais, para obedecer às finalidades dos próprios intermediários financeiros. A atividade de crédito é sempre uma atividade pública, seja no quadro das instituições públicas, seja no quadro dos bancos privados que trabalham com dinheiro do público, e que para tanto precisam de uma carta patente que os autoriza a ganhar dinheiro com dinheiro dos outros. A recente crise financeira de 2008 demonstrou com clareza o caos que gera a ausência de mecanismos confiáveis de regulação no setor. O dinheiro não é mais produtivo onde rende mais para o intermediário: devemos buscar a produtividade sistêmica de um recurso que é público. A intermediação financeira é um meio, não um fim. A intermediação especulativa – diferentemente da intermediação de compras e vendas entre produtores e utilizadores finais – apenas gera uma pirâmide especulativa e insegurança, além de desorganizar os mercados e as políticas econômicas.

VIII – Não Tributarás as Ações que mais nos Ajudam

A filosofia do imposto, de quem se cobra e a quem se aloca, precisa ser revista. Uma política tributária equilibrada na cobrança e reorientada na aplicação dos recursos constitui um dos instrumentos fundamentais de que dispomos, sobretudo porque pode ser promovida por mecanismos democráticos. O eixo central não está na redução dos impostos, e sim na cobrança socialmente mais justa e na alocação mais produtiva em termos sociais e ambientais. A taxação das transações especulativas (nacionais ou internacionais) deverá gerar fundos para financiar uma série de políticas essenciais para o reequilíbrio social e ambiental. O imposto sobre grandes fortunas é hoje essencial para reduzir o poder político das dinastias econômicas (10% das famílias do planeta são donas de 90% do patrimônio familiar acumulado no planeta). O imposto sobre heranças é fundamental para dar chance a partilhas mais equilibradas para as sucessivas gerações. É importante lembrar que as grandes fortunas do planeta, em geral, estão vinculadas não a um acréscimo de capacidades produtivas, e sim à aquisição maior de empresas por um só grupo, gerando uma pirâmide cada vez mais instável e menos governável de propriedades cruzadas, impérios onde a grande luta é pelo controle do poder financeiro, político e midiático, e a apropriação de recursos naturais. O sistema tributário tem de ser reformulado no sentido anticíclico, privilegiando atividades produtivas e penalizando as especulativas: no sentido de maior equilíbrio social, ao ser fortemente progressivo; e no sentido de proteção ambiental, ao taxar emissões tóxicas ou geradoras de mudança climática, bem como o uso de recursos naturais não renováveis. O poder redistributivo do Estado é grande, tanto pelas políticas que executa – por exemplo, as políticas de saúde, lazer, saneamento e outras infraestruturas sociais que melhoram o nível de consumo coletivo – como pelas que pode fomentar, como opções energéticas, inclusão digital e assim por diante. A democratização aqui é fundamental. A apropriação dos mecanismos decisórios sobre a alocação de recursos públicos está no centro dos processos de corrupção, envolvendo as grandes bancadas corporativas, por sua vez ancoradas no financiamento privado das campanhas.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento

Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido. A participação efetiva das populações nos processos de desenvolvimento sustentável envolve um denso sistema de acesso público e gratuito à informação necessária. A conectividade planetária que as novas tecnologias permitem constitui uma ampla via de acesso direto. O custo/benefício da inclusão digital generalizada é simplesmente imbatível, pois é um programa que desonera as instâncias administrativas superiores, na medida em que as comunidades com acesso à informação se tornam sujeitos do seu próprio desenvolvimento. A rapidez da apropriação desse tipo de tecnologia, até nas regiões mais pobres, se constata na propagação do celular e das lan houses mais modestas. O impacto produtivo é imenso para os pequenos produtores, que passam a ter acesso direto a diversos mercados, tanto de insumos como de venda, escapando aos diversos sistemas de atravessadores comerciais e financeiros. A inclusão digital generalizada é um destravador potente do conjunto do processo de mudança que hoje se torna indispensável. A criação de redes de núcleos de fomento tecnológico on-line, com ampla capilaridade, pode se inspirar na experiência da Índia, onde foram criados núcleos em praticamente todas as vilas do país. O World Economic and Social Survey 2009 é particularmente eloquente ao defender a flexibilização de patentes no sentido de assegurar ao conjunto da população mundial o acesso às informações indispensáveis para as mudanças tecnológicas exigidas por um desenvolvimento sustentável.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo

Democratizar a comunicação tornou--se essencial. A comunicação é uma das áreas que mais explodiu em termos de peso relativo nas transformações da sociedade. Estamos permanentemente cercados de mensagens. As nossas crianças passam horas submetidas a publicidade ostensiva ou disfarçada. A indústria da comunicação, com sua fantástica concentração internacional e nacional – e a crescente interação entre os dois níveis – gerou uma máquina de fabricar estilos de vida, um consumismo obsessivo que reforça o elitismo, as desigualdades, o desperdício de recursos, como símbolo de sucesso. O espectro eletromagnético em que estas mensagens navegam é público, e o acesso a uma informação inteligente e gratuita para todo o planeta é simplesmente viável. Expandindo gradualmente as inúmeras formas alternativas de mídia, que surgem por toda parte, há como introduzir uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e não pasteurizada, pluralismo em vez de fundamentalismos religiosos ou comerciais.

Sendo o Secretariado do Altíssimo, hoje, bem equipado, os que por acaso tenham dificuldades técnicas poderão se instruir com outros Assessores, em linha direta sob www.criseoportunidade.wordpress.com. Ignacy Sachs, Carlos Lopes e Ladislau Dowbor expressaram aqui opiniões pessoais, e reclamações deverão se dirigir a instâncias superiores

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia, e professor titular da PUC-SP. É autor de A reprodução social e Democracia economômica - um passeio pelas teorias (contato).


1 Crise e Oportunidade

quarta-feira, 17 de março de 2010

MULHERES DA TERRA

Vídeo muito lindo exibido pela RBS/TV no SC em cena do dia 13 de março de 2010. Mostra a força da mulher camponesa, guerreira e que valoriza a sua cultura e o meio ambiente que vivem.

Ainda quero ter por perto um canto onde possa contar com uma vizinhança tranquila, orgânica. Tenho pensado muito sobre a cultura do veneno, dos agrotóxicos. Onde moro usam herbicidas o tempo todo, todos os dias, nas ruas, nas plantações, nos jardins, nos terrenos urbanos para ficarem "limpinhos", estéreis, mortos.

Igualmente também questiono o modus vivendi que acaba nos consumindo, muito mais do que consumimos. Como nos livrarmos, ou ao menos diminuirmos essa imposição que anestesia as pessoas?
O que fazer para ligar novamente as pessoas nas pequenas grandes coisas? Onde não há som alto, desrespeito, poluição e estupidez?

É para lá que desejo ir.

Essa é a toada do vídeo abaixo, feito pela Márcia Paraíso, a mesma que dirigiu o documentário Mundo Selvagem, em que eu e família participamos. Sensível, inteligente, diferente por mostrar que existe visões diferenciadas, raras e que ainda há sonhos para serem sonhados.




domingo, 9 de agosto de 2009

ME ARDE O ÔI

Nos anos '80, viajava bastante de ônibus. Os direitos dos fumantes prevaleciam. O pessoal fumava em qualquer lugar, inclusive dentro do ônibus fechado. Passava muito mal com a fumaça e andava sempre com máscara. Não adiantava pedir gentilmente para o fumante parar. Sempre tinha uma resposta tipo pergunta: "por acaso é proibido?". Ah é? Abria a janela com aquele vento frio até o ignorante apagar o cigarro. A liberdade dele ia até onde o meu direito de respirar também iria. Fora as vezes que era obrigada a apelar que estava grávida e passando mal para o desgraçado se tocar e apagar o maldito cigarro. Sempre pensava que quem viver verá a lei prosperar e colocar os direitos no seu devido lugar. Isto agora está acontecendo no Estado de São Paulo. Estado este que já morei e senti bastante fumaça. O caso de saúde pública agora é Lei por lá. Que o Brasil siga esse exemplo e entre para o rol de países que adotaram essa civilidade. Acho que uma coisa leva a outra. Quem viver verá.

Alguns dados sobre o cigarro (Organiçação Mundial da Saúde - OMS):

* O MUNDO FUMA 15 BILHÕES DE CIGARRO POR DIA. NO BRASIL, SÃO 219 MILHÕES;
* 3 A CADA 20 CIGARROS VENDIDOS NO MUNDO TÊM TABACO PRODUZIDO NO BRASIL, O MAIOR EXPORTADOR DO PLANETA;
* 735 MIL TONELADAS É POR ANO O QUANTO O BRASIL EXPORTA DE TABACO.
* 33,8% DOS ADULTOS BRASILEIROS SÃO FUMANTES;
* O CIGARRO MATOU 100 MILHÕES DE PESSOAS NO SEC. 20;
* DE TODOS OS FUMANTES DO MUNDO, 1 BILHÃO SÃO HOMENS| 250 MILHÕES SÃO MULHERES;
* CIGARROS SÃO RESPONSÁVEIS POR:
- 90% DOS CASOS DE CÂNCER DE PULMÃO
- 75% DOS PROBLEMAS CARDÍACOS
- 25% DAS BRONQUITES E EFISEMAS
* 50% DAS PESSOAS QUE FUMAM A VIDA INTEIRA MORREM DE PROBLEMAS RELACIONADOS AO CIGARRO;
* FUMAR AJUDA A CAUSAR 6 DAS 8 DOENÇAS QUE MAIS MATAM NO MUNDO;
* MAIORES CONSUMIDORES:
- INDONÉSIA - 215 BILHÕES
- RÚSSIA - 258 "
- JAPÃO - 328 "
- EUA - 451 "
- CHINA - 1,64 TRILHÃO
* O PAÍS COM MAIS FUMANTES ENTRE OS MÉDICOS É A CHINA: 61% DELES FUMAM;
* 1 EM CADA 3 CIGARROS DO MUNDO ESTÁ NA CHINA;
* 12 CIGARROS POR DIA É A MÉDIA POR FUMANTE NO PLANETA;
* FUMAR AJUDA A CAUSAR 6 DAS 8 DOENÇAS QUE MAIS MATAM NO MUNDO;
* MARCAS MAIS VENDIDAS NO MUNDO:
- MALBORO (PHILIP MORRIS) - 17,5 BILHÕES DE MAÇOS
- HONGTASHAN (ESTATAL CHINESA) - 11,6 BILHÕES
- MILD SEVEN (JAPAN TOBACO) - 6,5 BILHÕES
* DE CADA 20 CIGARROS VENDIDOS, 1 VEIO DE CONTRABANDO;
* CONSUMO GLOBAL DE CIGARROS (EM BILHÕES DE UNIDADES):
- EM 1950 - 1688
- EM 1960 - 2150
- EM 1970 - 3112
- EM 1980 - 4388
- EM 1990 - 5419
- EM 2000 - 5500
- EM 2007 - 5740
* CIGARROS ANUAIS POR HABITANTE NO MUNDO: ANOS 50 - 702; ANOS 60 - 741; ANOS 70 - 841; ANOS 80 - 997; ANOS 90 - 1062; ANO 2000 - 916; ANO 2007 - 844.

Um vídeo (que coloco abaixo) que está rolando na internet com bastante sucesso dá também o recado para os fumantes apagarem de vez essa ideia:


segunda-feira, 9 de março de 2009

AS APARÊNCIAS ENGANAM

himalayas Pois é…

Nem sempre um “Dia Internacional” de alguma coisa vai ser promissor. Ontem foi o Dia Internacional da mulher e várias manifestações mundo afora. Veja aqui uma postagem sobre o Dia Internacional da Mulher que já publiquei.

Mas e daí? Quais os reais avanços para as mulheres? Muitos acham que “elas” estão dominando tudo. Ledo engano. Ainda nem chegaram ao par de igualdade. Outro dia, lendo no jornal sobre essa questão de igualdade, li que agora elas dominam o futebol e a Marta é um bom exemplo disso. Eu pergunto: cadê o campeonato feminino? Elas ganham tão bem quanto os craques masculinos? Façam-me o favor!!! Nem vou me adentrar para outras questões, porque é bem por aí, ainda falta muito para as mulheres alcançarem posições iguais. Mas parabéns a nós, que educamos as crianças que serão o futuro do mundo e muito da postura dele em relação a nós também é diga-se de passagem o nosso reflexo.

Mas quero falar de aparências. E porque elas enganam.

Já notou que um shopping center foi planejado para você se sentir muito seguro? Geralmente o teto é imenso, lembrando uma fortaleza. E as lojas com aquelas luzes e propagandas fazem seu cérebro achar tudo maravilhoso. Você fica tentado (a) a comprar. Tudo planejado por especialistas que estudam o comportamento humano nesses ambientes.

Outro dia, fui num grande supermercado com uma lista de compras e me esforcei para cumprí-la à risca. Consegui, mas não foi fácil. Aqueles corredores imensos e aquelas informações todas me deixaram confusa. Vira e mexe “olhava” com atenção “às promoções” e artigos diversos que não estavam na minha lista. Verdadeiras armadilhas. Uma hora e meia depois, saí de lá (poderia ter sido em um terço do tempo) com as compras. Mas foi muito cansativo porque aquele local é planejado para confundir a sua lista de compras e a sua cabeça. A prova disso é que no mercadinho perto de casa eles fazem os produtos ficarem menos interessantes para mim. São coisas vencidas, fora do lugar, produtos que não tem, enfim, acho que eles trabalham para que eu e todos na cidade consumam menos. Isso até que é bom! As aparências enganam…

Foto: Himalaia visto por outras lentes. Aposto que a imagem te enganou…

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SPRANG ECO SANS

ecofont

A vida sem freio me leva, me arrasta, no momento em que eu queria ver...

O ano de 2008 foi bem corrido, bem trabalhoso, mas valeu a pena cada segundo, cada momento, cada aspiração, transpiração e inspiração. Principalmente porque estive muito ocupada com a minha gravidez, até nascer um belo menino no dia 07 de setembro e até hoje tenho uma ocupação enorme que pela segunda vez transforma minha vida. E pra dizer a verdade não tenho a mínima vontade de ficar sem essa "ocupação".

Venho aqui escrever um pouco, bem pouco porque eu vivo de inspiração e como diz o Ziraldo, que já confessou que escrever pra ele não é tão fácil quanto era para o Carlos Drummond de Andrade: lutar com a palavra / é a luta vais vã / entretanto lutamos / mal rompe a manhã. Pois é, eu também tenho que lutar com elas, principalmente que não tenho nem tomado café de palavras, ou seja, ler, mas ler de tudo, do azedo à sobremesa. Ando de jejum. Por outro lado há espaço para preencher com novos sabores que aos poucos vou experimentando. Eu viajo sem sair do lugar, tenho essa grande vantagem... E uma página da internet é uma boa oportunidade para exercitar as sinapses. Porque estamos aqui para isso mesmo, senão enferrujamos e desaparecemos! Pensa que não?

A coisa mais importante que aconteceu na vida é a própria chance de cada um de nós ter a oportunidade de estar aqui. Veja bem que essa chance foi entre milhões de espermatozóides tentando chegar a algum óvulo. Então quando vejo alguém reclamando da vida, às vezes morando num lugar maravilhoso com aquele pôr do sol que talvez milhões de pessoas gostariam de ter para elas, penso que esse aí não têm noção do quão difícil foi a chance de estar por aqui, nesse planeta azul, que está no Universo por milhões de anos. E principalmente, não têm noção que várias espécies já se extinguiram, várias foram criadas, várias foram as mutações e nós somos apenas mais uma espécie com a oportunidade de deixar nossa marca na história. Isso é difícil de entender? Mas veja bem, têm pouco tempo que estamos aqui nesse planeta. Até aí morreu o neves.

Diante do incomensurável, somos todos, sem exceção das pedras, vida recomposta!

Por isso a cada momento que meu filho está comigo penso o seguinte: que maravilha essa nossa chance. Vale a pena cuidar de nós. Somos parte importante desse conjunto chamado Vida.

Mas eu quero falar de uma novidade: essa letrinha que escrevo chama-se sprang eco sans e promete gastar menos tinta com a impressão. Que legal! Posso até por em negrito o seu nome...

Mas continue imprimindo pouco e ajudando o nosso planeta.

Se quiser baixar a letra, CLIQUE AQUI. Eu adotei. Ela é bem bonitinha e pequenina não dá nem para ver os charmosos furinhos...

Aviso: Eu ainda não me adaptei às novas palavras da nossa querida língua portuguesa, mas ainda chego lá. Pode esperar. O céu pode esperar. Pelos pelos do meu cachorro Kev. (rsrsrs)

sábado, 30 de agosto de 2008

A mulher que não esquece

Jill posa em uma poltrona feita com livros


Já imaginou poder se lembrar de todos os momentos da sua vida? Pois uma americana de 42 anos, chamada Jill Price de 42 anos, garante se lembrar de todos os dias e o que fez em todos os momentos desde os 16 anos. Ela escreveu um livro (A mulher que não consegue esquecer) onde conta sua excêntrica história.

Mas se fosse só uma excêntrica história até que poderia ser divertido, o que não é o caso de Jill, que se diz prisioneira dos próprios pensamentos. Trata-se de uma doença muito rara, diagnosticada em 2005 por uma equipe liderada por James McGaugh, após cinco anos de estudos onde Jill foi a primeira pessoa no mundo com essa síndrome chamada de hyperthymestic syndrome, que foi batizada apartir da palavra grega "thymesis" (lembrança). O que mais impressiona é a rapidez e exatidão com que Jill conta sobre o período que viveu.

Depois da descoberta da síndrome, apareceram outros casos parecidos com o de Jill e a doença parece estar ligada à ocorrência de transtorno obsessivo-compulsivo, esquizofrenia e depressão”, afirma o neurologista Martín Cammarota, pesquisador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

O fato é que lembrar de tudo o que se passou durante a vida é angustiante. Principalmente dos momentos ruins e traumáticos, por isso ainda bem que nosso cérebro faz inteligentemente uma varredura na nossa memória.

A propósito, o que eu iria fazer mesmo? Ah! Colocar o link de mais sobre essa matéria que foi publicada na revista época em 30/05/2008. Então, acesse AQUI.

Fique sossegado se esquecer sobre o dia de ontem e até de hoje. Aliás, se esquecer que leu essa matéria também não vou achar ruim... Desde que se lembre que esquecer faz bem!

Foto: Philip Toledano/ Revista Época.

domingo, 3 de agosto de 2008

Formigas saúvas explicam teoria sobre a Amazônia

A diversidade de espécies que proliferou a floresta Amazônica "viaja" em troncos pelos rios e até pelo oceano. Saíram de vários núcleos de vegetação, principalmente da exuberante Mata Atlâncica quando começou a ser devastada. A teoria é defendida pelo biólogo Paulo Vanzolini e mostra como as saúvas chegaram até a Amazônia, superando os quase intransponíveis rios da região.

Formiga "salva" teoria sobre a Amazônia


Saúva rainha ao lado de algumas operárias em uma colônia


Uma hipótese controvertida para explicar por que a Amazônia tem tanta biodiversidade acaba de ganhar reforço. A teoria dos refúgios - noção de que a proliferação do número de espécies de animais da floresta surgiu da divisão da região entre áreas com diferentes tipos de vegetação- é defendida pelo biólogo sambista Paulo Vanzolini. Após sofrer inúmeros ataques, a idéia está sacudindo a poeira e dando a volta por cima.
Tudo por causa de um estudo feito com saúvas. Segundo os autores, que publicaram o trabalho na edição de ontem da revista "PLoS One", a grande explosão de diversidade desses insetos ocorreu à revelia da barreira imposta quando os rios amazônicos se formaram. A superdiversificação é recente, e teve mais vigor por volta de 2 milhões de anos atrás.
"É a primeira vez que a teoria dos refúgios é testada para um grupo de invertebrados", diz Maurício Bacci Jr, bioquímico da Unesp (Universidade Estadual Paulista), do campus de Rio Claro. "Na verdade, estamos propondo uma espécie de reconceituação da teoria dos refúgios", diz o pesquisador. Ele assina o estudo com dois brasileiros e dois americanos.
Os cientistas reconstruíram a história de três espécies de saúva com dados genéticos. Com uma análise estatística das árvores genealógicas dos insetos, foi possível saber qual teoria explica melhor a explosão da biodiversidade das formigas na Amazônia. O método identifica há quanto tempo a troca de genes entre populações de locais diferentes foi interrompida. Isso pode fazer uma espécie se dividir em duas.
"Esse estudo, logo de início, mostrou que as formigas proliferaram pela floresta independentemente da barreira formada pelos rios amazônicos." Isso não foi visto nas viagens do grupo, mas há relatos de que ninhos de formiga navegam pelos rios em troncos, podendo atravessar quilômetros de extensão. "Voando, realmente, as formigas não conseguem", diz Bacci Jr. "Mas isso [a travessia] ocorre até nos oceanos."

A floresta virou mar

Os mesmos testes, entretanto, foram mais adiante. Eles mostraram que, além da teoria dos refúgios, uma outra tese proposta pelos cientistas para explicar a diversidade da floresta também teve um papel relevante no caso das saúvas.
"A invasão marinha [por causa do aumento do nível dos oceanos] é que teria se iniciado o processo de isolamento. Depois surgiram os refúgios", diz o bioquímico. Esse processo de entrada de água salgada sobre a planície amazônica ocorreu há cerca de 15 milhões de anos -antes, portanto, da formação do rio Amazonas, há 12 milhões de anos, como diz a pesquisa. Com a água entrando, áreas situadas em maior altitude teriam se transformado em ilhas de um "mar" amazônico.
Segundo o novo estudo, as espécies de formiga se diversificaram depois disso, entre 14 milhões de anos atrás e 8 milhões de anos atrás.
A partir desse cenário é que a região Amazônica passou a ser, mais recentemente, um verdadeiro centro de origem de novas espécies de formigas.

Migração

"Mas elas não surgiram diretamente na Amazônia", diz Bacci Jr. Segundo o pesquisador, há evidências de que as formigas deixaram a mata atlântica -antes de ser desmatada ela era mais extensa e exuberante- e, só depois, migraram do litoral para o norte do país.
As saúvas, hoje, estão presente em praticamente todos os países da América do Sul. "Elas só não chegaram ao Chile. As formigas conseguem atravessar os rios, mas subir os Andes é um pouco mais difícil."
Com menos barreiras no resto das Américas, as saúvas já conseguiram migrar até o sul dos Estados Unidos.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Reuters

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vinho tinto pode prevenir o envehecimento


Uma substância encontrada no vinho tinto por pesquisadores da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) pode ser a solução contra doenças relacionadas ao envelhecimento. Estudo sugere que a substância revestarol, encontrada no vinho tinto e no suco de uva tem um "efeito dieta" no organismo.

A molécula era um objeto de desejo em razão do chamado "paradoxo francês": a França tem uma incidência menor de doenças cardiovasculares do que a Inglaterra, por exemplo, apesar de ambos os países cultuarem uma dieta rica em gorduras. A explicação estaria no vinho (britânicos preferem cerveja).

A substância ajuda a controlar a chamada homeostase, o equilíbrio entre as funções do organismo. Segundo os pesquisadores, o resveratrol, que é um antioxidante, ajuda a regular proteínas ligadas a essa função. Mas o organismo elimina muito rapidamente essa substância, então está sendo testado outra substância que fixe o revestarol no organismo. Só que ainda será testada em cobaias e estará no mercado farmacêutico por volta de 2013.

Enquanto isso beba um bom vinho, mas não saia por aí "bebendo" indiscriminadamente. O efeito daí pode ser ao contrário.

O revestarol é um "medicamento holístico", então uma taça por dia é o suficiente para brindar à saúde e tratar o organismo como um todo!

Lógico que não dá para dirigir depois de beber...

Fonte Pesquisada: Folha de São Paulo

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Entrevista com o filho de Jacques Cousteau.


Jean-Michel Cousteau retrata "fauna política" amazônica numa continuação de roteiro de viagem que seu pai fez em 1982. O documentário, além de revelar a floresta, ilustra no cenário a estrutura de poder na região, onde além dos habitantes da floresta mostra o atuante "bicho-homem" tanto defensores como destruidores da rica biodiversidade.
O documentário foi feito especialmente com fundos para ser divulgada em TV Aberta mas até agora nenhuma emissora se interessou.
Jean-Michel Cousteau tem 70 anos, é arquiteto e ambientalista. Diz na entrevista concedida à Folha de São Paulo de 23/07 (colada abaixo) que paradoxalmente o fim das Farc poderá estender desmate à Amazônia Colombiana. O documentário se difere do feito pelo seu pai à 27 anos no quesito tecnologia, onde a equipe pôde ser menor e o tempo de conclusão do filme reduzido pela metade. Jean-Michel ainda diz que muita coisa ficou de fora do filme, tamanha quantidade de material produzido.

Jean-Michel Cousteau caminha em mata perto de Manaus.

Em entrevista à Folha, Cousteau fala da viagem:

FOLHA - Quanto tempo o senhor passou na Amazônia desta vez?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Dez meses. Cinco meses no período da seca e cinco meses no período chuvoso, no ano passado e no ano retrasado. Oficialmente, produzimos um programa de duas horas para a televisão, mas na realidade voltamos com muito mais material. Então, estou um pouco frustrado porque há muitos assuntos que não entraram. Eu esperava que, caso a televisão na América do Sul se interessasse, pudéssemos fazer um programa de três horas, mas isso não ocorreu.

FOLHA - O que foi diferente da expedição anterior?
COUSTEAU - Na expedição realizada há 27 anos, passamos 20 meses na Amazônia, com 50 pessoas, com pouca comunicação, pois a tecnologia não estava avançada naquela época. Era difícil se conectar com outras partes da região e, por isso, foi uma aventura maior. Dessa vez, com a tecnologia, ficamos conectados. Tínhamos telefone por satélite que funcionava bem. Estávamos numa equipe de cerca de 20 pessoas. Em dez meses fizemos quase 10 mil quilômetros de viagem. Conseguimos ir a muitos lugares, talvez até mais do que nos 20 meses da expedição passada.

FOLHA - Em quais países?
COUSTEAU - Nós fomos para Peru, Brasil e Colômbia. Não passamos por Venezuela, Bolívia e Equador, por exemplo.

FOLHA - Os satélites mostram que a taxa de desmatamento está aumentando na Amazônia...
COUSTEAU - Eu não sei por que, exatamente. Grandes corporações, como a Cargill, estão priorizando compras a produtos que não desmatam a floresta e que são produzidos em áreas degradadas anteriormente. Não quero pintar um quadro totalmente negativo porque há muitos esforços sendo feitos. Mas, em geral, 90% a 95% das árvores são cortadas ilegalmente. Algumas são cortadas pela madeira, outras, para abrir espaço para gado, soja...
Quando estávamos lá os satélites mostravam que havia 72 mil queimadas ao mesmo tempo. É chocante, mas estamos falando de uma região que é maior que os EUA. Como são nove países, alguns estão fazendo mais do que os outros. Em geral, o Brasil está tentando fazer um bom trabalho, mais que a maioria dos outros países.

FOLHA - Hoje já se sabe que a Amazônia não é o "pulmão do mundo". Como o sr. faz para para convencer o público de sua importância?
COUSTEAU - Sim, isso está errado. Mas, e as emissões de CO2? É disso que se trata. A floresta tropical tem a ver com a umidade e é importante para manter o sistema e para controlar o clima. Se for cortada, trará enormes conseqüências climáticas. Proteger a Amazônia não é questão só dos nove países, mas do mundo. Então, temos de pagar por isso, há um preço. Isso tem a ver com saúde, com água, com não precisar colocar ar-condicionado em casa porque ficou muito quente.

FOLHA - Os governos de outros países devem pagar?
COUSTEAU - Nós devemos, não me importa se são os governos ou as pessoas em geral. Nós, de fora, precisamos ou calar a boca ou oferecer assistência se é desejado. O certo é pagar, porque estamos tendo algo em troca. Se alguém dá R$ 10, um bilhão de pessoas são R$ 10 bilhões por ano. É muito dinheiro.

FOLHA - O que chama mais à atenção em relação à viagem de 1982?
COUSTEAU - Há muito mais gente na Amazônia. O governo militar encorajava pessoas a se mudarem para lá pois chamava a região de um "deserto verde", que precisava ser ocupado.

FOLHA - O que o senhor pensa de Mato Grosso, Estado bastante criticado pelo desmatamento?
COUSTEAU - Como se pode ter um governador que tem a maior produção de soja do planeta e não ter conflito com o ambiente? Mas as pessoas gostam dele [Blairo Maggi], elegeram-no. Porque agora têm emprego. Mas por quanto tempo? Ele realmente se preocupa com seus netos que vão ficar sem emprego porque não vai sobrar nada lá? Enquanto isso, não sei se ele está fazendo muito dinheiro. Ele dorme bem à noite? Não sei. Eu gostaria de conversar com ele, marquei uma reunião, mas ele conseguiu evitar...

FOLHA - Há muitas questões internacionais sobre a Amazônia...
COUSTEAU - Sim, por exemplo, o que acontecerá na Colômbia agora que as Farc perderam força? Apesar de eu não concordar [com as Farc], a conseqüência é que a presença delas protegeu a floresta na Colômbia, um paradoxo. Quando elas se forem, o que vai acontecer?

FOLHA - O sr. se deparou com guerrilheiros em sua passagem lá?
COUSTEAU - Não desta vez. Estávamos bem perto, sabíamos onde eles estavam.

FOLHA - Mas pediram permissão às Farc para entrar na região?
COUSTEAU - Ah, sim. As pessoas que nos deram permissão não queriam que nos machucássemos e diziam até onde podíamos ir. Foi tudo bem.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Carrie Vonderhaar/Ocean Futures Society/KQED

sábado, 12 de julho de 2008

Biotreconologia - tecnologia bizarra.



Não pode ser verdade que a tecnologia alcance tamanha bizarrice, mas como as invenções não param nunca, é possível que venha muita tranqueira pela frente como os ítens abaixo:

1. CONVER-SOJA O QUE É: Um carro com bancos de fibra vegetal .

QUAL É A VANTAGEM: A espuma de soja é mais barata e sua fabricação polui menos. Mas há um problema. “O consumidor gosta do cheirinho de carro novo. Mas, com a fibra vegetal, o veículo fica com cheiro de óleo de cozinha”, diz Deborah Mielewski, da Ford.

2. DURA-VÍRUS O QUE É: Uma bateria viva.

QUAL É A VANTAGEM: Como é muito pequeno (6 nanômetros), o vírus M13 poderá ser usado para fabricar baterias ultradensas, com até 3 vezes a potência das convencionais. Os cientistas do MIT, onde a idéia nasceu, juram que o bichinho é inofensivo à saúde.

3. NOTEMILHO O QUE É: Um computador biodegradável.

QUAL É A VANTAGEM: Você já teve vontade de jogar seu computador no lixo? Faça isso sem agredir o ambiente: a Fujitsu criou um laptop de PLA (ácido lático polimerizado), plástico à base de milho que não polui. O único senão: ele é altamente inflamável. Vai uma pipoca aí?

4. I-PANO O QUE É: Um celular que você pode dobrar antes de pôr no bolso.

QUAL É A VANTAGEM: A DuPont está desenvolvendo um material, à base de nanotubos de carbono, que parece um pedaço de seda, mas conduz eletricidade – e, portanto, poderia ser usado em gadgets “molinhos”.

5. SALMO-LUX O QUE É: Uma lâmpada meio nojenta.

QUAL É A VANTAGEM: Segundo o cientista Andrew Steckl, da Universidade de Cincinnati, usando esperma de salmão é possível fabricar lâmpadas que duram até 5 vezes mais que as tradicionais – o DNA do bicho melhora a ação dos elétrons. Eca!


NANOTECNOLOGIA DO MAL

Enquanto a biotecnologia provoca risadas, a nanotecnologia espalha medo. Tudo por causa dos nanotubos de carbono, cujo tamanho minúsculo (50 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo) e altíssima resistência prometem revolucionar a fabricação de quase tudo, de pneus a chips de computador. Segundo um estudo publicado na revista Nature, eles podem causar câncer. “Não há perigo, pois ninguém vai ingerir os nanotubos”, explica Henrique Toma, do Instituto de Química da USP. Nos produtos do futuro, eles virão encapsulados dentro de outros materiais, como o plástico. Mas, nas fábricas de nanotubos, será preciso usar máscaras e equipamentos de proteção.


Eu achei legal quase todos os produtos, ou melhor, a idéia da criação deles, mas claro que no futuro podem e devem ser melhorados muito mais. O que é assustador é aquilo que não conhecemos. E sobre a nanotecnologia por exemplo, temos muito a aprender... Ah! Tudo pode ser usado para o mal se for feito por "mãos erradas".

Fonte pesquisada: superinteressante

quinta-feira, 22 de maio de 2008

As cores do nosso planeta!

A Terra é azul?

Vendo de outros ângulos podemos perceber que as cores do nosso planeta são as mais variadas e coloridas possíveis como as fotos captadas por satélite abaixo podem mostrar. As cores vão desde o verde, o vermelho, o amarelo e o que mais podemos imaginar, além de muito azul e suas variações.

Essas cores expressam também a fragilidade do clima e da vida nesse planeta de todas as cores. Os lugares clicados mostram formações de continentes, glaciares em degelo na Patagônia, vulcões em erupção e desertos na Austrália e fazem até mais que isso: o quanto ainda falta para conhecermos deste lugar lindo, que é a nossa casa!















quinta-feira, 8 de maio de 2008

No Mundo da Lua e de volta à Terra


Você já pensou em ir para o mundo da Lua? Isso ainda não é possível, mas a Nasa está lançando uma campanha que promete fazer você viajar de uma maneira inusitada. Trata-se de um satélite que será lançado no fim do ano, o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) e sua missão é bem "bizarra": além de gerar dados completos sobre o satélite da terra, vai selecionar locais mais seguros para pouso com o objetivo de identificar recursos naturais para uso futuro.

Até onde eu sei não há nada lá além de rochas e outros minerais. Massssssss a proposta é a seguinte: "mande seu nome para a Lua" e o satélite vai levar num chip o nome de quem quiser participar.

Mas se você não quiser apenas levar seu nome? Se quiser morar na Lua, do quê vai precisar?

O ambiente Lunar é inóspito, portanto vamos "fazer de conta" que o clima e a atmosfera é igual ao da Terra. Para se "estabelecer" na Lua você vai precisar levar algumas coisas importantes do nosso planeta que lá não têm como encontrar, como por exemplo algumas espécies que podem ser exploradas e que irão fornecer alimento e depois vai precisar levar um pouco de "biodiversidade" para a continuidade destas que primeiramente escolheu. Ah! Que tal levar um pouco da Humanidade, afinal vai ser difícil fazer tanta coisa lá sem ninguém para ajudar...

Você vai precisar utilizar os recursos conquistados na Lua da melhor maneira posível e vai levar também o know how dos serviços ambientais que aprendeu aqui na Terra: purificação da água e do ar, moderação de eventos climáticos extremos, proteção contra os raios ultra-violetas, decomposição do lixo, geração e manutenção da fertilidade do solo, polinização das espécies, dispersão de sementes e controle de pragas e doenças etc.. A coisa vai ficando infinita...

Daí viria a pergunta: Quais e quantas espécies seriam necessárias para garantir a "sustentabilidade" da sua vida lá na Lua? Por exemplo, para a fertilização do solo: de quantas
espécies precisamos para assegurar esse serviço? Em um grama de solo, podemos encontrar cerca de 30 mil protozoários, 50 mil algas, 400 mil fungos e bilhões de bactérias. Em uma escala mais ampliada, para além de um grama, encontraremos também as minhocas e os insetos...

É meio complicado ir para a Lua e também viver lá, não é mesmo?

O que acredito que você vai acabar fazendo é "voltando" para o nosso querido planeta Terra e concluir que já temos "tudo" e mais um pouco, aqui mesmo. Mas mandar o seu nome para lá não têm nada demais e nas noites de luar você poderá contemplá-la e sentir que um pedacinho de você está lá. O site é este
AQUI.



O mais importante dessa conversa é que temos muita coisa para fazer aqui na Terra. A começar, cuidar do destino da quantidade de lixo que produzimos que é muito maior que a produção de alimentos e talvez até maior que a produção de biocombustíveis. No Brasil, por exemplo, onde há cerca de 50 milhões de pessoas que convivem com a fome e com a desnutição, viram lixo, todos os dias, 39 mil toneladas de alimentos.

Essa deve ser a nossa luta aqui nesse planeta azul e também de muitas cores para não nos transformarmos no "produto lixo".

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dirigir falando ao telefone é como beber


Policial militar é flagrado falando ao telefone. Que péssimo exemplo!



Telefonar é como beber? Cuidado! Pode ser pior...

Se um dia você tiver de escolher entre embarcar num carro dirigido por um motorista embriagado ou por um falando ao celular, não tenha dúvida: vá a pé. Conversar no celular ao volante reduz a concentração em até 37%, levando o motorista a cometer erros semelhantes aos de um condutor embriagado, de acordo com estudo da Universidade Carnegie Mellon (EUA). O uso de celulares para conversar, discar e enviar mensagens de texto têm sido motivo de preocupações ligadas à segurança. Mas este estudo, pela primeira vez, usou imagens de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir um interlocutor durante uma ligação.


A redução da atividade cerebral associada à direção de um veículo pode levar o motorista a se mover de uma pista para outra de maneira errática, como foi verificado em testes feitos com 29 voluntários usando um simulador. Este é um erro comum entre motoristas embriagados.


O estudo mostrou ainda que fazer ligações mesmo sem segurar o celular na mão (por exemplo, botões instalados no volante ou o comando de voz) não é suficiente para eliminar a distração dos motoristas. Eles precisam manter não apenas as mãos na direção, mas também o cérebro concentrado na rua, disse o neurocientista Marcel Just, diretor do Centro para Imagem Cerebral Cognitiva de Carnegie Mellon.


Um estudo anterior da Universidade de Utah (EUA) já constatara que os motoristas são tão ou mais propensos a causar um acidente de carro enquanto conversam ao telefone do que quando dirigem embrigados.


- O risco em que alguém coloca a si mesmo e aos outros quando dirige falando ao celular é o mesmo que ele colocaria se assumisse o volante embrigado - diz David Strayer, professor de psicologia e um dos principais autores do estudo da equipe de Utah.


Na verdade, a pesquisa descobriu que os condutores que falam ao celular, mesmo quando utilizam dispositivos que dispensam do uso das mãos, podem ser até mais perigosos. Usando um simulador de direção sob quatro diferentes condições (sem distrações, usando um celular de mão, falando num celular viva voz e com um nível de 0,08% de álcool no sangue), os 40 participantes do estudo deviam seguir um carro de teste que freava repentinamente.


Os motoristas falando ao celular andaram mais devagar, frearam mais lentamente e se envolveram mais em colisões ou quase colisões.


Os três únicos que bateram no carro de teste estavam pendurados no celular. Nenhum dos bêbados se acidentou.


Fonte pesquisada: ciência DC (Diário Catarinense) Foto: Web

terça-feira, 1 de abril de 2008

DNA e nossas origens


Sequência DNA

Entenda como o DNA é usado na busca por origens:

De onde viemos? A resposta pode ser mais profunda do que imaginamos. Um estudo do DNA ajuda a identificar ancestralidade e a BBC Brasil lançou o especial Raízes Afro-brasileiras, que busca a origem genética de celebridades negras do país e discute a composição de parte da sociedade brasileira. Os resultados mostram a origem dos ancestrais, paternos e maternos, mais distantes desses brasileiros e estima também o percentual de genes europeus, africanos e ameríndios (indígenas) de cada um deles.
Mas como são feitos esses testes e o que eles significam?
Seguem as explicações:
Como são feitos os testes?
É usada uma auto-coleta. A própria pessoa usa um kit que contém duas escovinhas e dois recipientes com álcool. Ela passa as escovinhas na boca para coletar células e as guarda nos recipientes, que são enviados para o laboratório.
Depois, a equipe do laboratório separa as células bucais do álcool e libera o DNA que está dentro delas.
As seqüências genéticas observadas no DNA analisado são, em seguida, comparadas com as que estão cadastradas em bancos de dados internacionais. Os resultados indicam, assim, em que populações foram encontrados conjuntos de seqüências genéticas (haplogrupos) iguais aos da pessoa analisada.
O que é o teste de ancestralidade genômica e como ele é feito?
O teste de ancestralidade genômica estima as porcentagens de genes europeus, africanos e ameríndios (indígena) de um indivíduo. As estimativas são baseadas na análise de determinadas regiões do genoma escolhidas por revelarem traços que distinguem genes associados à cada região geográfica. Assim, elas representam uma "média" do código genético de uma pessoa.
Os resultados dos exames dos convidados da BBC Brasil se basearam na análise de 40 pontos do genoma, que tem cerca de 25 mil genes. Essa é a metodologia usada pelo geneticista Sérgio Pena, professor titular de bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor do laboratório Gene, responsável pelos exames.
Essas regiões são sempre as mesmas?
Não. O Dr. Pena escolheu essas regiões com base em seus estudos, mas outros especialistas podem utilizar um número diferente e porções diferentes do genoma. Segundo a professora titular de Organização do Genoma Humano do Departamento de Biologia da USP Regina Célia Mingroni Netto, "quanto maior o número de marcadores, melhor a estimativa, mas sempre será uma estimativa" já que é impraticável analisar todo o genoma.
E os testes de ancestralidade paterna e materna?
A ancestralidade paterna é rastreada pela análise do cromossomo Y (presente exclusivamente em homens), que é transmitido apenas de pai para filho e, a não ser em casos de mutação, sem sofrer mudanças.
O chamado marcador de linhagem revela assim o ancestral paterno mais antigo antes de uma mutação.
Ou seja, o Y de alguém que vive hoje no Brasil pode ser idêntico ao de um português que viveu no Algarve três séculos atrás ou ao de um africano trazido como escravo da África Ocidental no século 16.
O marcador da linhagem materna é o DNA mitocondrial, um "pedaço" de DNA que filhos homens e mulheres herdam apenas da mãe e que também atravessa gerações sem sofrer mudanças, salvo em caso de mutação. São os haplótipos (seqüências genéticas) encontrados no DNA mitocondrial que são comparados com os dos bancos de dados para determinar de onde saiu a ancestral materna mais antiga daquela pessoa.
É possível dizer há quanto tempo viveram esses ancestrais?
Não. Calcula-se que uma mutação ocorra a cada cinco mil anos, mas não há regra absoluta. Ou seja, ela pode ocorrer num tempo maior ou menor do que esse e, portanto, não é possível dizer a que época o Y ou o DNA mitocondrial analisados remetem. Quanto mais recente a mutação, maior a chance de se ter precisão geográfica nos resultados. Isso porque linhagens mais antigas que não tenham sofrido mutações por milhares de anos tiveram mais tempo para se espalhar e por isso geralmente têm um maior território de distribuição. Dessa forma, os haplótipos de uma linhagem antiga tendem a ser encontrados em um grande número de regiões enquanto as mais recentes tendem a ser encontradas em um número mais restrito.
É possível haver uma dissociação entre os resultados dos testes? Ou seja, por exemplo, o teste de ancestralidade genômica indicar que uma pessoa é 70% européia, mas os seus testes de ancestralidade materna e paterna indicarem ancestrais africanos?
Sim. O geneticista Francisco Salzano, professor titular de Evolução Humana da UFRGS, explica que a vantagem de estudar esses marcadores é que eles revelam informações bastante precisas porque não se recombinam ao longo das gerações. "Acontece que eles são uma porcentagem muito pequena do nosso genoma. O DNA mitocondrial e o cromossomo Y são unidades muito pequenas e podem não estar dando uma visão correta do que houve ao longo das gerações. Se a gente marcar 16 gerações - desde o descobrimento do Brasil, quando começou a haver mistura neste país - pode ter havido cruzamento em diferentes direções (que o DNA mitocondrial e o cromossomo Y não refletem)."
Existe uma margem de erro para os resultados? Se alguém refizer o teste pode ter resultado muito diferente?
Sim. Especialmente os de ancestralidade genômica, que são estimativas feitas com base em um processo de amostragem. O "padrão de erro" depende da metodologia adotada. No caso do método do Dr. Pena, ele próprio calcula a margem de erro em cerca de 2,5%. Sendo assim, resultados que indicam que uma pessoa tem entre 1% e 2% de uma determinada ancestralidade não são significativamente diferentes de zero. Além disso, os resultados de exames feitos por outro laboratório podem diferir se a amostragem for feita com base em outras regiões do genoma.
É possível alguém ser considerado negro, com características físicas mais africanas, ter uma composição genética majoritariamente européia? Por quê?
Sim. Porque os genes que determinam o nível de pigmentação da pele (e outras características como textura de cabelo, formato de nariz etc.) são uma parcela ínfima dos cerca de 25 mil genes que compõem o genoma humano. Em tese, uma pessoa considerada de origem africana meramente pela cor da sua pele pode ter percentual igual ou maior de genes europeus do que uma pessoa “branca”.
É possível falar em "raça"?
O termo "raça" é atualmente evitado por muitos geneticistas pela conotação política que já carregou e pelo uso ideológico que já foi feito em teorias racistas. Eles preferem usar conceitos como grupos continentais.
O geneticista Diogo Meyer, professor do Instituto de Biociências da USP, afirma que a criação do conceito de raça foi uma tentativa de explicar as diferenças entre os subgrupos da espécie humana, mas que os critérios originalmente usados como cor da pele ou formato do rosto não se confirmaram como os diferenciais de cada grupo nos estudos genéticos.
Assim, mais do que agrupar humanos como "negros", o que denota apenas a cor da pele, Meyer explica que é mais preciso identificar um grupo "africano", que, por meio do processo de seleção natural, desenvolveu, entre outras características, a cor da pele mais escura, mais apropriada para a vida na África. Ou seja, as diferenças entre os grupos estariam mais ligadas a origens geográficas do que a características físicas.
Já o geneticista Francisco Salzano sustenta que, apesar do mau uso que já foi feito do conceito de raça, o fato de ser possível distinguir características associadas a cada a grupo continental por si só já justifica o uso do termo raça.
"Uma raça é uma subespécie. A espécie humana se diferenciou em grupos continentais. Agora, com o aumento do fluxo intercontinental essas diferenças estão desaparecendo. Isso não significa que eles não tenham ainda diferenças genéticas marcantes", diz Salzano.

Pois é, a globalização está fazendo desaparecer 'raças'. Estamos diante de uma salada global...


Fonte pesquisada: BBC Brasil

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A História das Coisas

Feliz Ano Novo!

E o que esperar do Ano Novo?


Que o nosso consumo diminua drasticamente, pois o Planeta não suporta mais nossos maus hábitos. Principalmente nessa época do ano...
Um vídeo narrado pela ativista ambiental Annie leonard mostra de forma lúdica a história dos produtos, o que acontece com eles desde sua produção até chegar até nós e o impacto no meio ambiente.