terça-feira, 15 de abril de 2008

Biocombustíveis: o substituto natural do petróleo

Comida para matar a nossa fome e também das nossas máquinas...

O que são biocombustíveis? Os biocombustíveis são fontes de energias renováveis, derivados de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas, biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica. Em alguns casos, os biocombustíveis podem ser usados tanto isoladamente, como adicionados aos combustíveis convencionais. Como exemplos, podemos citar o biodiesel, o etanol, o metanol, o metano e o carvão vegetal. Seus benefícios ao meio ambiente são fundamentais para que esse tipo de energia seja cada vez mais utilizado, uma vez que estão associados à redução dos gases de efeito estufa, e de outros poluentes atmosféricos, tais como o enxofre, além da redução do consumo de combustíveis fósseis (petróleo).

No Brasil apenas recentemente esse combustível entrou para o mercado consumidor e sendo totalmente miscível pôde ser adicionado ao óleo diesel. O Brasil é reconhecido mundialmente pelo pioneirismo na introdução do etanol em sua matriz energética. Inicialmente, o álcool etílico anidro foi adicionado à gasolina como oxigenante, tornando-se a mistura compulsória a partir de 1938. Mas atualmente o seu uso vêm sendo criticado como se perturbasse a produção e os preços dos alimentos no globo. Isso soa como desinformação e contrapropaganda que no mundo dos negócios têm tanto peso quanto informação e propaganda. A quem interessaria isso? Talvez a alguns setores da indústria do petróleo e a outros da indústria de alimentos que perderam dinheiro por não conseguirem preço no mercado. Um modo de inverter os fatos é justamente "assustar" o mundo com a idéia de que irá faltar alimentos.


Por outro lado, o que mais deve ser levado em conta é o impacto que as monoculturas para a produção de biocombustíveis causam. As grandes plantações de cana-de-açúcar para produção do álcool, por exemplo, detonaram grandes áreas do pouco que resta da Mata Atlântica especialmente no nordeste brasileiro e certamente será um agravamento desse quadro se o biodiesel vier a ser produzido em larga escala. Serão milhares de hectares com plantações de soja, a colza, o pinhão manso, mamona, dendê, girassol e macaúba.

Os biocombustíveis são energias renováveis e soltam menos CO² na atmosfera, mas para produzi-los é necessário um aprimorado estudo de impacto ambiental que determinada planta, em determinado bioma vai acarretar. Senão vai acontecer o mesmo que muitos usineiros tiveram que fazer: recuperar os fragmentos e proteger os que restam por causa da erodibilidade dos solos mais as alterações no clima.

A população do mundo vêm crescendo sem parar desde que o homem descobriu a agricultura, embora algumas civilizações tenham seguido caminhos alternativos dos conhecidos pelos arqueólogos. "O homem do Neolítico observava a natureza e constatava, por exemplo, que uma semente podia dar origem a uma planta", diz a geógrafa Silvia Maranca, do MAE da USP e do Museu do Homem Americano para a revista superinteressante/abril-2008. Saíram a partir daí as primeiras roças. Isso tranformou aquele homem primitivo nos mais de 6 bilhões e 600 milhões de pessoas dos dias atuais. E a previsão é que continuaremos a aumentar. O desafio desse sucesso populacional dependerá mais uma vez da inteligência em tranformar de forma sustentável o que ele têm em mãos: a Terra. Não têm outra alternativa senão usar os recursos naturais, renováveis ou não, ao seu favor bem como da sua casa que é o Planeta.

A propósito leitor: quando terminei de escrever este texto a população do mundo estava em 6.666.262.837 bilhões, como consta no globo do site poodwaddle.com no ícone aqui ao lado no meu blog. Convido-lhe a passar aqui amanhã, depois de amanhã, daqui a uma semana... comparar esses números e reparar na quantidade de gente que vai aumentando no mundo a cada dia. Confira. É muita gente, é uma loucura. Como frear esse relógio?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Hit do Verão em Floripa

Estava dando um passeio pelos canais de música uol e pesquisando quais foram os hits mais tocados nas paradas de sucesso. Fiquei muito surpresa com a primeira colocada das 20 mais tocadas: MC Créu - Dança do Créu. Você não sabia? Nem eu... A música tenta ensinar a cantar "créu" bem devagarinho até a aceleração total.

A segunda vem com Rihanna - Don't Stop the Music. Essa é legalzinha mas créu ganhou disparado.


A terceira foi uma brasileira e na minha opinião deveria estar em 1º lugar nessa lista: Vanessa da Mata e Ben Harper com Boa Sorte/Good Luck. Essa música é curiosa e bem gostosa de ouvir e não exige que você faça ginástica com a voz. É só ouvir. A lista vai embora e Rihanna volta com mais uma: "Umbrella" na 8ª. Britney Spears vem em seguida com "Piece of me" figurando a nona posição. Não adianta falar de posições... o povo quer "créu, créu, créu"...

Mas a minha preferida desse verão acabou sendo algo que não está em nenhuma lista (por isso mesmo!) e venho procurando o nome desse hit desde dezembro do ano passado. Quem teve como música de fundo no seu quadro no Jornal do Almoço foi Cacau Menezes. É claro que não só eu, mas todo mundo queria saber que música é essa. E o danado só hoje divulgou...

Hoje é sexta-feira, um calor bom de 26° por aqui e nada melhor que encher os ouvidos com essa mistura fina de baião com música eletrônica e otras cositas más. Na semana que vêm vou falar de biocombustíveis, China, bizarrices etc. Aguardem!


O Cacau me deixou curiosa e sinto muito, mas vou fazer o mesmo com vocês... Quem quiser saber o nome e quem canta esse hit clique AQUI!

Aí vai,

Enjoy!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dirigir falando ao telefone é como beber


Policial militar é flagrado falando ao telefone. Que péssimo exemplo!



Telefonar é como beber? Cuidado! Pode ser pior...

Se um dia você tiver de escolher entre embarcar num carro dirigido por um motorista embriagado ou por um falando ao celular, não tenha dúvida: vá a pé. Conversar no celular ao volante reduz a concentração em até 37%, levando o motorista a cometer erros semelhantes aos de um condutor embriagado, de acordo com estudo da Universidade Carnegie Mellon (EUA). O uso de celulares para conversar, discar e enviar mensagens de texto têm sido motivo de preocupações ligadas à segurança. Mas este estudo, pela primeira vez, usou imagens de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir um interlocutor durante uma ligação.


A redução da atividade cerebral associada à direção de um veículo pode levar o motorista a se mover de uma pista para outra de maneira errática, como foi verificado em testes feitos com 29 voluntários usando um simulador. Este é um erro comum entre motoristas embriagados.


O estudo mostrou ainda que fazer ligações mesmo sem segurar o celular na mão (por exemplo, botões instalados no volante ou o comando de voz) não é suficiente para eliminar a distração dos motoristas. Eles precisam manter não apenas as mãos na direção, mas também o cérebro concentrado na rua, disse o neurocientista Marcel Just, diretor do Centro para Imagem Cerebral Cognitiva de Carnegie Mellon.


Um estudo anterior da Universidade de Utah (EUA) já constatara que os motoristas são tão ou mais propensos a causar um acidente de carro enquanto conversam ao telefone do que quando dirigem embrigados.


- O risco em que alguém coloca a si mesmo e aos outros quando dirige falando ao celular é o mesmo que ele colocaria se assumisse o volante embrigado - diz David Strayer, professor de psicologia e um dos principais autores do estudo da equipe de Utah.


Na verdade, a pesquisa descobriu que os condutores que falam ao celular, mesmo quando utilizam dispositivos que dispensam do uso das mãos, podem ser até mais perigosos. Usando um simulador de direção sob quatro diferentes condições (sem distrações, usando um celular de mão, falando num celular viva voz e com um nível de 0,08% de álcool no sangue), os 40 participantes do estudo deviam seguir um carro de teste que freava repentinamente.


Os motoristas falando ao celular andaram mais devagar, frearam mais lentamente e se envolveram mais em colisões ou quase colisões.


Os três únicos que bateram no carro de teste estavam pendurados no celular. Nenhum dos bêbados se acidentou.


Fonte pesquisada: ciência DC (Diário Catarinense) Foto: Web

terça-feira, 1 de abril de 2008

DNA e nossas origens


Sequência DNA

Entenda como o DNA é usado na busca por origens:

De onde viemos? A resposta pode ser mais profunda do que imaginamos. Um estudo do DNA ajuda a identificar ancestralidade e a BBC Brasil lançou o especial Raízes Afro-brasileiras, que busca a origem genética de celebridades negras do país e discute a composição de parte da sociedade brasileira. Os resultados mostram a origem dos ancestrais, paternos e maternos, mais distantes desses brasileiros e estima também o percentual de genes europeus, africanos e ameríndios (indígenas) de cada um deles.
Mas como são feitos esses testes e o que eles significam?
Seguem as explicações:
Como são feitos os testes?
É usada uma auto-coleta. A própria pessoa usa um kit que contém duas escovinhas e dois recipientes com álcool. Ela passa as escovinhas na boca para coletar células e as guarda nos recipientes, que são enviados para o laboratório.
Depois, a equipe do laboratório separa as células bucais do álcool e libera o DNA que está dentro delas.
As seqüências genéticas observadas no DNA analisado são, em seguida, comparadas com as que estão cadastradas em bancos de dados internacionais. Os resultados indicam, assim, em que populações foram encontrados conjuntos de seqüências genéticas (haplogrupos) iguais aos da pessoa analisada.
O que é o teste de ancestralidade genômica e como ele é feito?
O teste de ancestralidade genômica estima as porcentagens de genes europeus, africanos e ameríndios (indígena) de um indivíduo. As estimativas são baseadas na análise de determinadas regiões do genoma escolhidas por revelarem traços que distinguem genes associados à cada região geográfica. Assim, elas representam uma "média" do código genético de uma pessoa.
Os resultados dos exames dos convidados da BBC Brasil se basearam na análise de 40 pontos do genoma, que tem cerca de 25 mil genes. Essa é a metodologia usada pelo geneticista Sérgio Pena, professor titular de bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor do laboratório Gene, responsável pelos exames.
Essas regiões são sempre as mesmas?
Não. O Dr. Pena escolheu essas regiões com base em seus estudos, mas outros especialistas podem utilizar um número diferente e porções diferentes do genoma. Segundo a professora titular de Organização do Genoma Humano do Departamento de Biologia da USP Regina Célia Mingroni Netto, "quanto maior o número de marcadores, melhor a estimativa, mas sempre será uma estimativa" já que é impraticável analisar todo o genoma.
E os testes de ancestralidade paterna e materna?
A ancestralidade paterna é rastreada pela análise do cromossomo Y (presente exclusivamente em homens), que é transmitido apenas de pai para filho e, a não ser em casos de mutação, sem sofrer mudanças.
O chamado marcador de linhagem revela assim o ancestral paterno mais antigo antes de uma mutação.
Ou seja, o Y de alguém que vive hoje no Brasil pode ser idêntico ao de um português que viveu no Algarve três séculos atrás ou ao de um africano trazido como escravo da África Ocidental no século 16.
O marcador da linhagem materna é o DNA mitocondrial, um "pedaço" de DNA que filhos homens e mulheres herdam apenas da mãe e que também atravessa gerações sem sofrer mudanças, salvo em caso de mutação. São os haplótipos (seqüências genéticas) encontrados no DNA mitocondrial que são comparados com os dos bancos de dados para determinar de onde saiu a ancestral materna mais antiga daquela pessoa.
É possível dizer há quanto tempo viveram esses ancestrais?
Não. Calcula-se que uma mutação ocorra a cada cinco mil anos, mas não há regra absoluta. Ou seja, ela pode ocorrer num tempo maior ou menor do que esse e, portanto, não é possível dizer a que época o Y ou o DNA mitocondrial analisados remetem. Quanto mais recente a mutação, maior a chance de se ter precisão geográfica nos resultados. Isso porque linhagens mais antigas que não tenham sofrido mutações por milhares de anos tiveram mais tempo para se espalhar e por isso geralmente têm um maior território de distribuição. Dessa forma, os haplótipos de uma linhagem antiga tendem a ser encontrados em um grande número de regiões enquanto as mais recentes tendem a ser encontradas em um número mais restrito.
É possível haver uma dissociação entre os resultados dos testes? Ou seja, por exemplo, o teste de ancestralidade genômica indicar que uma pessoa é 70% européia, mas os seus testes de ancestralidade materna e paterna indicarem ancestrais africanos?
Sim. O geneticista Francisco Salzano, professor titular de Evolução Humana da UFRGS, explica que a vantagem de estudar esses marcadores é que eles revelam informações bastante precisas porque não se recombinam ao longo das gerações. "Acontece que eles são uma porcentagem muito pequena do nosso genoma. O DNA mitocondrial e o cromossomo Y são unidades muito pequenas e podem não estar dando uma visão correta do que houve ao longo das gerações. Se a gente marcar 16 gerações - desde o descobrimento do Brasil, quando começou a haver mistura neste país - pode ter havido cruzamento em diferentes direções (que o DNA mitocondrial e o cromossomo Y não refletem)."
Existe uma margem de erro para os resultados? Se alguém refizer o teste pode ter resultado muito diferente?
Sim. Especialmente os de ancestralidade genômica, que são estimativas feitas com base em um processo de amostragem. O "padrão de erro" depende da metodologia adotada. No caso do método do Dr. Pena, ele próprio calcula a margem de erro em cerca de 2,5%. Sendo assim, resultados que indicam que uma pessoa tem entre 1% e 2% de uma determinada ancestralidade não são significativamente diferentes de zero. Além disso, os resultados de exames feitos por outro laboratório podem diferir se a amostragem for feita com base em outras regiões do genoma.
É possível alguém ser considerado negro, com características físicas mais africanas, ter uma composição genética majoritariamente européia? Por quê?
Sim. Porque os genes que determinam o nível de pigmentação da pele (e outras características como textura de cabelo, formato de nariz etc.) são uma parcela ínfima dos cerca de 25 mil genes que compõem o genoma humano. Em tese, uma pessoa considerada de origem africana meramente pela cor da sua pele pode ter percentual igual ou maior de genes europeus do que uma pessoa “branca”.
É possível falar em "raça"?
O termo "raça" é atualmente evitado por muitos geneticistas pela conotação política que já carregou e pelo uso ideológico que já foi feito em teorias racistas. Eles preferem usar conceitos como grupos continentais.
O geneticista Diogo Meyer, professor do Instituto de Biociências da USP, afirma que a criação do conceito de raça foi uma tentativa de explicar as diferenças entre os subgrupos da espécie humana, mas que os critérios originalmente usados como cor da pele ou formato do rosto não se confirmaram como os diferenciais de cada grupo nos estudos genéticos.
Assim, mais do que agrupar humanos como "negros", o que denota apenas a cor da pele, Meyer explica que é mais preciso identificar um grupo "africano", que, por meio do processo de seleção natural, desenvolveu, entre outras características, a cor da pele mais escura, mais apropriada para a vida na África. Ou seja, as diferenças entre os grupos estariam mais ligadas a origens geográficas do que a características físicas.
Já o geneticista Francisco Salzano sustenta que, apesar do mau uso que já foi feito do conceito de raça, o fato de ser possível distinguir características associadas a cada a grupo continental por si só já justifica o uso do termo raça.
"Uma raça é uma subespécie. A espécie humana se diferenciou em grupos continentais. Agora, com o aumento do fluxo intercontinental essas diferenças estão desaparecendo. Isso não significa que eles não tenham ainda diferenças genéticas marcantes", diz Salzano.

Pois é, a globalização está fazendo desaparecer 'raças'. Estamos diante de uma salada global...


Fonte pesquisada: BBC Brasil

sexta-feira, 28 de março de 2008

Floripa 282 anos

Praia de Coqueiros na parte continental da ilha.

No dia 23 de março passado, essa jovem senhora hospitaleira que abriga de manezinhos a imigrantes que vieram de várias partes do país e também de fora, completou 282 anos. Digo jovem senhora porque na visão dos escritores, bem como das lendas e imaginário popular, Floripa seria uma mulher deitada em meio ao oceano. Depois que o mundo descobriu suas belas paisagens, quarenta e duas praias de encher os olhos, não pára de chegar gente. O aeroporto Hercílio Luz é o terceiro mais movimentado do Brasil em vôos "charters", com mais de 2 mil operações por ano.
O visitante que chega de avião já avista a pequena ilha do Campeche que remonta o que já foi um dia do aviador Antoine de Saint-Exupéry que aterrissava na praia do Campeche no início dos anos 1930.


Mercado Público.

O centenário mercado público é "universal" e passagem obrigatória para quem quer experimentar tanto as ostras da Costeira e de Santo Antônio de lisboa quanto tainhas e ovas fritas fresquinhas. Tudo isso e muito mais encantam os visitantes e povoam sonhos de muitos a virem a morar nesse paraíso em busca de qualidade de vida.
O desafio agora é equilibrar essa beleza com a infra-estrutura necessária para que essa cidade não se torne caótica como as grandes cidades. É a capital que mais cresce no país e são 222 mil carros cadastrados, na grande maioria para uso individual. A ponte que liga a ilha ao continente fica congestionada em horários de pico, resultado da falta de planejamento das últimas décadas.

Mas a natureza dá seu grito e muita gente quer de volta aquela tranquilidade de tempos atrás.
Desenvolvimento (muito) sustentável e vida longa a essa ilha da moça faceira!

Fotos: Arquivo pessoal

quinta-feira, 27 de março de 2008

Água: o precioso recurso natural (não) renovável?

A Ong WWF faz um alerta no dia Internacional da Água nas cataratas do Iguaçu.

No dia 22 de março passado, comemoramos o Dia Internacional da Água. Parabéns, muita saúde e vida longa para esse líquido tão essencial que representa a própria vida!
Mas como estamos cuidando desse recurso natural? Será que a fonte pode secar? Em geografia estudamos que a água é um recurso natural renovável, pois pode ser reciclada mas a contaminação e vários outros fatores podem fazer diminuir drasticamente essa possibilidade. Assim como as matas, que são renováveis, mas é necessário tê-las sempre preservadas.

Desde que nascemos, assim como nossos pais, avós, tataravós, etc, a quantidade de água potável do planeta é a mesma. O crescimento da população mundial desafia o futuro: gerenciar os recursos hídricos de forma sustentável. Nosso atual modelo de desenvolvimento vêm provocando períodos cada vez mais longos de falta de chuvas, causando sérios problemas de abastecimento, produção de alimentos e conflitos políticos e sociais em algumas regiões do mundo.

Jato gigantesco de água faz chineses pararem para refletir?

De acordo com relatório das Nações Unidas, 1,1 bilhão de pessoas vivem sem água potável em condições apropriadas e 2,6 bilhões não têm acesso ao saneamento básico. Enchentes e secas matam mais que qualquer outro desastre natural e doenças ligadas a falta ou mau uso desse recurso causam a morte de milhares de crianças todos os dias.
Na Índia, por exemplo, somente 232 cidades das mais de 4.700 têm um sistema de escoamento de dejetos, que mais transborda que escoa: em Calcutá, cidade de 14 milhões de habitantes no sul do país, a rede é a mesma instalada pelos ingleses no século 19 - e para uso de 600 mil pessoas. O curioso é que foi neste mesmo país onde surgiu a primeira privada com descarga ligada a um sistema de esgoto e 4.500 anos mais tarde o país enfrenta o maior problema sanitário do mundo.

Agindo localmente, cada estado deve ter um Plano Estadual de Recursos Hídricos. O PERH aqui em Santa Catarina está sendo elaborado por meio de convênio com o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), no valor de 1 milhão e 250 mil reais. Fora isso estão sendo criadas usinas termelétricas no oeste e sul de Santa Catarina que farão o aproveitamento dos dejetos de aves e suínos para geração de energia, que segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável vai proteger o grande aqüífero que abrange o estado: o Guarani. Aqui no blog já publiquei uma matéria bem abrangente sobre esse "tesouro". Veja
AQUI.

No blog da minha filha - o PITAQUINHOS DA FERNANDA, ela encontrou uma matéria onde a água numa garrafinha pode custar cerca de 80 reais. Achou caro? No futuro pode ser bem mais...

sexta-feira, 21 de março de 2008

Páscoa e Farra do Boi



Como todos os anos pelas bandas do litoral de Santa Catarina a Farra do Boi continua acontecendo (tradição trazida pelos descendentes de açorianos há 200 anos). Hoje esta prática está proibida, mas têm cidades onde a farra é um evento normal. Dentro de mangueirões ou nas próprias ruas da cidade e muitas vezes com total "apoio" de autoridades políticas, a lei é desrespeitada. Prova disso acontece em Governador Celso Ramos onde a população se "organiza" fechando suas casas com cercas improvisadas, alugando casas a um preço bem alto para possíveis "turistas" e as delegacias bem próximas fazem vista grossa para o movimento ao redor. Ninguém viu, ninguém sabe... só depois que encontram o animal ensanguentado e muitas vezes já morto de forma cruel, talvez apareça no noticiário. Uma prática inaceitável. Uma brutalidade que está bem longe do que deveria ser a comemoração da Páscoa. O significado desta grotesca tradição é desconhecido mas atribui-se uma conotação símbólica-religiosa da Paixão de Cristo, onde o boi faria o papel de "judas". Mas essa "tradição" fica mais perto mesmo de uma grande barbárie e é um pretexto para se fazer uma festa na comunidade e gerar capital financeiro com a venda de comes e bebes. E o pobre do boi é sacrificado? Que animal fez isso com ele?
Uma banda de Brusque chamada Etílicos & Sedentos lança uma música cuja letra retrata bem o que é essa tal "farra do boi": confira
AQUI.

"...Vejam quantos bois, correndo atrás de um boi..."

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mudanças climáticas na contramão do mundo em desenvolvimento

Mulher e garoto transportam água potável em Dhaka, Bangladesh

O mundo desenvolvido diz que a tecnologia irá oferecer soluções para frear o aumento do aquecimento global e as empresas acreditam que será benéfico para os negócios. Unindo o útil ao agradável, claro!

A General Electric imediatamente reivindicou ser uma líder ambiental ao vender turbinas eólicas. O Wal-Mart está se tornando verde ao pedir aos seus fornecedores para que avaliem suas emissões enquanto produzem produtos Wal-Mart. Negociar as emissões de carbono certamente pode ser lucrativo: em um mês de péssimas notícias financeiras nos Estados Unidos, a Climate Exchange (bolsa do clima), que administra a Chicago Climate Exchange, viu um aumento de suas ações em mais de 20%.

Mas turbinas eólicas, carros híbridos e mercados de carbono são soluções feitas pelo mundo desenvolvido para o mundo desenvolvido. Elas ignoram um grande pedaço do quebra-cabeça da mudança climática: como melhor ajudar as pessoas no mundo em desenvolvimento que já estão sentindo os efeitos do aquecimento global.

"Há uma tendência de encontrar soluções por meio de intervenções tecnológicas e soluções de alto investimento, o que é complicado porque nem sempre funcionarão para os países pobres", disse Gonzalo Oviedo, autor de um poderoso relatório sobre o efeito da mudança climática sobre os pobres no mundo em desenvolvimento, divulgado nesta semana pela União Internacional para a Conservação da Natureza. "O que estamos dizendo é que em muitos países pobres há um alto grau de vulnerabilidade, que exige outros tipos de soluções."

O mundo está correndo para imaginar como reduzir as emissões com a ajuda de tecnologia. Ele tem feito muito menos para ajudar os pobres a se adaptarem. O relatório "Povos Indígenas e Tradicionais e a Mudança Climática" inclui o tipo de catálogo de sofrimento relacionado ao clima que já está ocorrendo entre os povos mais pobres do planeta.

No oeste da Nicarágua, a mudança climática deixou aldeias isolada de suprimentos cruciais, já que o rio que servia como via de abastecimento está baixo demais para ser navegado. "Suprimentos básicos como sal e água potável não mais conseguem chegar às aldeias", diz o relatório. "Além disso, o baixo volume de água significa que a poluição se torna concentrada e as pessoas ficam mais suscetíveis à cólera e tuberculose."

Entre os baka de Camarões, as chuvas ficaram menos regulares e difíceis de prever. "Mulheres que normalmente pegam peixes nas barragens construídas próximas de pequenos rios na estação seca freqüentemente não mais conseguem, à medida que os padrões de cheia dos rios mudam", diz o relatório.

Em Bangladesh, uma elevação do mar de 1,5 metro submergiria 22 mil quilômetros quadrados de terra e deslocaria 17 milhões de pessoas extremamente pobres, mais de 15% da população.
O relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza aponta que os povos indígenas precisaram se adaptar às mudanças nos padrões climáticos por milhares de anos, de forma que sugere que os países ricos deveriam aprender com a experiência deles. (As turbinas eólicas evoluíram a partir dos modestos moinhos de vento.)

Durante anos de baixa precipitação, por exemplo, várias culturas no Norte da África restringiram severamente que gado pastasse. A relva deve ser cortada no campo e os animais alimentados fora do pasto para impedir o uso excessivo de recursos.

Igualmente, aldeias na América do Sul construíram canais subterrâneos de pedra para coleta de água, para que esta não evaporasse enquanto se movia de um lugar para outro.

Ou seja, práticas culturais sustentáveis do planeta estão sendo deixadas de lado pelo avanço cada vez maior do "desenvolvimento" e podem desaparecer antes mesmo de serem utilizadas e aprimoradas pelo conhecimento tecnológico.

Fonte pesquisada: Herald Tribune

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sobre o Dia Internacional da Mulher

A história da comemoração do Dia Internacional da Mulher teve seu início a partir de uma greve de operárias de uma fábrica de Nova York. Em 08 de março de 1857 elas reivindicavam melhores condições de vida e de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.
Em 1910, uma conferência realizada em Copenhague, na Dinamarca, estabelecia o dia 08 de Março como o marco da luta pelo reconhecimento dos direitos da cidadania feminina. Com o decorrer do tempo a data passou a ser comemorada em vários países do mundo e, em 1975, foi
finalmente oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o "Dia Internacional da Mulher".
Portanto é um dia muito importante e representa um marco na história de luta pela emancipação das mulheres. Mas há muito por lutar. As mulheres ainda ganham menos que os homens pela mesma função e ainda representam a minoria entre as lideranças. Em vários países do mundo mulheres são mutiladas e vivem em pleno terror.
Mas lamentavelmente quando ocupam algum lugar de destaque muitas vezes copiam o modelo masculino de liderar. Margareth Thatcher que o diga, era um verdadeiro 'cabra macho', a "Senhora da Guerra". Chegamos até aqui, mas não é o melhor, estamos em busca pela excelência.

Mulheres curdas protestando em defesa das minorias no Dia Internacional da Mulher.


Abaixo transcrevo um texto de um autor anônimo que encontrei na internet,
onde mostra a falta de equilíbrio de uma vida moderna.
O autor(a) diz querer voltar no tempo, ficar limitada(o) às tarefas domésticas e diz que isso seria bom!!! Não achei que foi uma mulher que escreveu. Nem a minha vó gostaria de retroceder. Falar para qualquer Ser Humano largar sua vida e abdicar de seus direitos é uma imensa afronta. Mas ambos os sexos podem
'trocar' as atividades no dia a dia sem perder a sua essência e com muito respeito e carinho.
Ninguém precisa deixar de casar porque têm que trabalhar, nem de fazer pratos culinários maravilhosos. Uma coisa não anula a outra.



Desabafo de uma mulher rebelde...


São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.

Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando até. Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.

Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro. Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro para funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher, e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus... A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária. Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço". Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo ao seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos..., que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei.

Por quê, me digam, por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o "macharedo"? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo. Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações. Viramos supermulheres, continuamos a ganhar menos do que eles.

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço? Chega! eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela - ai, meu Deus, 7h 30min, tenho que levantar!, - e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés para cima e diga: "meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?", descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu estou ironizando? Estou falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna... Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?


Não, não! Um erro jamais justificaria outro!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Momento especial de um urso polar

Ele é grande e o guardião do Ártico. E trata muito bem daquele lugar. Mas sua casa anda muito quente. O aquecimento global causa uma grande ameaça à vida desse animal magestoso, assim como à nós mesmos.
Abaixo uma série de bons momentos (e que momentos!) que nos fazem parar um pouquinho para refletir e lutar ainda mais pelo maravilhoso meio ambiente que temos:












Uma imagem vale por mil palavras, várias imagens como esta valem a sexta-feira, o fim de semana, o começo da semana, o mês, o resto do ano... a Vida inteira!