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quinta-feira, 8 de maio de 2008

No Mundo da Lua e de volta à Terra


Você já pensou em ir para o mundo da Lua? Isso ainda não é possível, mas a Nasa está lançando uma campanha que promete fazer você viajar de uma maneira inusitada. Trata-se de um satélite que será lançado no fim do ano, o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) e sua missão é bem "bizarra": além de gerar dados completos sobre o satélite da terra, vai selecionar locais mais seguros para pouso com o objetivo de identificar recursos naturais para uso futuro.

Até onde eu sei não há nada lá além de rochas e outros minerais. Massssssss a proposta é a seguinte: "mande seu nome para a Lua" e o satélite vai levar num chip o nome de quem quiser participar.

Mas se você não quiser apenas levar seu nome? Se quiser morar na Lua, do quê vai precisar?

O ambiente Lunar é inóspito, portanto vamos "fazer de conta" que o clima e a atmosfera é igual ao da Terra. Para se "estabelecer" na Lua você vai precisar levar algumas coisas importantes do nosso planeta que lá não têm como encontrar, como por exemplo algumas espécies que podem ser exploradas e que irão fornecer alimento e depois vai precisar levar um pouco de "biodiversidade" para a continuidade destas que primeiramente escolheu. Ah! Que tal levar um pouco da Humanidade, afinal vai ser difícil fazer tanta coisa lá sem ninguém para ajudar...

Você vai precisar utilizar os recursos conquistados na Lua da melhor maneira posível e vai levar também o know how dos serviços ambientais que aprendeu aqui na Terra: purificação da água e do ar, moderação de eventos climáticos extremos, proteção contra os raios ultra-violetas, decomposição do lixo, geração e manutenção da fertilidade do solo, polinização das espécies, dispersão de sementes e controle de pragas e doenças etc.. A coisa vai ficando infinita...

Daí viria a pergunta: Quais e quantas espécies seriam necessárias para garantir a "sustentabilidade" da sua vida lá na Lua? Por exemplo, para a fertilização do solo: de quantas
espécies precisamos para assegurar esse serviço? Em um grama de solo, podemos encontrar cerca de 30 mil protozoários, 50 mil algas, 400 mil fungos e bilhões de bactérias. Em uma escala mais ampliada, para além de um grama, encontraremos também as minhocas e os insetos...

É meio complicado ir para a Lua e também viver lá, não é mesmo?

O que acredito que você vai acabar fazendo é "voltando" para o nosso querido planeta Terra e concluir que já temos "tudo" e mais um pouco, aqui mesmo. Mas mandar o seu nome para lá não têm nada demais e nas noites de luar você poderá contemplá-la e sentir que um pedacinho de você está lá. O site é este
AQUI.



O mais importante dessa conversa é que temos muita coisa para fazer aqui na Terra. A começar, cuidar do destino da quantidade de lixo que produzimos que é muito maior que a produção de alimentos e talvez até maior que a produção de biocombustíveis. No Brasil, por exemplo, onde há cerca de 50 milhões de pessoas que convivem com a fome e com a desnutição, viram lixo, todos os dias, 39 mil toneladas de alimentos.

Essa deve ser a nossa luta aqui nesse planeta azul e também de muitas cores para não nos transformarmos no "produto lixo".

terça-feira, 15 de abril de 2008

Biocombustíveis: o substituto natural do petróleo

Comida para matar a nossa fome e também das nossas máquinas...

O que são biocombustíveis? Os biocombustíveis são fontes de energias renováveis, derivados de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica. Em alguns casos, os biocombustíveis podem ser usados tanto isoladamente, como adicionados aos combustíveis convencionais. Como exemplos, podemos citar o biodiesel, o etanol, o metanol, o metano e o carvão vegetal. Seus benefícios ao meio ambiente são fundamentais para que esse tipo de energia seja cada vez mais utilizado, uma vez que estão associados à redução dos gases de efeito estufa, e de outros poluentes atmosféricos, tais como o enxofre, além da redução do consumo de combustíveis fósseis (petróleo).

No Brasil apenas recentemente esse combustível entrou para o mercado consumidor e sendo totalmente miscível pôde ser adicionado ao óleo diesel. O Brasil é reconhecido mundialmente pelo pioneirismo na introdução do etanol em sua matriz energética. Inicialmente, o álcool etílico anidro foi adicionado à gasolina como oxigenante, tornando-se a mistura compulsória a partir de 1938. Mas atualmente o seu uso vêm sendo criticado como se perturbasse a produção e os preços dos alimentos no globo. Isso soa como desinformação e contrapropaganda que no mundo dos negócios têm tanto peso quanto informação e propaganda. A quem interessaria isso? Talvez a alguns setores da indústria do petróleo e a outros da indústria de alimentos que perderam dinheiro por não conseguirem preço no mercado. Um modo de inverter os fatos é justamente "assustar" o mundo com a idéia de que irá faltar alimentos.


Por outro lado, o que mais deve ser levado em conta é o impacto que as monoculturas para a produção de biocombustíveis causam. As grandes plantações de cana-de-açúcar para produção do álcool, por exemplo, detonaram grandes áreas do pouco que resta da Mata Atlântica especialmente no nordeste brasileiro e certamente será um agravamento desse quadro se o biodiesel vier a ser produzido em larga escala. Serão milhares de hectares com plantações de soja, a colza, o pinhão manso, mamona, dendê, girassol e macaúba.

Os biocombustíveis são energias renováveis e soltam menos CO² na atmosfera, mas para produzi-los é necessário um aprimorado estudo de impacto ambiental que determinada planta, em determinado bioma vai acarretar. Senão vai acontecer o mesmo que muitos usineiros tiveram que fazer: recuperar os fragmentos e proteger os que restam por causa da erodibilidade dos solos mais as alterações no clima.

A população do mundo vêm crescendo sem parar desde que o homem descobriu a agricultura, embora algumas civilizações tenham seguido caminhos alternativos dos conhecidos pelos arqueólogos. "O homem do Neolítico observava a natureza e constatava, por exemplo, que uma semente podia dar origem a uma planta", diz a geógrafa Silvia Maranca, do MAE da USP e do Museu do Homem Americano para a revista superinteressante/abril-2008. Saíram a partir daí as primeiras roças. Isso tranformou aquele homem primitivo nos mais de 6 bilhões e 600 milhões de pessoas dos dias atuais. E a previsão é que continuaremos a aumentar. O desafio desse sucesso populacional dependerá mais uma vez da inteligência em tranformar de forma sustentável o que ele têm em mãos: a Terra. Não têm outra alternativa senão usar os recursos naturais, renováveis ou não, ao seu favor bem como da sua casa que é o Planeta.

A propósito leitor: quando terminei de escrever este texto a população do mundo estava em 6.666.262.837 bilhões, como consta no globo do site poodwaddle.com no ícone aqui ao lado no meu blog. Convido-lhe a passar aqui amanhã, depois de amanhã, daqui a uma semana... comparar esses números e reparar na quantidade de gente que vai aumentando no mundo a cada dia. Confira. É muita gente, é uma loucura. Como frear esse relógio?