quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

TODAS AS MATAS


MATA
Uma Mata é um conjunto de árvores e todos os seres que nela vivem.
Antes de ser um corredor verde que preserva os recursos naturais utilizados por nós, é VIDA que brota de pequenas sementes.
SEMENTE
Quando nasce, vira um pequeno arbusto ou uma grande árvore que abriga uma infinidade de seres vivos microscópicos e macroscópicos, lar para a vida.
ÁRVORES
O conjunto delas faz a floresta, um verdadeiro filtro da poluição vinda de todos os lugares do planeta.
Tem ÁRVORE que é muito grande.
Tem ÁRVORE que é muito pequena.
Tem ÁRVORE que nem sabemos que existe.
Tem ÁRVORE que é centenária.
Tem ÁRVORE invasora.
Tem ÁRVORES que seguram a enchente dos rios.
Tem ÁRVORES que nascem apenas para que outras maiores cresçam.
Tem ÁRVORES, ÁRVORES e mais ÁRVORES.
E, ainda bem tem bastante gente no mundo que quer protegê-las.
Como um órgão importante do nosso planeta, cada um de nós pode abraçar essa causa.
Uma ÁRVORE pode ser a ponte para o amanhã.
Uma ÁRVORE pode, com sua ajuda, viver para sempre.
Porque uma mata deixa seus descendentes e dessa maneira perpetuará a vida!
Ela nos adotou. Adote você também uma ÁRVORE.


Fotos web e RPPN RIO DAS LONTRAS





O cedro (Cedrela fissilis) desta foto é a maior árvore de Santa Catarina. Possui mais de 300 anos, 28 metros de altura e 3,6 metros de diâmetro. Fica na Reserva Florestal da Epagri/Embrapa no município de Caçador.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Falta dizer…


A matéria ABAIXO já está velhinha e eu nem passei aqui para comentar que o “seu Sarney” ganhou a Presidência do Senado. Mas alguém tinha dúvida? Improvável… “Aquilo” lá é pior que novela. É um novelo triste e repetitivo da nossa história.

Mas falta dizer…


…que o Carnaval taí e vou curtir como um bom feriado. Quero ir pro mato, correr no mato, escutar o mato, trombar no mato, mergulhar no mato, namorar no mato, olhar o mato, apalpar o mato e se possível, comer mato!

Porque é apenas mais um feriado e eu desejo ouvir todo aquele skindôlele do mato!

E você sabe que determinada gente chegou perto de mim e disse assim: “esse pessoal faz todo ano a mesma coisa, vai viajar, topa ficar horas em filas, entope as estradas e as praias como gados. Os mesmos que compram, compram e compram, sem parar pois seguem “o sistema” à risca.” Pois então, advinhe o que ele mesmo vai fazerTAMBÉM no carnaval? (rsrsrs³)


Quer saber o que ando tanto fazendo? Dê uma passadinha no blog da RPPN RIO DAS LONTRAS. Vai saber…

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O MARANHÃO DINÁSTICO

Em nosso atual momento político não há quase nenhuma novidade. Advinha quem está pleiteando a cadeira de Presidente do Senado Federal atualmente? José Sarney. A dinastia Maranhense, ou melhor, a saga dessa família Sarney de 1966 até os dias de hoje, não por acaso um dos estados mais pobres e atrasados da federação, não contente com tantas décadas de poder naquele pobre estado continua a querer fazer do Brasil o "seu Maranhão".

Veja a história completa num relato feito pelo professor do Departamento de História da UFSC, Valdir José Rampinelli, que colo abaixo. A matéria foi publicada no jornal Diário Catarinense no dia 10 deste mês e explica um pouco da "nova Balaiada". A matéria é sobre um livro que foi lançado no dia 19 de dezembro de 2008 em São Luís (MA) - A INVENÇÃO DE UMA RAINHA DE ESPADA - reutilizações e embaraços na política do Maranhão dinástico (Editora da UFMA), tese de doutorado da professora Maria de Fátima da Costa Gonçalves, da Universidade Federal do maranhão.

O Maranhão é aqui! Enquanto não houver uma reforma política, é isso o que vamos ver. Dá para entender coisas como a proposta do deputado Edison Lobão Filho (PMDB-MA) - filho do ministro de Minas e Energia Edison Lobão (farinhas do mesmo saco de miséria) - para mudar o limite de geração das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), de 30 para 50 MW. Se o projeto for aprovado na Câmara, empreendimentos mais robustos poderão ser erguidos sem a exigência de estudo de impacto ambiental. A brecha tem motivado a construção em sequência de pequenas usinas, que geram impactos cumulativos nem sempre levados em consideração na hora de conceder as licenças ambientais.

E pensar que o Presidente Lula poderia acabar com essa dinastia...





















O presidente Lula, durante a campanha de reeleição, posa ao lado de Roseana Sarney, a quem deu apoio na eleição para o governo do maranhão, em outubro de 2006.

O Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil, tem sido governado sistematicamente por estruturas oligárquicas que, com o apoio do poder central, vêm mantendo a região em uma situação de atraso, de dependência e de curral eleitoral. Os últimos 60 anos de vida política no Maranhão foram marcados por duas dinastias, a de Vitorino Freire, que de 1945 a 1965 desenvolveu relações patrimonialistas, e a de José Sarney – filho político do vitorinismo, mais tarde rompido com sua origem –, que de 1966 aos dias de hoje exerce o mandonismo local.
Acaba de ser lançado – no dia 19 de dezembro de 2008, em São Luís (MA) – o livro A Invenção de uma Rainha de Espada – reatualizações e embaraços na dinâmica política do Maranhão dinástico (Editora da UFMA), tese de doutoramento da professora Maria de Fátima da Costa Gonçalves, da Universidade Federal do Maranhão. O trabalho, dentro de uma perspectiva teórica bourdiana (de Pierre Bourdieu), analisa a dinastia de José Sarney com seus filhos sociais, políticos e biológicos. Roseana Sarney Murad passa a ser a rainha de espada, referência metafórica às cartas do baralho, cujo peso é relacional, já que o espólio político do pai está em jogo naquele Estado.

O livro mostra a tessitura do poder dos Sarney no Maranhão, começando pela Lei de Terras nº 2.979 (17/7/69), que, contrariando as pretensões da Sudene de tornar parte da região úmida do Estado em área de povoamento para os flagelados da seca do Nordeste, instituiu o mercado formal de terras, favorecendo o início do processo de ocupação das mesmas pelos médios e grandes empreendimentos agropecuários. Essa modernização conservadora possibilitou o crescimento do latifúndio, transformado, hoje, em agronegócio exportador em terras de miseráveis. Soja, arroz e eucalipto são alguns dos grandes cultivos do sul maranhense.

A oligarquia sarneysista se escuda em duas estratégias fundamentais para exercer sua hegemonia, quais sejam, no apoio do poder central e nas relações patrimonialistas no próprio Estado do Maranhão. José Sarney é conhecido popularmente pelo apelido de camaleão, aquele que muda de partido de acordo com as conveniências. Nascido e criado dentro da oligarquia vitorinista, contra ela se rebelou, fundando seu grupo de poder dinástico; dado o golpe de Estado de 1964, tornou-se parte integrante de apoio às Forças Armadas, chegando a ser presidente nacional do partido político de sustentação da ditadura militar; acontecida a redemocratização, tornou-se presidente do país por conta da morte de Tancredo Neves, estendendo seu mandato para cinco anos por meio de uma emenda constitucional com votos negociados; escolhido Fernando Henrique Cardoso presidente da República, dele se aproximou, ao ponto de FHC apoiar entusiasticamente a candidatura de Roseana Sarney Murad ao governo do Maranhão por duas vezes; eleito Lula presidente, Sarney tornou-se senador pelo Amapá, Estado que não é o seu, e ao mesmo tempo fez senadora pelo Maranhão sua filha Roseana, sendo ambos apoiadores do governo federal, chegando ela a ser líder do mesmo na Câmara Alta. Além disso, cabe lembrar que entre 1970 e 2004, exceção feita apenas por Oswaldo da Costa Nunes Freire (1974-1979), Sarney foi o gestor de todos os governadores maranhenses.

Por outro lado, a oligarquia sarneysista não aposta em um desenvolvimento autônomo no Maranhão, já que ele significaria o seu próprio fim. Nas principais cidades do estado, com um pouco mais de independência econômica e política, os candidatos da oligarquia vêm perdendo, sucessivamente, as eleições. São Luís e Imperatriz são dois exemplos típicos.
Já Gonçalves aponta em seu livro, como principal estratégia de manutenção e de reprodução das práticas de poder dinástico, a distribuição de cargos e postos entre os parentes consanguíneos, os parentes por alianças, os parentes por afinidades e o compadrio nas mais variadas instituições do estado do Maranhão. José Sarney estabeleceu uma prática privada de exercício político, como também constituiu uma rede de parentesco social ampliado. Para tanto domina os setores da política, da economia, do judiciário, da cultura e das comunicações. Basta ver os nomes dados às obras públicas, tais como a Vila D. Kiola (mãe de José Sarney), Maternidade Marly Sarney (esposa de José Sarney), Creche Rafaela Sarney Murad (neta de José Sarney), Passarela do Samba Roseana Sarney Murad (filha de José Sarney) e o próprio Sarney, que nomeia município, ponte, fórum, escolas e outros. No entanto, o que mais chama a atenção, não pela grandiosidade e sim pela promiscuidade, é o fato de o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, órgão responsável pela fiscalização das contas do governo, ser chamado de Palácio Governadora Roseana Sarney Murad.

Além de José Sarney se reproduzir nas placas de bronze das obras públicas, se apropriou do Convento das Mercês, obra construída no século 17 no qual pregou o Pe. Antônio Vieira, transformando-o em museu particular. Chegou a fazer em um dos pátios internos, debaixo de uma mangueira, um mausoléu, como bom faraó que é, para empalhar seus restos e os de dona Marly. Pegou da União uma ilha – a Curupu –, fazendo-a propriedade privada, onde construiu uma de suas tantas mansões, não permitindo que os pescadores se aproximem dela. Dragas do estado do Maranhão aumentaram a profundidade do “Dono do Mar” para que barcos com maior calado lá chegassem sem problemas. Amante das letras e conhecedor da história, não teve nenhum problema em retirar pedras retangulares (cantaria) das ruas de São Luís, transportadas pelas caravelas portuguesas nos séculos 16 e 17 para dar estabilidade na travessia do Atlântico, calçando suas quintas privadas. É o público e o privado completamente perpassados.

Às vezes o caciquismo sarneysista chega a um estágio tragicômico, como a estratégia atípica adotada para impedir que o irmão do ex-marido de Roseana Sarney Murad – Ricardo Murad – se candidatasse ao governo do Estado, já que concorreria contra ela. Como Roseana estava separada judicialmente de Jorge Francisco Murad, irmão do possível candidato a governador, Ricardo Murad, ela se casou novamente com o ex-marido, impedindo, assim, a candidatura do agora já cunhado.

Ao analisar o poder dinástico no Maranhão, faltou em A Invenção de uma Rainha de Espada mostrar o enriquecimento material da família Sarney; a rápida expansão do Sistema Mirante de Comunicação, uma repetidora da Rede Globo; o crescimento do patrimônio de alguns filhos políticos ilustres da dinastia, conhecidos nacionalmente, como Édison Lobão e Epitácio Cafeteira. Este último, depois de passar do status de aliado a adversário político, retornou à casa do pai em 2005, e esteve envolvido na “Operação Granville”, o até agora não explicado transporte de Cr$ 170 milhões de seu apartamento, em São Luís, para o Rio de Janeiro, em 1990.

A Nova Balaiada – A resistência à oligarquia sarneysista começa a buscar força na história do Maranhão, como no caso da Balaiada (1838-1841), uma revolução acontecida não apenas no interior do Estado, mas em toda a região, que apresentava um caráter de classe bem definido, com trabalhadores escravos, índios explorados e os trabalhadores livres empobrecidos (com o apoio pontual, mais tarde retirado, de um grupo de liberais chamados de Bem-te-vis, que no fundamental respondiam aos interesses da pequena burguesia urbana) lutando contra fazendeiros criollos e grandes comerciantes portugueses que procuravam repassar os custos da crise econômica para as classes debaixo, já que o algodão, principal produto de exportação, sofria forte concorrência do sul dos Estados Unidos. Embora os documentos oficiais do império procurassem descaracterizar o conflito de classes, apresentando-o tão-somente como “rebelião de facínoras” ou “hordas devastadoras”, teve, em determinado momento, que reconhecer que se tratava pelo menos de uma “guerra civil” ou de uma “crua guerra intestina”. A história oficial não conseguiu tirar do imaginário coletivo do povo maranhense esta luta de pobres contra ricos de meados do século 19.

Ocorre que o grupo dinástico de José Sarney, concorrendo mais uma vez ao Executivo estadual em 2006, com apoio declarado do presidente da República, amargou uma dura derrota no segundo turno para Jackson Lago, antigo político oposicionista, ex-prefeito de São Luís e já vencido em outras tentativas de se tornar governador. A derrotada foi nada menos que a guerreira, a Rainha de Espada, ou seja, Roseana Sarney. Desde então, o Maranhão dinástico se levantou e, lançando mão de todos os recursos e subterfúgios jurídicos, está tentando caçar o governo Lago. Diante da iminência da perda de seu mandato, já que o processo caminhou de forma rapidíssima nos tribunais, movimentos populares, sindicatos e partidos políticos de esquerda se reuniram diuturnamente – em meados de dezembro de 2008 – em frente ao Palácio dos Leões, em São Luís, para acompanhar, em um telão, o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. Igualmente, por todo o Maranhão, espalharam-se outdoors acusando a possível cassação de mais um golpe sarneysista. A toda esta movimentação denominou-se de Nova Balaiada, em alusão à luta de classes do século 19. A história, que sempre fora ocultada pela oficialidade, passara a ser utilizada mais uma vez como mecanismo de resistência pelos movimentos populares.

Na verdade, as oligarquias regionais começam a ser golpeadas pelo aumento da luta política e pela conscientização dos grupos organizados. Os movimentos populares, o sindicalismo independente, os partidos políticos comprometidos com as mudanças estruturais, as pesquisas feitas nas universidades com compromissos políticos – como o livro ora comentado – têm contribuído no enfraquecimento dos grupos dinásticos. No entanto, um papel relevante caberia também, ao governo central (Brasília), que poderia ajudar a asfixiar de vez estas estruturas arcaicas de poder. A crise das oligarquias liga-se fundamentalmente à crise do Estado. Terá o presidente Lula interesse em acabar com a oligarquia sarneysista no pobre estado do Maranhão? Os fatos, infelizmente, mostram o contrário. Tampouco a vitória de Jackson Lago aponta diretamente para a superação da mesma. Caberá tão-somente aos maranhenses esse duro embate. Ou seja, Outra Balaida na Ilha da Rebeldia.

* Professor do Departamento de História da UFSC, com doutorado em Ciências Sociais-Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Organizador e autor do livro História e Poder – a reprodução das elites em Santa Catarina (Insular, Florianópolis, 2003)


TEXTO FEITO POR WALDIR JOSÉ RAMPINELLI *

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SPRANG ECO SANS

ecofont

A vida sem freio me leva, me arrasta, no momento em que eu queria ver...

O ano de 2008 foi bem corrido, bem trabalhoso, mas valeu a pena cada segundo, cada momento, cada aspiração, transpiração e inspiração. Principalmente porque estive muito ocupada com a minha gravidez, até nascer um belo menino no dia 07 de setembro e até hoje tenho uma ocupação enorme que pela segunda vez transforma minha vida. E pra dizer a verdade não tenho a mínima vontade de ficar sem essa "ocupação".

Venho aqui escrever um pouco, bem pouco porque eu vivo de inspiração e como diz o Ziraldo, que já confessou que escrever pra ele não é tão fácil quanto era para o Carlos Drummond de Andrade: lutar com a palavra / é a luta vais vã / entretanto lutamos / mal rompe a manhã. Pois é, eu também tenho que lutar com elas, principalmente que não tenho nem tomado café de palavras, ou seja, ler, mas ler de tudo, do azedo à sobremesa. Ando de jejum. Por outro lado há espaço para preencher com novos sabores que aos poucos vou experimentando. Eu viajo sem sair do lugar, tenho essa grande vantagem... E uma página da internet é uma boa oportunidade para exercitar as sinapses. Porque estamos aqui para isso mesmo, senão enferrujamos e desaparecemos! Pensa que não?

A coisa mais importante que aconteceu na vida é a própria chance de cada um de nós ter a oportunidade de estar aqui. Veja bem que essa chance foi entre milhões de espermatozóides tentando chegar a algum óvulo. Então quando vejo alguém reclamando da vida, às vezes morando num lugar maravilhoso com aquele pôr do sol que talvez milhões de pessoas gostariam de ter para elas, penso que esse aí não têm noção do quão difícil foi a chance de estar por aqui, nesse planeta azul, que está no Universo por milhões de anos. E principalmente, não têm noção que várias espécies já se extinguiram, várias foram criadas, várias foram as mutações e nós somos apenas mais uma espécie com a oportunidade de deixar nossa marca na história. Isso é difícil de entender? Mas veja bem, têm pouco tempo que estamos aqui nesse planeta. Até aí morreu o neves.

Diante do incomensurável, somos todos, sem exceção das pedras, vida recomposta!

Por isso a cada momento que meu filho está comigo penso o seguinte: que maravilha essa nossa chance. Vale a pena cuidar de nós. Somos parte importante desse conjunto chamado Vida.

Mas eu quero falar de uma novidade: essa letrinha que escrevo chama-se sprang eco sans e promete gastar menos tinta com a impressão. Que legal! Posso até por em negrito o seu nome...

Mas continue imprimindo pouco e ajudando o nosso planeta.

Se quiser baixar a letra, CLIQUE AQUI. Eu adotei. Ela é bem bonitinha e pequenina não dá nem para ver os charmosos furinhos...

Aviso: Eu ainda não me adaptei às novas palavras da nossa querida língua portuguesa, mas ainda chego lá. Pode esperar. O céu pode esperar. Pelos pelos do meu cachorro Kev. (rsrsrs)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

WADE DAVIS E O NOSSO PLANETA!

Numa entrevista para a revista TRIP, o antropólogo Wide Davis conta como nosso planeta está "achatando".




Ele não explica tudo. Nem pretende. Mas Wade Davis sabe, na pele, do que o mundo é feito. Desde que deixou a casa dos pais na costa oeste do Canadá, no começo dos anos 70, ele nunca teve a pachorra de ficar parado. “Eu queria desesperadamente ter uma vida interessante”, justifica-se. Trinta e tantos anos depois, eis um homem bem-sucedido. Explorador, antropólogo, etnobotânico, escritor, conferencista, fotógrafo, documentarista. Cutucou cantos do planeta que, literalmente, não estavam no mapa. Viveu no gelo, no deserto, em florestas tropicais, montanhas, ilhas e metrópoles. Em uma semana estava recluso na biblioteca de Harvard mergulhado em referências. Na outra, enxotava insetos cáusticos atrás de xamãs na Amazônia. Tudo em nome de uma vocação que se confunde com busca espiritual: trazer a infinita riqueza cultural do mundo aos olhos do Ocidente.

Adequadamente, ele vive em Washington D.C., a capital do grande império. Uma força política e ideológica colossal que se traveste de realidade. Entre os pomposos prédios do poder na Nova Roma, Wade não se ilude. Sabe que, por mais poderosa que sejam, política e economia são apenas cultura. Um conjunto de idéias, puro e simples, apenas mais uma resposta para a pergunta fundamental: nas palavras de dr. Davis, “o que siginifica ser humano?”.

Formado em antropologia e doutorado em etnobotânica (o estudo da relação entre povos e plantas com propriedades medicinais e psicoativas), Wade foi assistente de Richard Evans Schultes, o lendário explorador que “sumiu” na Amazônia por 12 anos e trouxe à tona para o Ocidente nos anos 40 as impensáveis possibilidades das plantas alucinógenas do xamanismo indígena. Foi seu tutor que o encorajou a ir para a floresta – em uma expedição que quase lhe custou a vida. Anos depois, foi Schultes que o convocou para uma viagem que rendeu seu primeiro livro, O arco-íris e a serpente, de 1982.

Em 300 páginas, ele narra sua jornada pelo Haiti, onde descobriu e identificou quimicamente a origem dos zumbis. Os mortos-vivos eram criações reais, pessoas julgadas por sociedades secretas haitianas, vítimas de um potente veneno à base de secreções do peixe baiacu. O feito trouxe respeito ao jovem pesquisador de Harvard, que desde então narra suas explorações mais do ponto de vista de um aluno do que de um professor.


Achatamento global

Dez livros de lá pra cá, quatro deles de fotografia. Wade acaba de lançar um filme em IMAX feito em parceria com Robert Kennedy Jr. sobre a deterioração do Grand Canyon. Também dirige e narra a série de TV da National Geographic Light at The Edge of The World. Mais do que vender uma paisagem exótica e curiosa aos seus espectadores, quer demonstrar que a riqueza da imaginação humana está seriamente ameaçada. “A extinção em massa não é privilégio da biosfera”, diz Wade, “a etnosfera também está em agonia.” Etnosfera, um termo que o próprio cunhou em seu último livro. Um conceito para resumir a rede de linguagem, idéias e crenças que cobre a humanidade.

Trip encontrou com ele em sua ampla casa, um verdadeiro museu de artefatos do mundo todo espalhados entre vastas estantes de livros de toda sorte. Em seu escritório, hoje lotado de obras sobre budismo e escaladas, trabalha duro para acabar seu próximo livro, um projeto de dez anos, sobre as primeiras explorações do Everest, o ambiente budista a que os ingleses foram expostos e o espectro da Primeira Guerra batendo à porta.

Dois dias antes da entrevista, Barack Obama fora eleito presidente dos EUA. Wade ostentava um sorriso de esperança e olheiras de cansaço. No dia anterior festejou... o autodeclarado conservador passou a noite com Bob Weir, vocalista remanescente do Grateful Dead, celebrando a vitória. “Não temos idéia do tamanho da nuvem negra que dissipou”, suspira, enquanto segue na luta para evitar o tão anunciado achatamento do planeta. Porque Wade, e você também, sabe que um mundo achatado, no fim das contas, é mais... chato.


Pra começar: como antropólogo, como você vê a eleição de Obama?
Ah... foi tão importante. Meu medo era de ele não ganhar, e nosso recado para o mundo seria, mais uma vez, que, apesar de tudo o que falamos sobre liberdade e democracia, nossas contradições persistem. Nossos fundadores fizeram uma bela constituição inspirada pelo melhor do iluminismo europeu. Mas com uma contradição fundamental: éramos uma economia baseada em trabalho escravo. Lidar com isso tem sido a nossa história. Obama representa a chance de finalmente começarmos a deixar isso para trás. Segundo, tem algo que acontece nos EUA, que inspira o resto do mundo: em tempos de crise eles encontram grandeza. Sempre foi assim, George Washington, Abraham Lincoln, Roosevelt. Os últimos oito anos basicamente foram uma traição da América e seus valores. É isso o Obama, uma afirmação do próprio espírito americano, um belo novo dia.

Não é perigoso tomar um só homem como um novo dia?
O que vale aqui é a demografia: 69% dos jovens votaram no Obama. Gente de mais de 65 anos votou no McCain. Então a pergunta é clara: quer ser parte do futuro ou do passado? Nem os liberais da minha época podiam imaginar que a geração seguinte iria tão longe. Em duas décadas, as mulheres foram da cozinha para a gerência. Em uma geração, os negros foram do barraco para o Country Club. Gays saíram do armário para o altar. Mas há muito, muito a ser feito.

Por exemplo?
Veja, os EUA se tornaram muito rapidamente a maior hegemonia do mundo desde Roma. E mantiveram essa miopia de um gasto absurdo com defesa e jovens que não sabem absolutamente nada sobre o resto do mundo. Uma porcentagem gigante de jovens daqui não sabe colocar o oceano Pacífico no mapa. Recentemente fiquei sabendo que a maior parte dos congressistas americanos não tem nem sequer passaporte! Esse tipo de isolamento é algo que não dá mais para bancar hoje em dia. E o Obama traz também essa possibilidade.


O que conservam os conservadores nos EUA?
Certamente não estão conservando a natureza.Mas acho que precisamos ser cuidadosos na hora de demonizar esse termo. Eu sou conservador de duas maneiras. Não devo um centavo a ninguém. Que é um valor conservador, republicano. E eu acredito em deixar terra para minhas filhas do mesmo jeito que eu herdei do meu pai. Isso é bem conservador.
Ao mesmo tempo esses caras me consideram um doido esquerdista fã do Grateful Dead. Pelo amor de Deus... somos nós os mais protetores e conservadores. Eu respeito valores tradicionais, valores verdadeiros. E não me importa que deus você adora.

Ao contrário, você parece gostar muito que as pessoas adorem outros deuses.
Sim. Porque muito do conflito das culturas tem a ver com a objetificação do outro. E isso não é exclusividade do Ocidente, é bom que se diga.
Quase todos os povos antigos se enxergavam como os únicos humanos. Ainda hoje muita gente vê os povos da Amazônia como selvagens, as culturas da África como primitivas. A nossa grande ilusão é que pelo nosso inegável e tremendo avanço tecnológico e econômico pensamos que outros povos ficaram para trás, ou parados intelectualmente. E nada pode ser mais falso do que isso.

Olha o budismo tibetano, não é uma ciência? O que é a ciência senão a busca da verdade? E o que é o budismo senão 2.500 anos de observação empírica da natureza da mente? Para o budista a evidência científica é a serenidade que alguém atinge seguindo a prática budista. Um monge uma vez me disse: “Nós não acreditamos que vocês foram para a Lua, mas vocês foram. Vocês não acreditam que nós atingimos a iluminação em uma encarnação, mas nós atingimos”.


Você disse que um dos componentes conservadores é o medo. Você, um conservador, tem medo de quê?
Vivemos em um tempo que é decisivo no que diz respeito a conseqüências. E o que pode ser mais significativo do que, em uma só geração, a perda de metade do legado cultural e espiritual da humanidade? É isso o que está acontecendo hoje. Meu medo é o mesmo da antropóloga Margaret Meade, uma pessoa única. Pouco antes de ela morrer, vendo o mundo indo para um caminho de homogeneidade, de uma cultura moderna tão poderosa que não teria rivais, ela temia que toda a imaginação da humanidade fosse confinada a uma única modalidade cultural e espiritual. E seu pesadelo era que um dia nós nos daríamos conta disso, mas não nos lembraríamos mais o que perdemos. É a degradação tanto da biosfera quanto da etnosfera.

O que é etnosfera?
Eu queria uma palavra que resumisse o seguinte: assim como há a biosfera, a rede biológica da vida, também existe uma trama que envolve a Terra, uma rede cultural da vida. É a soma de todos os pensamentos, sonhos, mitos, intuições trazidos pelo homem desde a aurora da consciência. A etnosfera é o grande legado da humanidade. Assim como a biosfera, a etnosfera também está seriamente ameaçada. E ainda mais do que o meio ambiente, eu diria. Nenhum biólogo ousa dizer que 50% das espécies estão à beira da extinção. Mas é exatamente isso que está ocorrendo com a diversidade cultural. O indicador máximo são as línguas. Hoje há 7 mil delas no mundo. Mas só metade está sendo ensinada para crianças. O que significa que, sem uma ação imediata e abrangente, essas línguas já estão mortas.

E por que a extinção dessas línguas é tão grave como você sugere?
Sete mil línguas representam culturas e modos e vida diferentes. São 7 mil respostas diferentes para a mesma pergunta: o que significa ser humano, o que significa estar vivo? Cada uma é um universo rico de como interpretar a existência em si.

O mundo está achatando?
Eu acho que o mundo continua sendo uma rica topografia do espírito. Não é achatado, mesmo. Nós temos essa idéia de que essas culturas coloridas e exóticas estão fadadas a desaparecer porque são tentativas fracassadas de serem como nós. Que há um sentido natural na extinção delas. Isso é um erro colossal. Na verdade são povos e culturas vivas e dinâmicas que estão sendo levados à destruição por forças claras. Ideológicas, como no caso dos chineses contra os tibetanos, industriais, no caso dos desmatamentos gananciosos, biológicas, como doenças levadas por brancos aos povos do rio Negro. Voltando ao que falávamos, no fim das contas é a economia que está destruindo culturas que não enxergam o mundo por esse prisma.


Entendo, mas por outro lado não é exatamente essa a história humana?
Uma das maiores dificuldades é que todas as culturas são míopes. Quer dizer, são presas a sua própria interpretação da realidade. Quase todas as culturas ancestrais encaram outros povos como não-pessoas. E essa é uma idéia que nós já não aceitamos. O problema é que nós, o Ocidente, não nos pensamos como uma cultura. Não pensamos nesse paradigma econômico, nessa troca global de produtos, capitalismo... qualquer rótulo que queira dar para essa coisa que nós fazemos para gerar riqueza. Não tratamos isso pelo que realmente é: uma opção, apenas uma forma de fazer as coisas. Nós tratamos como a única maneira de fazer as coisas, e como uma onda inevitável da história.

Nós chamamos economia de ciência. Ela ganha uma dimensão de verdade, de uma lei natural como física, biologia.
É! Exato. Como ciências sociais... um oximoro. A desculpa acadêmica é que a economia é baseada em matemática. Mas o que temos visto nos últimos meses deixa claro que essa economia é um jogo baseado em ganância mesmo. Lucro sujo, ponto. Todo mundo sabia que isso acabaria em desastre.
E eles continuaram até o fim por pura ganância. E está provado que essa idéia de desregularização é a permissão para o espírito da ganância agir livre.


E por que o mundo caiu nessa?
Nós empurramos ao mundo a idéia de que, se eles seguirem esse caminho, logo também chegarão ao nosso nível, ao lifestyle da Califórnia. Mas para todos desfrutarem essa vida precisaríamos de quatro planetas só para extrair energia. E muita gente é seduzida pela idéia do moderno e vira as costas para sua cultura para subir uma escada que leva a lugar nenhum. O fato é que o modelo ocidental que tanto veneramos está por aqui há 300 anos, isso é muito raso, mas teve um impacto profundo na capacidade de sobrevivência de muitas espécies. Meu Deus, nós estamos a ponto de acabar com os peixes nos oceanos, acabando com florestas nativas no planeta todo, mudamos a química da atmosfera, as grande geleiras estão derretendo...

Qual é a grande ameaça então?
É o poder e a miopia que destroem as culturas. O que precisamos é achar meio de as pessoas desfrutarem os benefícios do nosso modelo, que são muitos, sem que isso nos defina como pessoas. O que interessa aqui é que cultura não é algo trivial, decorativo. Cultura é um corpo de morais e valores de que nós precisamos para domar o coração bárbaro que existe muito perto da nossa superfície. É a cultura que permite dar sentido a um sentimento, a superar o medo. O ponto é que, se você entende que essas culturas não estão destinadas à extinção, então você entende que, se o ser humano é o agente de destruição cultural, podemos ser os facilitadores da manutenção das culturas diversas do planeta.



Tem gente que defende um mundo mais homogêneo como uma possibilidade maior de harmonia, entendimento...
Muita gente fala que o mundo poderia ficar melhor com uma só língua. Para todo mundo se entender. Eu acho ótimo, então vamos aprender ioruba, que tal? Assim, uma pessoa que fala inglês pode entender como seria ser silenciada, não ter como transferir a sabedoria dos seus ancestrais. Mas é exatamente isso que acontece com muita gente a cada 15 dias. A cada 15 dias uma língua é extinta do mundo. Imagine o tanto que seria perdido se tudo o que foi escrito em inglês simplesmente sumisse. Todo Shakespeare, todo manual da Microsoft... O mundo não seria um lugar mais pobre? Eu já vi gente dizendo, “o que importa para mim se uma tribo na Amazônia sumir?”. OK, talvez nada... mas o que importaria para uma tribo da Amazônia se Nova York desaparecesse? Nada também... Mas o mundo não seria um lugar melhor se as duas possibilidades continuassem existindo?

Qual é então o bom legado do Ocidente?
Nada do que eu digo é para denegrir o Ocidente. Eu celebro o Ocidente assim como outras culturas. Eu não quero viver em um mundo sem os insights do budismo tibetano, da mesma forma que se eu sofrer um acidente de carro não vou querer um herbalista do Nepal – eu quero um hospital! Intelectualmente falando a grande idéia do Ocidente foi o iluminismo, a defesa de que o indivíduo tem o direito de determinar seu próprio destino, de se livrar da tirania do coletivo e da Igreja. E toda a ciência... Pense o que significa saber, sem sombra de dúvida, que temos um genoma praticamente idêntico, que todos os seres humanos são descendentes de um grupo de mil que saiu da África há menos de 100 mil anos. Isso não apenas destrói qualquer justificativa para o racismo como demonstra que, se nossas diferenças são tão grandes, nossas semelhanças devem ser muito maiores.

Onde esse pensamento falhou?
O iluminismo cresceu de forma extrema no positivismo, dizendo que se um evento não pode ser medido então ele não existe. Esse novo dogma acabou em uma obsessão por medir o homem, estabelecer padrões, por tratar todas as idéias místicas como bobagem. Acho que fomos muito longe nisso. Porque intuições sobre o espírito, idéias de Deus, de mitos, memória... tudo isso nos inspirou por milênios. A extrema desmistificação do mundo pela ciência ocidental também tem um paralelo social. As pessoas do mundo moderno são livres para pensar o que quiserem, mas também perdem um conforto que havia na fé e numa estrutura social mais sólida.

Você é o primeiro a afirmar que as culturas de todos os povos são diferentes ao interpretar a existência, ao achar sentido em ser humano. Depois de ter tantas versões, qual a sua?
O grande mistério da nossa espécie é o nascimento da consciência, o que nos distingue. A linguagem, o crescimento do cérebro, algum catalisador evolucionário nos encheu de consciência.



Isso implica uma resposta mística, espiritual para a existência?
O nascimento da consciência foi o nascimento do desencanto. Do surgimento das eternas perguntas: como e por quê? Se essa busca é real, externo no universo, ou se é apenas uma conseqüência dos nossos processos mentais, eu não sei. Mas acho que no fundo não importa. Porque claramente satisfazer os impulsos da consciência, ocasionalmente alterar essa consciência através de técnicas religiosas, é tão recorrente na história humana que precisa ser entendido como um componente do apetite humano. De onde quer que venha a consciência, da alma, de fora, de dentro, de algo comum a todos... isso nunca vai ser respondido. O que importa é reconhecer que somos feitos de dois elementos. O corpo e a consciência. E que felicidade?
E você, como sacia esse desejo? Indivíduos como eu, que pularam fora das suas crenças originais, precisam achar seus próprios meios. Eu faço isso buscando crenças e culturas que me inspirem. E faço com um senso de missão, de propósito, com um forte senso de justiça social, que é trazer essas histórias para a atenção do público. Eu acho importante que as pessoas saibam que nos Andes tem gente que acha que as montanhas são vivas e que respondem aos homens. Não são apenas pilhas de pedra para serem exploradas. Que na Polinésia os homens sabem ler o mar e o clima com precisão através de sinais para os quais somos cegos. E tenho essa sorte extraordinária de poder fazer filmes e livros sobre eles.

Fonte: revista TRIP

domingo, 4 de janeiro de 2009

PISE NA GRAMA!

Pesquisas comprovam que pisar na grama é uma atividade extremamente relaxante. Pena que, em muitos lugares, seja proibido. Isso não será um problema para você, depois que conseguir seu próprio chinelo com grama! A fabricante de rosquinhas Krispy Kreme, que desenvolveu o chinelo como campanha promocional no último verão europeu, garante que a grama vive até quatro meses, se regada e cuidada adequadamente.

AOS AMBIENTALISTAS, AQUELE ABRAÇO!

Para você que é um ser humano, simpatiza com a causa ambiental e faz de tudo por "um mundo melhor"; Para você ambientalista: assista o vídeo abaixo do comediante George Carlin, onde ele fala sobre a pretensão humana de "salvar o planeta".

Como estamos enganados!!!


domingo, 30 de novembro de 2008

TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA 2008

Desde 1983 - 1984, não acontecia tamanha catástrofe na região do Vale do Itajaí e também na cidade de Itajaí. Em 1855, Hermann Blumenau, fundador da homônima colônia no vale, já descrevia a grande cheia do rio que assolou a região naquela época, elevando o nível do Rio Itajaí-açu à 15 metros em um único dia. Mas a atual tragédia apesar da semelhança com o passado, teve um quesito diferente: morros vieram abaixo com casas e tudo (Morro do Baú na cidade de Ilhota) depois de quatro meses de chuvas sem parar e um absurdo encharcamento do solo. Isso já aconteceu em janeiro deste ano e com um mês chovendo sem parar, houve vários desabamentos na região da grande Florianópolis e Unidades de conservação como a RPPN Rio das Lontras amarga prejuízos com a estrada de acesso até hoje. Foi apenas uma prévia do que viria a acontecer. Cidades como Angelina e São Pedro de Alcântara decretaram estado de emergência já nesta época.

O que estaria acontecendo com o clima da região? Além das construções irregulares em topos de morros e na beira de rios, está claro que 4 meses de chuvas sem parar com intervalo mínimo de um dia de parada nesse período é conseqüência certa do aquecimento global. E infelizmente se nada for feito no planeta iremos observar cada vez mais o aumento de catástrofes como essa.

Em 1983 eu presenciei a grande enchente que houve no Vale do Itajaí, em especial na cidade de Itajaí, minha cidade natal, e a casa dos meus pais tanto daquela vez quanto agora foram um dos poucos lugares que a água não chegou. Mas quase. Do jeito que a coisa vai, sempre batendo recorde atrás de recorde é assustador imaginar uma próxima catástrofe.
O fato é que as mudanças climáticas trazem grandes catástrofes e se junto a isso a ocupação do ser humano continuar sendo em volta de rios e morros, mais a destruição do pouco que sobrou da mata atlântica, (que um dia já cobriu toda Santa Catarina) o cenário que iremos presenciar será aquilo que nem desejamos imaginar.
Muito se fala em reconstruir. Sim, é isso que certamente vai acontecer. Mas vamos reconstruir respeitando o meio ambiente que consequentemente iremos poupar vidas e quem sabe evitar grandes tragédias como essa. E continuar lutando para que passe a "febre" do nosso querido planeta!

Abaixo fotos que dizem mais que mil palavras:







Fotos da web enviadas pelos internautas.

Por que choveu tanto em Santa Catarina?

A combinação de três fenômenos meteorológicos causou o volume recorde de chuvas. Eles podem ser reflexo de alguma alteração no Oceano Pacífico, ainda não detectada pelos especialistas. Como esses fenômenos são naturais e já aconteceram outras vezes, é pouco provável que sejam resultado do aquecimento global.

Revista Época


1 VENTOS

Desde o início de novembro, uma área de alta pressão (anticiclone) originária da região polar está estacionada sobre a costa da Região Sul. Ela tornou mais intensos os ventos que sopravam do oceano para o continente, carregando o ar úmido. Os ventos permaneceram nessa mesma direção durante 20 dias, período maior que o usual (cerca de dez dias) .

2 EVAPORAÇÃO

A quantidade de vapor d’água transportada até o continente também foi maior que o normal. Isso aconteceu porque as águas do litoral estavam entre 0,5ºC e 1ºC mais quentes que o habitual. Isso aumentou a evaporação.

3 NUVENS

Nas nuvens de chuva, o vapor que sobe das camadas inferiores se transforma em cristais de gelo. Eles caem do alto das nuvens e se tornam chuva pesada à medida que se precipitam. Desta vez, a temperatura nas camadas altas da atmosfera estava mais fria. Era de -180C, quando o habitual é -70C. Por isso, a nuvem ficou mais carregada e a chuva foi mais intensa.

Fonte: Pedro S. Dias - Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

FLORIANÓPOLIS - CURTA ILHA!



Florianópolis ganhou novamente esse ano, o título de melhor destino do país. Sinceramente, se fosse depender disso não viajaria para lugar nenhum. Pois como sempre a propaganda é maior do que os problemas que geralmente acontece por falta de uma política de infra-estrutura. A começar pelas informações na cidade: símbolos da cidade que estão deteriorando, a falta de qualidade na prestação de serviços, a sinalização deficiente e (principalmente!) a ausência de informação sobre a história que, largados, viram alvo de depredação.

Então se esse é o "melhor destino", fico imaginando o pior...

Claro que a ilha é da "magia" e encantadora por suas belezas. Mas digamos que todo verão ela recebe visitas demais para sua capacidade receptiva.

Um vídeo chamado Curta Ilha, que coloquei acima e que está no youtube, recebeu mais de um milhão de acessos mostrando a aventura de um turista na ilha de Santa Catarina.

Não chega nem perto da realidade, claro, mas dá uma pequena amostra do que o visitante pode encontrar. Tem vinte e seis minutos de duração e se você tiver paciência de assistí-lo inteiro, certamente vai encarar horas de *congestinamento, falta de água,de luz e às vezes, de sol mesmo!

O filme é dirigido por Rafael Schlichting com roteiro de Cláudia Cárdenas. O turista é vivido pelo ator Mário Filho e a nativa pela Joana Felício. Mais no elenco: Severo Cruz, Luiz Carlos Conti, Sheila Sabag, Marcia Konder, Luiz Arthur. Assista e tire as suas próprias conclusões.

*isso não é mostrado no Curta.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

4 anos é muito tempo...


Ainda bem que não faz esse tempo que não escrevo no blog...
Alguns leitores andam escrevendo mensagens dizendo que eu poderia escrever com maior periodicidade, mas o fato é que ando muito ocupada com o meu novo rebento e simplesmente não sobra quase tempo para escrever, aliás, para mais nada (rsrsrs). Mas a minha caixinha de anotações de assuntos e as antenas estão funcionando sempre. Já sairá do papel e virá correndo para essa página da internet. Atendendo a pedidos, aqui vai esta postagem.

Muito antes das eleições de 05 de outubro venho querendo escrever sobre a campanha da Justiça Eleitoral para o voto consciente. Foi muito legal e dei muita risada ao ver a cidadã andando em círculos e também muito divertido ver o cidadão com a incômoda abelha no ouvido por quatro anos. É realmente assim que a mensagem deve ser passada ao subconsciente. Você lembra em quem votou nas últimas eleições? Pois é, se não lembra, certamente há uma grande chance de seu voto não ter sido consciente...

Estava assistindo o Jô Soares onde ele entrevistava o Washington Oliveto (publicitário), cuja agência fez essas maravilhosas propagandas de graça. Fiquei tão impressionada com essa mensagem, que despertou em mim uma obrigação de fazer bem feito a minha parte. Fui até a cabine de votação e deixei lá a minha opinião sobre os próximos quatro anos. Ainda que seja uma gota no oceano nunca vai deixar de ser uma "gota"! Espero que venham propagandas cada vez mais instigantes como estas. O Whashington fez a marcante propaganda do primeiro sutiã. Ficou para a história. Até hoje tudo que é a "primeira vez de", presto muita atenção porque vai ficar marcado para o resto da vida.

Acredito que se o voto não fosse obrigatório e que se os políticos para concorrerem aos cargos públicos tivessem que ter na bagagem um bom currículo, a coisa seria bem melhor. Por quê para concorrermos a bons empregos precisamos estudar muito e apresentar muitos anos de dedicação e os políticos não? Qualquer um pode tomar conta do nosso quintal assim fácil?
Mas a vida muda, como já mudou muito. *("Nunca na história desse país..."). Quem sabe no futuro próximo seja proibido um candidato que mal saiba ler e escrever dispute o pleito. Têm que ter um currículo, no mínimo.

Muito chata foi a vitória eleitoral na cidade que moro, onde há o partido A e o partido B. Até hoje estão soltando foguetes sem parar. Ouvi dizer que não é para comemorar a vitória, mas sim para irritar o adversário. O pior é que se a situação fosse inversa, seria a mesma postura, como já aconteceu. Néscios e desocupados!

E nós cidadãos que queremos uma cidade melhor, mais limpa e mais saudável, o que temos haver com isso?

Às vezes fazem-se necessários à saúde times A, B, C, D...

Uma vez minha filha perguntou por quê esses pequenos partidos existem? Respondi exatamente isso. Porque atiça a concorrência.

A concorrência é a palavra chave para boas mudanças. E os bons devem participar!

Abaixo um registro da Propaganda Eleitoral para ficar na história:

são 4 vídeos com cerca de 4 minutos para ajudar o eleitor a pensar nos próximos 4 anos!








Bonito quando a mensagem é bem feita!


E aí, vai deixar o tempo passar?

* Frase do Presidente Lula.