quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Mundo Grande


fotos: Christiane Teixeira - retratos da ilha de Santa Catarina

Aqui termino minhas postagens do mês de novembro. Pois agora vou vivenciar o outro lado da comunicação, que é reunir-me com pessoas, acrescentar conhecimento a minha vida através de conversas "olho no olho", sim, aquela que telefone algum pode substituir. Sigo expondo as minhas observações da vida e trocando figurinhas, desligando um pouco do mundo internético, que gosto muito, mas não posso deixar a minha essência de jeito nenhum.
O que é isso?
Simples como um almoço em família num domingo ensolarado.
O Mundo é grande, já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade.
E é preciso muitas antenas para captá-lo.
E muito amor para incansavelmente distribuir!

Mundo grande
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais,
me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme.
Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso,
amontoar tudo isso num só peito de homem... sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei países imaginários,
fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Zumbi dos Palmares - Símbolo da Resistência



Hoje, dia 20 de novembro, no Brasil é celebrado como Dia da Consciência Negra. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros, que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade.

Ele entrou para a história como o último líder do maior foco de resistência negra à escravidão no brasil, no século 17.

Mas a história ainda precisa ser melhor difundida, compreendida e comemorada.

Fica aqui minha singela homenagem a esse líder negro de todas as raças!



Bandeira do Brasil - Uma bela história

Bandeira do Império desenhada por Jean-Baptiste Debret e que inspirou a Bandeira Nacional.

Ontem, 19 de novembro foi o Dia da Bandeira do Brasil. Viva o Verde, Amarelo, Azul e Branco!
Sim, viva mesmo essa Bandeira que aprendi a gostar desde criança. Essa que me faz emocionar quando a vejo tremulando hasteada ou representada a cada conquista mundo afora. Mas infelizmente a maioria dos brasileiros só lembra dela a cada quatro anos... Com tanta história, o único país que possui uma "certidão de nascimento" na carta de Caminha em um ano tão significativo como 1500, merece mais reconhecimento.

Hans Donner discorreu em sua bela palestra na Assembléia Legislativa de Santa Catarina sua opinião sobre a Bandeira Nacional, dizendo que do ponto de vista do design ela está errada em sua concepção, já que a linha com as palavras Ordem e Progresso está em declínio. “No design, o conceito de positivo é sempre da esquerda para a direita e apontando para cima. O símbolo da Pátria está com defeito de design e nosso “progresso” está despencando”.
Na sua sugestão da bandeira, o designer trocou o círculo por um coração e incluiu a palavra amor, ficando “Amor, Ordem e Progresso”. A nova bandeira foi estampada em camisetas e já se tornou pano de fundo de shows no país. Conforme o palestrante é preciso ter muito amor pela pátria. “Cheguei, amei e valorizei o Brasil, este país maravilhoso que me acolheu. Tenho a obrigação de dizer que viver aqui é um paraíso”.


Fiquei com esse assunto na cabeça, imaginando como seria nossa relação com esse importante símbolo Nacional se ela fosse diferente. Em pleno Dia da Bandeira resolvi pesquisar mais o assunto e descobri uma série de informações que desconhecia, histórias e dados que não aprendi nos bancos escolares e que compartilho aqui, em especial com o Hans Donner.




"A PÁTRIA" famoso quadro de Pedro Paulo Bruno, onde mostra a confecção da primeira Bandeira Nacional bordada pela Sra. Flora Simas de Carvalho, em pano de algodão.

A bandeira do Brasil foi adotada em 19 de Novembro de 1889 e segundo recomenda o decreto de lei nº 4 tem por base um retângulo verde com proporções de 07:10 e inscrito a ele um losango amarelo que inscreve um círculo azul atravessado por um dístico branco com as palavras "ORDEM E PROGRESSO" escrito em letras verdes, assim como 27 estrelas de cor branca.

A Bandeira do Brasil tem muita história e mais ciência na sua criação do que a simples explicação das cores das nossas matas, amarelo de nossas riquezas e o positivismo nos dizeres "Ordem e Progresso". A construção dessa Bandeira tem concepção científica e foi baseada inicialmente no céu de 15 de novembro de 1989 (a formação das estrelas siderais a 30 minutos desse dia no Rio de Janeiro).

Os dizeres "Ordem e Progresso" na faixa branca é sempre escrita em verde e a frase de concepção foi baseada no lema positivista do francês Auguste Comte: O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim.

Curiosidades da nossa Bandeira:

Uma particularidade da bandeira do Brasil é que as duas faces devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente), sendo vedado fazer uma face como avesso da outra. Isso se deve a posição rebatida das estrelas desenhadas no círculo azul, que retratam a imagem rebatida do Universo conforme seria visto por uma pessoa localizada além da última esfera armilar.
Em outras palavras, a faixa branca acompanha o azimute de zero grau estelar do observador localizado na cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, a faixa declina da esquerda para a direita por estar o observador posicionado no hemisfério sul, considerando-se a inclinação do planeta terra.

No meio a inúmeras nações austrais (possuidoras de bandeiras com Cruzeiro do Sul), o Brasil é o único país preocupado com a exatidão das horas que diz respeito a posição das estrelas inseridas sobre a esfera azul.
Sendo assim, a posição da faixa branca, assim como a posição das estrelas seguem a leitura do céu na data do seu nascimento, ou seja, a própria Bandeira carrega em si sua sideral data de nascimento.


As Estrelas:

Cada estrela de nossa Bandeira representa um dos estados do nosso país.
A estrela Spica situada acima da faixa branca representa o estado do Pará, que em 1889 era o Estado com maior território acima da linha do equador (Amapá e Roraima eram territórios federais até 1988). O Distrito Federal, ao contrário do que muitos acreditam, não é representado por essa estrela, mas sim pela estrela sigma do Octante, também chamada de Polaris Australis ou Estrela Polar do Sul, por situar-se no Pólo Sul celestial (em contrapartida a Polaris, situada no Pólo Norte celestial). Apesar de ser pouco brilhante e estar próxima ao limite de visualização a olho nu, essa estrela tem uma posição única no céu do hemisfério sul, pois é em torno dela que todas as estrelas visíveis giram. Além disso, Polaris Australis sempre está acima da linha do horizonte e pode ser vista em qualquer dia e em qualquer horário de quase todos os lugares abaixo da linha do Equador.

O Hino à Bandeira:

A letra é linda, poética e retrata as maravilhas do Brasil. Foi escrita por Olavo Bilac (1865-1918) com música de Francisco Braga (1868-1945) e apresentada pela primeira vez em 15 de agosto de 1906 segundo o livro Bandeira e Hinos de Gustavo Adolpho Bailly - 1942.

Salve, lindo pendão da esperança,

Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amados,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!



* Para saber mais sobre a palestra do Hans Donner no Programa Brasil em Debate na ALESC, acesse o blog da RPPN Rio das Lontras:


fonte pesquisada e fotos: web

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"Os computadores vão todos sumir"



foto: diário catarinense

É o que diz o cientista Jean Paul Jacob (foto). Ele defende que os robôs não vão dominar, porque máquinas não têm capacidade de interpretar o sentimento contido em palavras.

Conhecido por suas previsões sobre como a tecnologia irá impactar nossas vidas nas próximas décadas, Jean Paul Jacob é tão instigante quanto o futuro que antevê. Apesar do nome afrancesado e de viver nos Estados Unidos há mais de quatro décadas, trata-se de um paulista de 71 anos que não usa celular, ignora a maioria dos e-mails que recebe e tem um avatar (personagem tridimensional na internet) que é até prefeito de uma ilha virtual no Second Life.

Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, com doutorado duplo em ciências e matemática, Jacob é cientista emérito do Centro de Pesquisas da IBM em Almaden, no Vale do Silício, o principal pólo tecnológico do mundo, e professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA). Na década de 1980, o pesquisador já anunciava o fim do vinil. Agora, prevê o fim dos PCs e do que chama de "tinta sobre árvore morta", os livros.
Ele esbanja críticas à cultura do celular, que faz as pessoas pararem o que estão fazendo para atender ao telefone, e defendeu que as tecnologias devem se adaptar ao ser humano, não o contrário.


- Quanto mais bugigangas tecnológicas as pessoas tiverem, mais ficarão escravas da tecnologia - disse.


A seguir, confira algumas de suas idéias sobre o futuro:

TECNOLOGIA DO FUTURO

- O ser humano tem uma mente que funciona tridimensionalmente. A internet em 3D é a tecnologia do futuro. O resto não sabemos. O que vai acontecer quando tivermos a capacidade de processamento do cérebro no bolso (por exemplo, em aparelhos do tamanho de uma caixa de fósforo)? Tem muita gente que acha que os robôs vão nos dominar. Mas acho insolúvel o problema do reconhecimento da fala, porque dois seres humanos sempre entenderão diferentemente o que foi dito. Cada um interpreta as palavras de um jeito, e elas evocam sentimentos diferentes. A ambigüidade do ser humano é bonita. Ninguém nunca fará um sistema que possa conversar com você. O computador não nos entenderá.

FIM DO PC

- Computadores vão todos sumir. Tudo vira computação. Um carro tem mais poder computacional do que um desses laptops modernos. Hoje, existem vários lugares onde há mais objetos conectados à internet do que pessoas. A previsão é que, dentro de 10 anos, tenhamos 1 trilhão de usuários de internet. Nós só somos 6,5 bilhões de pessoas no mundo. Todos os que estão faltando aí serão objetos. Nos Estados Unidos, sensores ligados à internet (como os usados nos carros para passar em sistemas de pedágio, entre outros) já ultrapassam o número de usuários humanos.

INTERAÇÃO COM O USUÁRIO

- A nossa comunicação com a internet não será mais feita por teclado e computadores convencionais. Quando isso vai acontecer depende da cultura. Os jovens interagem muito por telefone. Qualquer coisa que tenha informação, uma caneta, pode ser projetada numa parede. Ou seja, os portáteis certamente serão o futuro do que chamamos de computação ubíqua (em todos os lugares). Vamos interagir de várias maneiras. Não preciso nem tocar na tela. Pode-se projetar sob uma mesa um teclado virtual e usá-lo. É o que se chama de touch typing. Computadores com pequenas câmeras podem olhar nossas expressões faciais, interpretar o que queremos de acordo com o que estamos olhando na tela.

BROWSER COMO AVATAR

- Mundos virtuais são o futuro da internet. O browser (navegador de web) vira o avatar (personagem tridimensional na web), que vai buscar as coisas. Hoje, o que o browser faz por você é procurar sites e requisitá-los. Então o avatar vai e olha. Os avatares são construídos pelos usuários. Isso soa como a Wikipédia (enciclopédia online colaborativa), porque ela é construída por nós. Hoje, o Second Life é uma Wikipédia gráfica.

ESVAZIAMENTO DO SECOND LIFE

- O Second Life foi um pioneiro, mostrou uma possibilidade de tecnologia, desinibiu as pessoas para uma fase inovadora. Muitos concorrentes estão surgindo. Quem vai vencer é muito difícil prever. Isso de hype (exagero) é só para quem entra (no Second Life) e não tem a curiosidade de ver a riqueza de opções que o mundo virtual oferece. Não posso viajar muito e visito novos locais pelo Second Life. Posso passear pela Porto Alegre virtual porque não vou ter tempo de visitar a Porto Alegre real.

E-BOOKS

- Os livros são caros. Seria ideal lançar um livro eletrônico. Comprar só um livro na vida e baixar da internet o conteúdo. Mas isso não pega porque as gerações atuais estão acostumadas como o sistema atual. Não estão preparadas e não vão gostar de ler (no e-book). Por isso, não falo mais do fim do livro, porque as pessoas vão me odiar. A experiência (em que previu o fim) do vinil foi traumática. Hoje, existem nos Estados Unidos bandas que tocam na internet. Se você gostou, pode mandar o quanto quiser. A cultura diferencia o uso e o desenvolvimento de tecnologia.

fonte: diário catarinense

Na verdade o PC vai estar em tudo, de outro jeito e como Jean mesmo disse: não terá a capacidade de interpretar o sentimento humano contido em palavras!

sábado, 17 de novembro de 2007

1001 maneiras de ajudar o meio ambiente



O livro 1001 Maneiras de Salvar o Planeta, de Joanna Yarrow, relata as mais variadas sugestões para quem se preocupa com o meio ambiente. Algumas ideias são simples e podemos por em prática apenas modificando nossos hábitos. Outras ideias são a longo prazo, o que não deixa de ser uma sugestão que também modifica nosso hábito de pensar apenas no "aqui e agora".
O livro discute também questões ambientais essenciais, como as alterações do clima, os alimentos geneticamente modificados (transgênicos) e as fontes renováveis de energia. Joanna Yarrow é apresentadora do programa Outrageous Wasters (Desperdícios Ultrajantes), da BBC. Joanna é uma eco-especialista e uma personalidade da mídia que fornece aconselhamento ambiental para programas de TV, inclusive "Tonight with Trevor McDonald", "GMTV" e "The Sunday Surgery" na Rádio 1. Também é diretora da consultoria ambiental Beyond Green (Além do Verde). "A natureza parecia tão forte, o planeta parecia tão grande e os cientistas pareciam tão inteligentes que era difícil imaginar que nosso estilo de vida pudesse afetar a teia da vida de forma significativa", diz Joanna, em prefácio da publicação.

Abaixo, 10 dicas da autora para você começar agora a contribuir para o meio ambiente:

1 Compense a emissão de CO2 de suas viagens aéreas

Em breve a aviação poderá responder por 15% da emissão de gases estufa. Por que não diminuir seu custo ambiental? Há companhias especializadas em calcular a proporção de um único assento na emissão de gases de um vôo e neutralizá-la com a compra de créditos de carbono, que são investidos em medidas compensatórias, como plantar árvores. A tonelada e meia de CO2 emitida por um passageiro num vôo entre Londres e Nova York gera um crédito de 15 dólares.

2 Informe

Se você vir qualquer indício de poluição, desde lixo jogado no parque até espuma na superfície dos rios, informe as autoridades locais e o Ibama. Talvez alguém já tenha notificado o problema, mas é melhor pecar por excesso do que por omissão.

3 Gramados luxuriantes

A grama alta retém mais umidade. Por isso, durante o verão, deixe o gramado crescer pelo menos quatro centímetros. Essa providência evitará a aparição de trechos ressecados e diminuirá a necessidade de rega.

4 Compre madeira reflorestada

Os móveis precisam ser de madeira de lei, proveniente de árvores que demoram a crescer, ou podem ser fabricados com espécies que crescem mais depressa, como o pinho e o eucalipto, e que portanto podem ser reflorestadas.

5 Água multiuso

Aproveite a água usada na limpeza matinal do filtro para regar as plantas dos vasos de casa.

6 Deixe a barba no fim de semana

Economize água, espuma e bálsamo deixando de se barbear no fim de semana. Se a sua parceira reclamar, lembre a ela que está em jogo uma causa maior.

7 Não espezinhe a natureza

Prefira tapetes de fibras naturais - como o sisal, o coco e a juta - aos de fibras sintéticas.

8 Proteja as aves exóticas

Papagaios, araras e outras aves vivem melhor em seu ambiente natural do que em gaiolas. Se você não comprar esses animais, estará ajudando a sufocar seu tráfico. Use esse dinheiro para passar as férias em uma reserva florestal, sem se esquecer de separar o suficiente para os créditos de carbono. Na reserva, você verá os pássaros soltos, e o seu dinheiro sustentará as comunidades locais, que lutam pela preservação da natureza.

9 Viva o bicarbonato de sódio

Esqueça os produtos de limpeza modernos: além de caros, eles evitam o contato com alguns germes que mantêm nosso sistema de defesa funcionando. Use bicarbonato de sódio, que é muito barato. Ele é bom para limpar tudo e tem ação fungicida.

10 Acorde com o aroma do café

Fuja dos desodorizadores de ambiente e faça sachês com ingredientes naturais, como pão fresco e grãos de café.
Seguindo essas dicas você pode viver melhor e de maneira Sustentável!

fonte pesquisada: folha on line

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sustentabilidade é o Futuro

Nesse vídeo, Eduardo Giannetti acena os principais tópicos que envolvem o termo "Sustentabilidade" no Brasil e no mundo.

Eduardo Giannetti da Fonseca é um economista brasileiro, formado na FEA/USP e em Ciências Sociais pela FFLCH/USP.É PhD em Economia pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), onde foi professor de 1984 a 1987. Entre 1988 e 2000 lecionou na FEA/USP, e hoje é professor Tempo integral do Ibmec São Paulo e membro do Conselho Superior de Economia da FIESP.
É autor de diversos livros e artigos, e ganhador dois prêmios Jabuti, em 1994 com o livro Vícios privados, benefícios públicos? (Cia. das Letras, 1993) e em 1995 com o livro: As partes & o todo (Sisciliano, 1995).
Outros livros escritos por Giannetti são:
Beliefs in action (Cambridge University Press, 1991) Auto-engano (Cia. das Letras, 1997) Felicidade (Cia. das Letras, 2002) O Valor do Amanhã (Cia. da Letras, 2005)

fonte: web

Protesto "Salve as Baleias" na Austrália


Um desenho humano de 2.000 pessoas na Austrália forma o desenho de uma baleia. O objetivo do protesto é mostrar ao Mundo mais uma vez a gravidade da prática do programa de caça às baleias pelos japoneses.
A campanha Save The Whales Again (Salve as Baleias Novamente) organizou um protesto na praia Bondi, na Austrália, nesta sexta-feira contra a caça de baleias praticada por japoneses.
Cerca de 2 mil pessoas formaram o desenho de uma baleia na areia da praia, acompanhado da palavra "Salve" em inglês.
A caça de baleias pelos japoneses gera bastante polêmica entre os grupos favoráveis e contrários à prática.
O Japão afirma que seu programa de caça de baleias tem apenas fins científicos, mas vários governos, como os da Austrália, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos, criticam a atividade e argumentam que ela incentiva a caça com fins comerciais.
fonte: BBC

Cinema e Ciência


Você sabia que não há barulho no espaço? Pois é, geralmente o cinema propõe exatamente uma trilha sonora capaz de fazer-nos pensar o contrário. O livro Micro-Macro 2 de Marcelo Gleiser reúne artigos publicados no caderno Mais! da Folha de S. Paulo e explica o tema de forma didática para quem entende e também para quem não entende nada de ciência.
Abaixo um interessante texto do autor sobre o assunto:

Ciência e Hollywood
Marcelo Gleiser
colunista da Folha

Infelizmente é verdade: explosões não fazem barulho algum no espaço. Não me lembro de um só filme que tenha retratado isso direito. (Pode ser que existam alguns, mas se existirem não fizeram muito sucesso.) Sempre vemos explosões gigantescas, estrondos fantásticos. Para existir ruído é necessário um meio material que transporte as perturbações que chamamos de ondas sonoras. Na ausência de atmosfera, ou água, ou outro meio, as perturbações não têm onde se propagar. Para um produtor de cinema, a questão não passa pela ciência. Pelo menos não como prioridade. Seu interesse é tornar o filme emocionante, e explosões têm justamente este papel: roubar o som de uma grande espaçonave explodindo torna a cena bem sem graça.
Recentemente, o debate sobre as liberdades científicas tomadas pelo cinema tem aquecido. O filme "O Dia Depois de Amanhã" e seu cenário de uma Idade do Gelo ocorrendo em uma semana em vez de décadas ou, melhor ainda, centenas de anos, levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos, que vêem as distorções com desdém, e esbugalharam os olhos dos espectadores que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. Afinal, cinema é diversão.

Tudo começou em 1902, quando o francês Georges Méliès dirigiu o curta "Uma Viagem à Lua". No filme, seis aventureiros chegam até a Lua em uma cápsula disparada por um canhão. Após sua chegada, os tripulantes são raptados por habitantes lunares com intenções nada amistosas. Os heróis escapam, empurram a espaçonave da beira da Lua de modo que ela caia sobre a Terra, bem sobre o oceano Atlântico. Tudo no filme está errado, claro. A aceleração de um tiro de canhão potente o suficiente para levar pessoas até a Lua as mataria quase que imediatamente. Cair da Lua é impossível. Desconto a questão dos habitantes lunares, pois na época isso não era sabido. Esse filme, o primeiro de uma nobre linhagem indo até "O Dia Depois de Amanhã", exagera, inventa ciência para criar um enredo emocionante. A questão então é o que devem fazer os cientistas a respeito, se é que devem fazer algo. Cabe a eles tentar "consertar" a ciência dos filmes, escrevendo cartas e artigos sobre o assunto? Será que faz sentido criticar a indústria cinematográfica pelos erros crassos?

Até recentemente, eu defendia a posição mais rígida, que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam. Claro, isso sempre é bom. Mas não acredito mais que seja absolutamente necessário. Existe uma diferença crucial entre um filme comercial e um documentário científico. Documentários devem retratar fielmente a ciência, educando e divertindo a população. Filmes não têm um compromisso pedagógico. As pessoas não vão ao cinema para serem educadas, ao menos como via de regra. Claro, filmes históricos ou mesmo aqueles fiéis à ciência têm enorme valor cultural. Outros educam as emoções por meio da ficção. Mas se existirem exageros, eles não devem ser criticados como tal. Fantasmas não existem, mas filmes de terror, sim. Pode-se argumentar que, no caso de filmes que versam sobre temas científicos, as pessoas vão ao cinema esperando uma ciência crível. Isso pode ser verdade, mas elas não deveriam basear suas conclusões no que diz o filme. No mínimo, cinema pode servir como mecanismo de alerta para questões científicas importantes: o aquecimento global, a inteligência artificial, a engenharia genética, as guerras nucleares, os riscos espaciais como cometas ou asteróides. Mas o conteúdo não deve ser levado ao pé da letra. A arte distorce para persuadir. E o cinema, com efeitos especiais espetaculares, distorce com enorme facilidade e poder de persuasão.

O que os cientistas podem fazer, e isso está virando moda nas universidades americanas, é usar filmes para educar seus alunos sobre o que é cientificamente correto e o que é absurdo.

Ou seja, usar o cinema como ferramenta pedagógica. Os alunos certamente prestarão muito mais atenção e será possível educar a população para que, no futuro, um número cada vez maior de pessoas possa discernir o real do imaginário.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"

Guaxinins


A natureza encanta e inspira.
Aqui um retrato de um morador de nossas florestas - o guaxinim.
Pintado pelo cartunista catarinense Alexandre Beck.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Mulheres e a evolução do rebolado.

Que significa esse rebolado?

Quando uma mulher anda pelas ruas rebolando demais, ela provavelmente não está ovulando. A conclusão é de uma equipe de cientistas que pesquisa os sinais sexuais emitidos pelas mulheres aos homens, e foi publicada na revista "NewScientist".

Uma equipe da Queen's University de Ontario, no Canadá, vestiu algumas mulheres voluntárias com roupas equipadas com refletores de luz colocados nas juntas, nos braços e nas pernas e as filmou. O objetivo era analisar o modo como elas caminhavam.

As mulheres também forneceram amostras de saliva para que os níveis hormonais fossem checados.


As voluntárias que estavam nos períodos férteis de seu ciclo menstrual andaram com movimentos de quadril mais discretos e com os joelhos mais aproximados.

Os cientistas mostraram os vídeos para 40 voluntários homens e pediram para eles elegerem o andar mais sexy. As vencedoras foram aquelas que estavam no período menos fértil do ciclo menstrual. O estudo parece ir contra outra pesquisa recente que aponta que os homens respondem com mais entusiasmo às mulheres em período de ovulação. Um jornal norte-americano publicou mês passado que dançarinas ganham mais gorjetas durante o período fértil.

Mas os pesquisadores canadenses acreditam que não há contradição, porque as mulheres férteis dão sinais de "chega-mais" quando estão mais perto do objeto a ser seduzido do que à distância. Esses sinais vêm através de moléculas olfativas chamadas feromônios e também por expressões faciais.

Por outro lado, o homem pode captar o andar sedutor de uma mulher à longa distância. E um caminhar sexy, visto de longe, pode depois agir como um sinal não-intencional para machos menos atrativos.

Assim, ter um andar menos sexy no período da ovulação dá à mulher uma vantagem evolucionária: ela pode "esconder" seu período fértil de um homem indesejável. O rebolado seria então uma pista falsa para iludir os homens que não agradaram.

artigo do portal g1, pubicado na revista científica new scientist.